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terça-feira, 31 de março de 2015

É assim que a gente fala

Há diferenciação
Porque cada região
Tem seu jeito de falar
O Nordeste é excelente
Tem um jeito diferente
Que a outro não se iguala
Alguém chato é Abusado
Se quebrou, Tá Enguiçado
É assim que a gente fala
Uma ferida é Pereba
Homem alto é Galalau
Ou então é Varapau
Coisa inferior é Peba
Cisco no olho é Argueiro
O sovina é Pirangueiro
Enguiçar é Dar o Prego
Fofoca aqui é Fuxico
Desistir, Pedir Penico
Lugar longe é Caixa Prego
Ladainha é Lengalenga
E um estouro é Pipoco
Botão de rádio é Pitoco
E confusão é Arenga
Fantasma é Alma Penada
Uma conversa fiada
Por aqui é Leriado
Palavrão é Nome Feio
Agonia é Aperreio
E metido é Amostrado
O nosso palavreado
Não se pode ignorar
Pois ele é peculiar
É bonito, é Arretado
E é nosso dialeto
Sendo assim, está correto
Dizer que esperma é Gala
É feio pra muita gente
Mas não é incoerente
É assim que a gente fala
Você pode estranhar
Mas ele não tem defeito
Aqui bombom é Confeito
Rir de alguém é Mangar
Mexer em algo é Bulir
Paquerar é Se Enxerir
E correr é Dar Carreira
Qualquer coisa torta é Troncha
Marca de pancada é Roncha
E a caxumba é Papeira
Longe é o Fim do Mundo
E garganta aqui é Goela
Veja que a língua é bela
E nessa língua eu vou fundo
Tentar muito é Pelejar
Apertar é Acochar
Homem rico é Estribado
Se for muito parecido
Diz-se Cagado e Cuspido
E uma fofoca é Babado
Desconfiado é Cabreiro
Travessura é Presepada
Uma cuspida é Goipada
Frente da casa é Terreiro
Dar volta é Arrudiar
Confessar, Desembuchar
Quem trai alguém, Apunhala
Distraído é Aluado
Quem está mal, Tá Lascado
É assim que a gente fala
Aqui, valer é Vogar
E quem não paga é Xexeiro
Quem dá furo é Fuleiro
E parir é Descansar
Um rastro é Pisunhada
A buchuda é Amojada
O pão-duro é Amarrado
Verme no bucho é Lombriga
Com raiva Tá Com a Bixiga
E com medo é Acuado
Tocar de leve é Triscar
O último é Derradeiro
E para trocar dinheiro
Nós falamos Destrocar
Tudo que é bom é Massa
O Policial é Praça
Pessoa esperta é Danada

Vitamina dá Sustança
A barriga aqui é Pança
E porrada é Cipoada
Alguém sortudo é Cagado
Capotagem é Cangapé
O mendigo é Esmolé
Quem tem pressa é Avexado
Sandália é Alpercata
A correia, Arriata
Sem ter filho é Gala Rala
O cascudo é Cocorote
E o folgado é Folote
É assim que a gente fala
Perdeu a cor é Bufento
Se alguém dá liberdade
Pra entrar na intimidade
Dizemos Dar Cabimento
Varrer aqui é Barrer
Se a calcinha aparecer
Mostra a Polpa da Bunda
Mulher feia é Canhão
Neco é pra negação
Nas costas, é na Cacunda
Palhaçada é Marmota
Tá doido é Tá Variando
Mas a gente conversando
Fala assim e nem nota
Cabra chato é Cabuloso
Insistente é Pegajoso
Remédio aqui é Meisinha
Chateado é Emburrado
E quando tá Invocado
Dizemos Tá Com a Murrinha
Não concordo, é Pois Sim
Estou às ordens, Pois Não
Beco do lado é Oitão
A corrente é Trancilim
Ou Volta, sem o pingente
Uma surpresa é, Oxente!
Quem abre o olho Arregala
Vou Chegando, é pra sair
Torcer o pé, Desmintir
É assim que a gente fala
A cachaça é Meropéia
Tá triste é Acabrunhado
O bobo é Apombalhado
Sem qualidade é Borréia
A árvore é Pé de Pau
Caprichar é Dar o Grau
Mercado é Venda ou Bodega
Quem olha tá Espiando
Ou então, Tá Curiando
E quem namora Chumbrega
Coceira na pele é Xanha
E molho de carne é Graxa
Uma pelada é Baba ou Racha
Onde se perde ou se ganha
Defecar se chama Obrar
Ou simplesmente Cagar
Sem juízo é Abilolado
Ou tem o Miolo Mole
Sanfona também é Fole
E com raiva é Infezado
Estilingue é Balieira
Prostituta se diz Quenga
Cabra medroso é Molenga
O baba-ovo é Chaleira
Opinar é Dar Pitaco
Axila é Suvaco
Se o cabra for mau, é Mala
Atrás da nuca é Cangote
Adolescente é Frangote
É assim que a gente fala
Lugar longe aqui é Brenha
Conversa besta, Arisia
Venha, ande, é Avia
Fofoca é também Resenha
O dado aqui é Bozó
Um grande amor é Xodó
Demorar muito é Custar
De pernas tortas é Zambeta
Morre, Bate a Caçuleta
Ficar cheirando é Fungar
A clavícula aqui é Pá
Um mal-estar é Gastura
Um vento bom é Frescura
Ali, se diz, Acolá
Um sujeito inteligente
Muito feio ou valente
É o Cão Chupando Manga
Um companheiro é Pareia
Depende é Aí Vareia
Tic nervoso é Munganga
Colar prova é  Pescar 
Brigar é Sair no Braço
Lombo se diz Espinhaço
Matar aula é Gazear
Quem fala alto ou grita
Pra gente aqui é Gasguita
Quem faz pacote, Embala
Enrugado é Ingilhado
Com dor no corpo, Engembrado
É assim que a gente fala
O afago é Alisado
Um monte de gente é Ruma
Quer saber como, diz Cuma
E bicho gordo é Cevado
A calça curta é Coronha
Sujeito leso é pamonha
Manha aqui é Pantim
Coisa velha é Cacareco
O copo aqui é Caneco
E coisa pouca é Tiquim
Mulher desqualificada
Chamamos de Lambisgóia
Tudo que sobra é de Bóia
E muita gente é Cambada
O nariz aqui é Venta
A polenta é Quarenta
Mandar correr é Acunha
Azar se chama Quizila
A bola de gude é Bila
Sofrer de amor, Roer Unha
Aprendi desde pivete
Que homem franzino é Xôxo
O cara medroso é Frouxo
E comprimido é Cachete
Olho sujo tem Remela
Quem não tem dente é Banguela
Quem fala muito e não cala
Aqui se chama Matraca
Cheiro de suor, Inhaca
É assim que a gente fala
Pra dizer ponto final
A gente só diz: E Priu
Pra chamar é Dando Siu
Sem falar, Fica de Mal
Separar é Apartá
Desviar é Ataiá
E pra desmentir é Nego
Se estiver desnorteado
Aqui se diz Ariado
E complicado é Nó Cego
Coisa fácil é Fichinha
Dose de cana é Lapada
Empurrar é Dar Peitada
E o banheiro é Casinha
Tudo pequeno é Cotoco
Vigi! Quer dizer, por pouco
Desde o tempo da senzala
Nessa terra nordestina
Seu menino, essa menina,
É assim que a gente fala."

domingo, 31 de janeiro de 2010

Traduzindo o Baianês! - XVIII / 4º ato.

* Para ler os 3 primeiros, clique  e 3º
.


Especial Traduzindo o Baianês
capítulo XVIII
4º ato

"Espaço Cultural" Guadalupe - a nossa visgueira.
Palco onde se desenrola o quebra-pau imaginário.
Foto de Arlindo von Flach e Marcelo Overbeck,
ambos genuinamente baianos, apesar dos sobrenomes.
 Vixe mainha!



O Baianês na briga de rua
(cont.)

 Quando parecia que aquilo não ia acabar mais nunca chegou o Almada, meu amigo irmão (amigo de fé, amigo do peito) e diz:
- Mendes, tá na hora de se dar um basta nessa zorra (confusão)! Temos que  dar um paradeiro (encerrar o assunto) nisso!

Ôxe! nem precisei me meter nesse esperretetê todo (arranca-rabo) porque antes que eu dissesse qualquer coisa, chegou os homi da lei (polícia) distribuindo fanta (cassetete) para tudo que é lado, lascando em banda (sem olhar prá quem) sem dó nem pena que saiu tudo escarreirado (correndo) tirando o time de campo (se mandando).

E parece que quem avisou os homi foi aquele sacrista (sacana) que cede a cauda (é isso mesmo que vocês  estão pensando). O nome dele? num sei não, não lembro. Mas é ele mesmo, voces sabem quem é, o que queima rodinha (idem), que gosta de dar o zé-de-obrar (idem), o brioco (idem), o toba (idem), o redondo (idem), o furico (idem) ...

Mas Deus castiga! No logo depois que ele falou demais (entregou) apareceu um vagabundo (ladrão) e tomou o redondo dele (o relógio, não confunda), aquele roscófi (relógio fuleiro, falsificado) que ele ganhou de amigo secreto (amigo oculto) no natal passado - toma saqueba! (sacana)!

É como diz a voz do povo: passarinho que muito fala, caga no ninho!

Eu só sei que não ficou um pé-de-gente (uma só pessoa) prá contar a história. Tá rebocado piripicado (pode acreditar) que por mim não se puxa (se começa) mais assunto de futebol, ainda mais de BA X VI, aqui no cacete-armado (barzinho, birosca) aonde a gente come água (bebe).

Mas você sabe que mesmo com a zuada (barulho) toda das sirene ainda deu prá ouvir o qui-qui-qui-cá-cá-cá (risada) da galera do mal (grupo, turma) que ficou assistindo o fuzuê (agito) lá do outro lado da rua, bem longe do falapau ("festa").

Daqui deu prá ver o Ivan Vaca Preta, o Seu Menino - que pode ser velho como dom corno (bem vivido) mas não tá brôco (esclerosado) prá ficar no meio de rolo (confusão), o Ovídio - um cearense gente boa que também abaianou de vez, Mineiro - outro que veio de fora e só quer ser chamado pelo nome mas que ninguém lembra qual é, o Lineu - que veio da Espanha, mas é daqui, e até tá nos "deveno" uns artigos pro blog e até o nosso fotógrafo Arlindo - aquele que Cunha chama de "Bela Brisa" - uma brincadeira bem pensada com o nome dele.

E mirando bem (olhando direito) não só eles, ainda tinha a turma do palitinho (porrinha) que não larga do jogo por nada: o Messias, os irmãos Schumacher - que de alemão não tem nadica de nada, Edinho Chebeu - que o que tem de feio tem de gente boa, o Vidal e Zé Luís - uma dupla de dois que quando tão junto parece até que tem arte com o cão (que apronta, arteiro), Gatinho e o Aurélio, que descobri há poucos dias ser meu primo, não é primo carnal é verdade, mas ainda assim é meu primo e também torce pro Bahia, quer referência melhor que essa?

Princesa, nossa mascote.

E Princesa, tadinha, que tava toda perdida, agoniada, latindo prá todo mundo, com certeza pedindo que a briga acabasse prá ela voltar a comer a sua quota dos tira gosto que o pessoal pedia pois a bichinha é interesseira por demais, aliás, é a única cachorra -  no bom sentido, que conheço que gosta de picolé Chicabom e cocada branca. A bichinha  chega tá cevada de gorda.

E depois eu ainda vim saber que teve até um pé-de-pica (fuzuê) entre Jaquinho e Cesinha.

Jaquinho coitado, que mal sabe desenhar um O com copo (semi-analfabeto) e Cesinha, que dr. Lamoso chama de ´Zezinha´ discutiram por causa de um disse-que-me-disse, uma discussão 'a toa, uma picuinha besta (frescura, coisa sem importância) que um é mais alto que o outro, pode isso? Dois meia-foda (baixinho) daqueles!

Ainda bem que os mais esquentados não apareceram lá hoje porque senão a coisa podia ser ainda pior, imaginem um cara como o Vítor que até dizem que é federal ou um Vinhas que veio fugido de Sumpaulo sei lá por quê, ou ainda o Torquato, esse então é melhor mesmo eu calar minha boca...

E sem contar os que por outras razões como o Edinho da Bahia que trabalha com evento de carnaval, micareta, xous e já no corre-corre que o tempo tá correndo e não podendo parar para tomar umas (beber) com os amigos, ele e o Miguelzinho - que também é do ramo - um minino danado de bom, além do Alberto, do Hélio Nigrinha, do João Vieira - esse fez falta pois ajudaria logo a desapartar (separar) a briga com aquela calma dele, do Anquises, e não esquecendo do Tiago que de todos tinha o melhor álibe... o minino tava em lua de mel, casado denôvo (recém-casado).

Ainda bem que tudo acabou mas que a chimbança (falapau) durou mais de duas horas de relógio (duas horas), durou! De jeito e qualidade (de jeito nenhum) durou menos que isso.

Só sei que o bom foi que logo logo caiu o maior toró (chuva forte) e lavou a rua e a alma de todo mundo.

Falando em alma, acho até que aqueles que já bateram a caçuleta (morreram) como Andrade – amigo bom que foi embora cedo, Betão, Gilberto, o velho Charles - um poeta de mão cheia, Adaiz gente boa e coronel Aquilino que adorava uma menina nova se esbaldaram  com o "homi" lá de cima que devia era tá rindo da criação dele se pegar (brigar) aqui em baixo!

Aliás o Todo-Poderoso que se cuide pois acho que já deve tá tendo uma disputa danada da boa entre Ele e o Andrade, prá ver quem paquera mais as Anja lá de cima.

Mas voltando aqui embaixo, eu só sei que entre mortos e feridos salvaram-se todos e de hoje a oito (daqui uma semana) tem a lavagem (festa que acontece anualmente) do Guadalupe que é o nome mesmo (nome verdadeiro) da visgueira!

Será que quem apanhou vai querer revanche? Só sei que é o momento do Maradona recuperar o prejú (prejuízo) que ele deve ter tido com a muvuca (confusão) não só de garrafa quebrada a dar de pau (muito, em grande quantidade) mas também e principalmente pelos birros (espeto, sair sem pagar) que ele deve ter levado.

E eu vou ficando por aqui, pois hoje 31 não é só o fim do mês é também o fim de "Traduzindo o Baianês".

Axé! (salve! muita energia!)

(Zéfini - Fim)


Isto é uma estorinha inventada,
 qualquer parecença é mera cagada!

Isto é uma obra de ficção,
qualquer semelhança é mera coincidência!

Fontes:
Expressões e terminologias
- Entreouvidos nas ruas, becos, bares, botecos e cacetes-armados;
- Dicionário de Baianês, de Nivaldo Lariú

Texto de apoio
- de minha autoria (Ó paí, ó! - Olha só!)

sábado, 30 de janeiro de 2010

Traduzindo o Baianês! - XVIII / 3º ato.

(Para reler os dois atos anteriores, clique aqui e aqui )

Especial Traduzindo o Baianês
capítulo XVIII
3º ato.

Forte de São Marcelo, na Baía de Todos od Santos
Foto de Arlindo von Flach


O Baianês na briga de rua
(cont.)

Esqueci de dizer que logo que o primeiro chega-prá-lá (empurrão) foi dado, "as menina" (mulherada) deram no pé (correram logo) que não iam ficar vendo briga de "homi" que pensa que é "homi" só porque tá "brigano".

Outro que eu já ia esquecendo de falar e nunquinha que eu podia esquecer era o Manoel que é mesmo que um lorde (educado, arrumado) e é o orgulho desse rebanho de sacana (grupo de pessoas) que anda aqui na visgueira devido ser o pai daquela "minina"  que o Brasil todo arregala o olho quando vê e quando ouve, a Emanuelle Araújo.

Então, toda vez que ele chega no cacete-armado (barzinho, boteco) fica todo mundo de zóinho cumprido, com aqueles zóim de pidão  fazendo figa (torcendo) prá vê se ele traz a filha com ele mas o miseráve nem tchum prá gente (nem te ligo, não quero nem saber).

num foi que na hora do rebuliço ele saiu de fininho, quase que 'a francesa, dizendo que tava na hora de andar no calçadão da orla, que todo dia ele fazia isso, que tinha de manter a forma e pererê, caixa de fósforo (etc e tal) mas eu,  no meu jeito de ver, acho que foi uma culhuda (mentira) danada da boa ainda mais que ele tava de mocassim (sapato de couro), mas quem vai dizer que ele táva errado?

Retado (capaz, quem resolve as coisas) mesmo foi o  Mingo,  que é macaco-velho (experiente, vivido) e  tem uma barraca de jogo do bicho encostado ao boteco, foi quem mostrou cabeça-fria pois quando viu o miserê (confusão) e antes que uma miséra (desgraça) maior acontecesse, tratou de apagar (desligar) logo o fogo do bujão (botijão) de gás que tava do lado do tabuleiro da baiana de acarajé, a Jeanne - aquela do pandeiro (bunda) que é uma belezura e que saiu logo do meio do furdunço que não era besta de ficar para "pegá" sobra de falapau (confusão) de marmanjo.

Olodum no Pelourinho

Nesse meio tempo, já tinha uma ruma de gente (muita gente) envolvida na bagaceira (briga) que até o Maradona - um argentino que veio tentar a vida nessa nossa terra do Senhor do Bonfim que é o novo dono da visgueira  em vez de tentar apaziguar (acalmar) para proteger seu patrimônio foi é tirar uma diferença (coisa antiga, guardada) que tinha com o antigo dono, o Sérgio Pitbull, que aliás também é torcedor do Bahia, o que mostra que é gente boa e sensata.

Só que nessa o argentino se estrepou (se deu mal) já que Sérgio não tinha esse apelido de pitbull 'a toa (de graça) - ele tinha tomado muito mingau de cachorro (mingau feito de farinha de mandioca e água) quando pequeno lá em Mundo Novo, no interior da Bahia, prá dá sustança (força, energia). A prova é que ele tinha uns mocotó (canela da perna, tornozelo) grande como quê (demais).

Aí já viu o placar, né? A capoeira deu uns 10 a zero no tango, sem suar a camisa...

E o Ito, sabem quem é nele não? um cara miseravão (cara retado, que resolve qualquer parada) que nem ele só, que mal tinha acabado de chegar e sem saber nem o que tava acontecendo já foi "meteno" um sapeca iaiá (cacetada) em Chicão que por outro lado também tinha vindo do nada, só que com outra tenção (intensão, objetivo) a de desapartar a briga (separar, acabar).

Nisso, Chiquinho que é um tampinha-de-binga (baixinho) mas sacana que ele só (me lembra muito aquele frade baixinho de Henfil - escrôôôto!), foi lá acudir (ajudar) e no embalo ainda deu uma regulagem da porra (esporro) em Chicão, que depois ficou "falano" sozinho sentado no meio fio:

- mais nunca (nunca mais) que eu entro numa briga no despartido (na desvantagem), levei um trompaço (porrada) no meio da cara que fiquei até falando fonhém (fanhoso) e aínda ouvi o maior lero (conversa fiada) de Chiquinho.

Certo tava foi o Max que ficou de fora, fumando seu "cigarrinho de palha" e pensando no carnaval que tá chegando, de como vai fazer prá arranjar a bufunfa (o dinheiro) prá comprar o abadá, já que na pipoca (folião que brinca do lado de fora das cordas) ele não brinca mais não, que é esparro (fria)...

Bem, eu falei do certo que foi o Max agora falo do errado que foi o mofino do, do ... (não vou encanar não, que não sou dedo-duro) que saiu nas carreira gritando que não era com ele, que ele torcia era pro Ypiranga, um time que até já tinha acabado quando ele nem nascido era ainda. Êta, cara frouxo!


(Fim do 3º ato - amanhã finalmente chegaremos aos finalmente!)

Isto é uma estorinha inventada,
qualquer parecença é mera cagada!

Isto é uma obra de ficção,
qualquer semelhança é mera coincidência!

Fontes:
Expressões e terminologias
- Entreouvidos nas ruas, becos, bares, botecos e cacetes-armados;
- Dicionário de Baianês, de Nivaldo Lariú

Texto de apoio
- de minha autoria (Ói, me deixe, viu! - Por favor, não toque nesse assunto, tá? mas querendo que toque!)