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domingo, 14 de fevereiro de 2010

Sagada, Filipinas!

Na cordilheira, cadeia montanhosa há alguns quilômetros ao norte de Manila, nas Filipinas, fica situada a cidade de Sagada com pouco mais de 10.000 habitantes e conhecida pelo clima agradável, pelas cachoeiras e belas cavernas e pelo jeito singular de sepultar seus mortos.


Curiosamente, apesar do dialeto local - Kankana-ey,  os habitantes se expressam melhor em Inglês que em filipino, o idioma nacional. Além disso, ao contrário da maioria das cidades filipinas, a população de Sagada é predominantemente anglicana.



Sagada possui um dos mais bizarros cemitérios do mundo. Dezenas de caixões precariamente agarrados às rochas escarpadas contêm os restos mortais dos ancestrais do seu povo que preferia este sepultamento 'a colocação sob o solo.


Apesar de apenas alguns caixões serem visíveis, precisamente aqueles que se encontram pendurados na escarpa, todo o rochedo aloja centenas deles, acumulados ao longo de gerações em grutas profundas no seu interior, uma enorme catacumba natural. O povo de Sagada perpetua este ritual há mais de 2000 anos.


A tradição local exige que o processo fúnebre, tenha início bem antes do sepultamento propriamente dito.

Os pequenos caixões de madeira extraídas de troncos de pinheiros começam a ser preparados pelos idosos quando sentem que sua hora se aproxima mas se já estiverem muito fracos ou incapacitados, o trabalho deverá ser feito pelos filhos ou pelo parente mais próximo de modo a que esteja concluído a tempo de receber o corpo.



O ritual obriga ainda a que os mortos sejam colocados dentro dos caixões em posição fetal - ainda que por vezes seja necessário forçar e partir os ossos do morto para que caiba num espaço tão exíguo - e transportados para o alto dos rochedos, sua morada final, juntando-se assim aos caixões do seus familiares ascendentes.


Fontes obviousmag / curiosidadesnanet  / sagada-igorot

terça-feira, 28 de julho de 2009

Carro de bambu



[Na busca por um veículo de baixo custo, eficiente no uso de combustível e ambientalmente correto, o prefeito de uma cidade nas Filipinas parece ter encontrado o candidato ideal. Rustico Balderian, da localidade de Tabontabon, projetou dois tipos de táxis feitos com bambu e movidos a biodiesel de coco.



Balderian criou esses “ecotáxis” como uma alternativa à dominante – e perigosa – forma de transporte em Tabontabon: a motocicleta. Na cidade, é comum que cinco ou seis pessoas se espremam sobre uma única moto, aumentando as chances de acidentes. Os veículos criados pelo prefeito, além do benefício ambiental, oferecem uma alternativa barata de transporte.


O bambu é um material renovável, que não precisa sofrer um processamento complexo antes de ser utilizado e, além disso, tem resistência tão boa quanto a do aço.


Os dois táxis são chamados de Eco 1 e Eco 2. O Eco 1 pode transportar até 20 pessoas sentadas, e roda por cerca de 80 horas com apenas um galão de biodiesel (o equivalente a 3,78 litros).
O Eco 2 é menor: comporta oito pessoas. Ambos os veículos são construídos por adolescentes da cidade. Noventa por cento do ecotáxi é feito de bambu – a exceção é o teto, coberto por uma esteira de tecido. ]