terça-feira, 3 de maio de 2016

PEC do Diploma

Do JusBrasil


Se aprovada pelo Congresso, uma proposta de emenda à Constituição vai proibir candidatura a quem não tiver ensino superior.

O texto, apresentado em março, poderia impedir, por exemplo, a volta do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Palácio do Planalto. Devido à sua atuação pública, Lula tem pelo menos 28 títulos de "doutor honoris causa".



Em tese, essa titulação teria o mesmo efeito jurídico que um diploma regular, porém as normas são regulamentadas por cada universidade e a PEC 194/2016 não deixa claro esse ponto.

Apresentada em 15 de março pelo deputado Irajá Abreu (PSD-TO), a proposta foi assinada por 190 deputados, 19 a mais do que o necessário. Irajá é filho da ministra da Agricultura, Kátia Abreu, aliada da presidente Dilma Rousseff.

O texto é assinado por nove petistas, entre eles os deputados Marco Maia (RS), Pepe Vargas (RS) e Sibá Machado (AC).



Na justificativa, Irajá diz buscar “estabelecer um patamar superior” para os representantes.

De acordo com ele, “a disponibilidade de conhecimentos integrados por uma visão acadêmica pode propiciar com maior efetividade uma visão mais profunda da realidade brasileira”.

O deputado diz ainda que hoje muitos integrantes do Legislativo possuem dificuldade de leitura, “o que impede que os membros atuem de modo efetivo nas suas funções constitucionais”.

O texto abre uma exceção para aqueles sem graduação. Quem já é senador, vereador ou deputado federal, estadual ou distrital e não possui ensino superior poderia se candidatar novamente ao mesmo cargo.




Tramitação da PEC do Diploma
A proposta aguarda apreciação na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, que ainda não começou os trabalhos de 2016. Se aprovada a admissibilidade na CCJ, a Câmara cria uma comissão especial para analisar a PEC. O colegiado tem 40 sessões plenárias para votar um parecer. Se for positivo, a proposta vai a plenário.

Lá são necessários três quintos dos deputados, ou seja, 308 votos, para aprovação.

O texto é votado em dois turnos e, se aprovado, segue para o Senado. Lá, a PEC também passa pela Comissão de Justiça e pelo plenário, igualmente em dois turnos.

Por quem Lula chorou?

Por Valdo Cruz.


Por quem Lula chorou?
Lula foi às lágrimas no dia da derrota da batalha do impeachment. Ao lado de Dilma, ele chorou três vezes quando a Câmara aprovou a abertura do processo de impedimento contra sua criatura.

O ato de chorar implica profundo sofrimento e demanda respeito – a não ser quando são vertidas lágrimas de crocodilo, o que não era o caso. Mas por quem Lula chorou?



Por Dilma? Certamente, ao ver a seu lado, no Palácio da Alvorada, alguém que, pela história política, não merecia tal destino. Só que Lula também sabe que ela, durante seu governo, fez por onde ser derrotada.

O ex-presidente deve ter se lembrado dos inúmeros conselhos dados à petista nos últimos anos, mas que não foram acatados. Ali, em seu silêncio e olhando pelas vidraças do Alvorada, deve ter se perguntado: por que ela não me ouviu? E chorou.

Pelo PT? Também, ao notar que naquele momento ficava mais complicada sua tarefa de recuperar o projeto original de seu partido, perdido nas negociatas do petrolão ao virar farinha do mesmo saco e aderir ao velho esquema da propina.



Por ele mesmo? Com certeza, ao sentir que o legado de seu governo corre sério risco de ser aniquilado pelo fracasso da administração de sua sucessora. Naquele instante, Lula deve ter refletido: por que a escolhi candidata? E chorou.

Pelo Brasil? Talvez, mas deveria, porque não tivesse hoje o país mais de 10 milhões de desempregados e mergulhado na pior recessão da história o destino não reservaria tal desfecho para ele e Dilma Rousseff.

Em suas reflexões, o ex-presidente deve estar, principalmente, matutando com os amigos: por que sua criatura nunca fez, de fato, uma autocrítica e assumiu seus erros.



Enfim, interlocutores e amigos de Lula têm a avaliação de que Dilma se aproxima da hora de se afastar do governo numa atitude de autonegação –e quando não se enxerga os próprios erros não se evita os precipícios. Deu no que deu. E em choro.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Adeus PT!

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Lágrimas da esquerda

Por Hélio Schwartsman.



Lágrimas da esquerda
O que me surpreende nessa novela do impeachment é que a esquerda ainda defenda a desastrada gestão de Dilma Rousseff.

O governo do PT meteu-se com esquemas pesados de corrupção e mostrou-se administrativamente incompetente. Alega-se que Dilma, como pessoa física, é honesta –com certeza mais honesta do que muitos dos que agora a condenam. Não duvido. Mas isso é muito pouco para transformá-la num modelo de virtude cívica. Ou bem a presidente é uma tonta, que não viu que pessoas ligadas ao partido e ao governo estavam se locupletando, ou então foi conivente com a corrupção. É verdade que os esquemas já existiam antes de ela chegar ao Planalto, mas a posição virtuosa aqui teria sido a de detoná-los publicamente, não tolerá-los em nome da governabilidade.




Para tornar o quadro ainda mais dramático, acho complicado até mesmo afirmar que as administrações do PT buscaram implementar políticas de esquerda. Parece mais preciso descrevê-las como populistas. Enquanto os ventos sopraram a favor, elas distribuíram benesses para todos –muito mais dinheiro foi destinado para empresários do que para os pobres, registre-se.

Em 13 anos de governos petistas, pautas históricas da esquerda, como o direito ao aborto e a descriminalização das drogas, foram tratadas como tabu pelo Executivo. O PT tampouco hesitou em sacrificar bandeiras que lhe eram caras, como a educação sexual nas escolas, sempre que seus aliados religiosos chiavam.



O caso do sindicalismo chega a ser grotesco. Nada foi feito pra implementar a convenção 87 da OIT (Organização Internacional do Trabalho), aprovada no longínquo ano de 1948, que estabelece a liberdade sindical e que era defendida com unhas e dentes por Lula e pela CUT até chegarem ao poder.

Se há alguém que não deveria derramar nenhuma lágrima pelo governo Dilma, é justamente a esquerda.

Notas de Ricardo Boechat

Por Ricardo Boechat.
Charges de Tiago Recchia
Sem medo
Horas após sair da lista de prováveis ministros de Michel Temer, Antônio Mariz de Oliveira esteve na sede do Instituto dos Advogados de SP. Cabia ao criminalista dar boas vindas a três associados. Foi além. Disparou contra a instituição “que se vê como o quarto Poder da República, apoiada pela mídia”. Disse que a advocacia está sob “inacreditável ataque de setores da sociedade”. 

Sobre ter assinado manifesto contra a Lava Jato deu de ombros: “se isso me impede de assumir cargo público, outros 160 colegas também estão descartados”. Concluiu que ele e nem ninguém é capaz de interferir na Lava Jato.




Reeleição à vista
Centenas de candidatos a prefeitos e vereadores estão perdidos. Não sabem como pagar o marqueteiro da campanha (as doações estão sob leis severas) e o contratado tem dificuldade em descobrir como contabilizar a grana sem dores de cabeça com o rigor da Justiça eleitoral. Ótimo para os prefeitos bem avaliados que, assim, não terão grandes dificuldades para impor derrota aos opositores.


Cinco estrelas
Nessa dança de cadeiras para formação do ministério Temer, em função das muitas variáveis envolvidas, o nome de Nelson Jobim para a Pasta da Defesa cresceu. Aliás, ele gostou bastante da experiência em conduzir as Forças Armadas, em recente passagem no cargo.



Plano A
Nas conversas para formar seu ministério, Michel Temer desejou entregar a Pasta da Fazenda para Pérsio Arida. Ambos conversaram. Os compromissos do economista com o banco BTG, onde é um dos sócios, resultou em um “não, obrigado”. O plano de Temer incluia convite para Henrique Meirelles ser parte da equipe – mantido com “up grade”.


Micos
Péssimas notícias para o bilionário Fundo de Infraestrutura do FGTS. Seus investimentos na Sete Brasil - R$ 2 bilhões - Odebrecht Transport - R$ 2,5 bilhões - e Energimp - R$ 500 milhões - estão indo para o ralo, com a provável falência dessas empresas. Nunca é demais lembrar que tais recursos são gerados por empregos com carteira assinada – algo em vertiginosa queda no Brasil atual.



Sem jargão
O clima em Brasília é de tal desânimo que o Palácio do Planalto não recorreu da decisão da Justiça Federal, que mandou cortar a frase conceito “Somos todo Brasil”, da campanha que tem como mote a realização dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro. Orçada em R$ 25,6 milhões, várias peças precisaram ser ajustadas na semana passada, como os filmes em que a voz de Toni Garrido enfatiza “agora somos um só time (...), um time de 200 milhões”.

Pódio vazio
Crise que é crise chega até onde não se imagina. Na Casa da Moeda, por exemplo, eldorado onde se produz as cédulas e moedas do país, entre outras preciosidades. Depois de muitas trocas de presidentes (a última na semana passada), o quadro é de desolação. O Banco Central parou de encomendar dinheiro. Clientes privados escassearam. E, para culminar, está atrasada a cunhagem das medalhas de ouro, prata e bronze da Olimpíadas. Cinco mil atletas e 94 mil participantes (prestadores de serviço, voluntários, etc.) estão na lista dos que receberão o prêmio. Se ficar pronto.




Apesar da pindaíba...
O Planalto vem dando gás a gastos das Forças Armadas. No Exército, saiu da gaveta a compra de 186 blindados leves da fabricante Iveco, por preço a definir. Na Marinha, a modernização do navio “Bahia” deverá custar 40 milhões de euros – metade do valor pago pelo Brasil há 20 anos. Finalmente, na Aeronáutica, além dos bilionários caças Gripen e de US$ 134 milhões para manutenção do AeroDilma (em breve AeroTemer), está prestes a ser arrendado um Boeing 767-300, de apoio logístico, por US$ 124 milhões. Pelo visto, estamos em guerra...

domingo, 1 de maio de 2016

Ser ou não ser

Por Nizan Guanaes.

Ser ou não ser
A crise não diminui a criatividade das pessoas, aumenta. A dificuldade sempre foi a mãe da invenção. A IBM era a maior empresa de computadores até antever que não poderia mais competir no mercado de computadores. Tornou-se uma empresa de tecnologia e serviços, e hoje é uma das maiores empresas de tecnologia e serviços.

As coisas estão sempre evoluindo. Mas agora evoluem mais rápido. O Facebook foi de 1 milhão a 1 bilhão de usuários em nove anos. O tempo de vida médio das empresas do índice S&P 500, que reúne grandes companhias listadas na Bolsa de Nova York, caiu de 60 anos para menos de 20 anos.

As novas plataformas de dados e serviços permitem a empresas pequenas e iniciantes acessar recursos antes só disponíveis a poderosos conglomerados. Softwares cada vez mais inteligentes, impressoras 3D e "crowdfunding" são algumas das inovações que deixaram o jogo mais equilibrado e transformaram aquela antiga garagem de empreendedores num hub high tech.

Eu nasci no Pelourinho, em Salvador, e as chances de chegar aonde cheguei eram, no máximo, mínimas. Na minha trajetória, o mais importante foi a capacidade de reinvenção. Comecei redator e ainda sou redator, mas em 1989, com a DM9, me tornei também empresário e empreendedor. Naquela época, muitas pessoas me questionavam como Davi enfrentaria Golias.

Mas a questão que está posta hoje é como Golias vai enfrentar David, que agora não tem só um estilingue, mas ferramentas e sistemas capazes de lhes dar forças de gigante mantendo a agilidade e a vivacidade das pequenas estruturas. São como microgigantes, com poder absurdo de deslocamento, inovação e disrupção. A resposta certamente passa por tornar as grandes estruturas rápidas e inovadoras. Só assim redes hoteleiras, por exemplo, poderão competir com o Airbnb, que não possui um quarto sequer.

A reinvenção empresarial e humana deve ser permanente. O que impulsiona a economia de mercado é a competição, e toda empresa precisa responder às mudanças do mercado para seguir viva e competitiva.

Momentos de crise econômica são indutores de mudanças. Quando a maré sobe, todos os barcos sobem. Mas, para sobreviver na maré baixa, é preciso ter capacidade de adaptação, resistência e agilidade. Não adianta se enfiar numa caverna e esperar o inverno passar. A hibernação funciona para os ursos, não para as empresas.

Por isso crise é boa hora para se comunicar. Você pode moderar investimento publicitário na bonança, porque todo o mundo já está comprando. Mas, quando os consumidores se retraem, é imprescindível ir atrás deles usando as oportunidades de mídia que a própria crise oferece. Até porque alguns de seus concorrentes podem não estar anunciando neste momento. E o pior perigo é não anunciar e deixar a atenção do público para a concorrência.

As vendas podem ter diminuído, o crédito pode ter sumido, o caixa pode estar estressado. Mas tem algo que segue disponível e até estimulado pelo ambiente: a criatividade humana. É hora de acessá-la. Sairá melhor da crise quem souber usar o tempo da crise para evoluir.

Escrevo esta coluna no sábado (23), quando a humanidade celebra 400 anos da morte de Shakespeare, um dos maiores criativos da história. Encerro com ele: "É melhor três horas adiantado que um minuto atrasado".

Pratique o bem!




Quando um pássaro está vivo, ele come as formigas, mas quando o pássaro morre, são as formigas que o comem. Tempo e circunstâncias podem mudar a qualquer minuto. Por isso, não desvalorize nada em sua volta. Você pode ter poder hoje, mas, lembre-se: O tempo é muito mais poderoso que qualquer um de nós! Saiba que uma árvore faz um milhão de fósforos, mas basta um fósforo para queimar milhões de árvores. Portanto, seja bom! Faça o bem!


{Martin Luther King}

Dilma deixará saudades?

Por Leandro Narloch.


Vou sentir saudades
O governo Dilma está acabando, e é ótimo que acabe, mas preciso dizer que terei saudade dos constrangimentos diários que o PT se impôs e do movimento pelo impeachment da presidente. 




Vou sentir uma saudade enorme dos discursos da Dilma, engraçados de tão indecifráveis, das memes inspiradas na saudação à mandioca, dos milhares de panelas retumbando nas varandas durante a propaganda eleitoral do PT, da mulher sapiens, do Pixuleko e dos Pixulequinhos, dos áudios do Lula, do repórter da Globonews tremendo ao ler o conteúdo do áudio entre Dilma e Lula, do protesto espontâneo que ajudei a formar em Copacabana pouco depois do Moro ter liberado os áudios, do estilo metaleira dos discursos da Janaina Paschoal, do estilo indie-dos-pampas da Banda Loka Liberal, “tamo na rua pra derrubar o PT”, dos funcionários de uma padaria de São Paulo tirando sarro de quem ainda defende o governo, das senhoras que acamparam em frente ao apartamento de Renan Calheiros em Maceió pedindo o apoio dele ao impeachment, do amigo negro que foi à passeata com o cartaz “elite branca contra o PT”, do estoque de vento, do tubo de dentifrício, da multidão gritando na Paulista “Dá-lhe dá-lhe dá-lhe dá-lhe Moro!”, das projeções em raio laser do MBL nas paredes do Congresso, da tolice da Jandira Feghali ao filmar Lula dizendo grosseria ao telefone, das malandragens de Eduardo Cunha (em quem o termo “Meu malvado favorito” encaixa perfeitamente), da República de Curitiba, dos amigos petistas se debatendo com o fato do povo rejeitar o PT, dos moradores aplaudindo nas janelas enquanto a passeata passava pela avenida Nossa Senhora de Copacabana, das vaias ao Aécio nos protestos, das acrobacias intelectuais dos petistas para justificar por que é ok a empreiteira bancar a reforma do tríplex e do sítio, da hashtag #tchauquerida, dos políticos mais obscuros que de repente viraram ministros do governo Dilma, das camisetas “A culpa não é minha, eu não votei nela”, das pessoas que desciam dos prédios em Copacabana para engrossar a passeata, dos buzinaços às três da tarde de uma sexta-feira, do meu filho destruindo a panela na varanda e se esgoelando ao gritar “Fora, Dilminha!”, de tudo isso eu vou sentir uma enorme saudade.

 Mas que bom que acabou.

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Vida de cachorro não é fácil não

RedeTV,uol

A iniciativa da organização "World for All" mostra a vida difícil dos cachorros de rua. Com uma câmera GoPro amarrada em um animal, o vídeo mostra o dia de um cão que vive pelas ruas de Mumbai, na Índia.



A "World for All" trabalha com o resgate de animais de rua de Mumbai, e as imagens, apesar de terem sido feitas com um cão 'ator', que não foi machucado durante as filmagens, mostram que toda a preocupação deles é justificada. É possível ver o cão sendo chutado e recebendo um balde d'água na cabeça.

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A Semana.




































sexta-feira, 29 de abril de 2016

O joguinho do PT

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O impeachment na Escolinha do prof. Raimundo

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Em 1992, na época do impeachment de Collor.

Salto mortal sobre um carro de Fórmula

Fonte  Voando baixo


Dublê dá salto mortal sobre carro da F-E
É necessário ter muita coragem para pular sobre um carro de Fórmula E (categoria elétrica) em movimento. Ainda mais coragem se o pulo em questão for um mortal reverso. E pior: sem conseguir ver o carro se aproximando. Mas foi exatamente isso que o ginasta e dublê britânico Damien Walters fez, momentos antes do ePrix do México, em março.




De costas para o carro pilotado pelo dublê Alistair Whitton, que avança a cerca de 100km/h, Walters precisa ficar de olho em um cronômetro para saber o momento certo de pular. E você, teria essa coragem toda?



legendado

E a organização da F-E ainda disponibilizou uma versão da manobra em 360º. Confira!

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Tostão e a nova tecnologia de comunicação

Por Tostão.
Crônica
Saudade e saudosismo
Nesta semana, me disseram que existe na internet algo parecido com “você pergunta, Tostão responde”. Quem me conhece tem certeza de que não sou eu. Espero que as respostas sejam mais interessantes que as que eu daria.

Escrevo apenas para jornais impressos. Não tenho blog, Twitter, Facebook, Instagram, Whatsapp. Nem sequer tenho smartphone.



Uso celular apenas para fazer e receber ligações. Ainda uso caneta, agenda de papel, leio livros com prazer, falo ao telefone ao invés de enviar mensagens escritas, vou à banca para comprar jornais, converso pessoalmente ou por telefone com a gerente para resolver minhas necessidades bancárias e muitas outras coisas que, progressivamente, se tornam obsoletas. Estou perdido no tempo.

Não pense que acho charmoso e que tenho orgulho disso. Com frequência, recebo mensagens para trocar meu celular. Qualquer dia, vão dizer para jogá-lo no lixo e que, se eu não jogar, serei expulso do mundo. A pressão é cada dia maior.

Não associe essa minha resistência ao saudosismo. Sou fascinado pela ciência e pelo conhecimento. Mantenho uma distância, mas admiro esse novo mundo. A internet é um dos fatos mais marcantes e revolucionários da história da civilização humana.

Atualizo-me sobre tudo o que acontece, no futebol, no país e no mundo, pelos noticiários da TV, que filtram todas as informações úteis e inúteis que surgem na internet. Além disso, vejo, diariamente, partidas de futebol, na íntegra, do Brasil e de todo o mundo. Tiro minhas conclusões. Conhecimento não é apenas informação. É também observação.

Não sou saudosista, modernista nem futurista. Não há solução sem conhecimento, mas não me iludo que a ciência explique tudo e que tudo o que acontece em um jogo de futebol é decorrente de estratégias. A vida e o futebol se passam também nas entrelinhas, nos acasos, no não dito e no imponderável.

Os saudosistas falam que o futebol brasileiro precisa voltar à sua essência, como nos anos 1960. O futebol e o mundo mudaram. Temos de aprender com o passado, porém, sem repeti-lo. É preciso separar a nostalgia, a saudade, um delicioso sentimento sem o qual não sobrevivemos, do saudosismo de achar que, “no meu tempo”, tudo era melhor. O tempo passa ou somos nós que passamos?

Por outro lado, existem os modernistas, que não são, necessariamente, pessoas jovens, que se referem ao passado com o enorme distanciamento, às vezes, desprezo, do tipo: “isso é coisa de outra época”, como se houvesse uma completa ruptura e um Fla x Flu entre os saudosistas e os modernistas.

Não há nenhum momento em que aconteça essa divisão. O presente é continuação do passado.

Por causa da globalização, do grande número de jogadores de países diferentes espalhados pelo mundo, há pouca variação de estilo, de estratégia, a não ser as particularidades de cada clube, de cada país e de cada continente.

A técnica, individual e coletiva, a lucidez para tomar decisões, o planejamento, a estratégia e as condições físicas e emocionais passaram a ser mais decisivas que a habilidade e a improvisação, características do futebol brasileiro dos anos 1960. É preciso recuperar a fantasia, a imaginação e o talento individual, porém, com disciplina e organização tática.

Entenda de uma vez as Pedaladas Fiscais

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Atenção aos que viajam despachando bagagem

Veja e aprenda a se defender 
dos ladrões de bagagem 
em aeroportos pelo mundo!

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quarta-feira, 27 de abril de 2016

Aconteceu no Maranhão

Estorinhas políticas



Puxa quem pode
Tempos eleitorais. Tempos de fidelidade e infidelidade. Guararé era cabo eleitoral do governador Sebastião Archer, do Maranhão. Convenção do PSD, alguém acusou Guararé de puxa-saco. Guararé argumentou :


- Cada um puxa quem pode. Eu puxo o senhor, governador Archer. O senhor já puxa o senador Vitorino Freire. E o senador puxa o general Dutra. É a lei da fidelidade partidária.

Hino Nacional atualizado

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Bolsonaro e J Willys, dois lados de uma só moeda

Por Leandro Narloch.


Pior que Bolsonaro só Jean Willys
A cusparada de Jean Wyllys em Jair Bolsonaro durante a votação do impeachment propagou a ideia de que eles estão em lados opostos da política brasileira. Não acredito nisso. Os dois são para mim gêmeos que brigam, duas faces de uma moeda que deveríamos deixar esquecida na gaveta.

Arte de SINOVALDO


Um defende o intervencionismo e os trambiques econômicos de Dilma, mas não os da ditadura militar; outro defende o intervencionismo e os trambiques econômicos da ditadura militar, mas não os de Dilma.

Um apoia a ditadura brasileira, mas não a de Cuba; outro se deixa fotografar vestido de Che Guevara, mas acha que impeachment é golpe.

Um defende a liberdade dos gays, mas não a liberdade econômica. Outro defende a liberdade econômica (ou pelo menos diz defender, agora que os liberais estão na moda), mas afirma que homossexualidade é falta de surra na infância.

Arte de SID


Os dois aderem ao radicalismo porque querem abocanhar uma parte pequena e fiel do eleitorado. Sabem que, se conquistarem 4% ou 5% dos eleitores, ficarão para sempre entre os deputados mais votados. O sucesso de um depende da briga com o outro.

Pensei que Bolsonaro, visando o eleitor médio, necessário para a conquista da presidência, iria abandonar essa defesa arcaica à ditadura. Que nada: lá estavam ele e seu filho, na votação do impeachment, oferecendo o voto “aos militares de 64”.




Tenho visto colegas afirmando que Bolsonaro “está cada vez mais liberal”. Então como pode defender um governo militar que cerceou a liberdade individual dos cidadãos, infestou o Brasil de estatais, plantou a hiperinflação ao esculhambar as contas públicas, fechou a economia brasileira ao comércio internacional e deu tanta força quanto o PT às negociatas com empreiteiras?

Jean Wyllys cai em contradições similares. É impreciso afirmar que ele apoia a liberdade de costumes, pois defende apenas as suas bandeiras. Se dois homens estiverem fechados num quarto trocando carinhos, Jean Wyllys diz que ninguém deve se intrometer; se os mesmos dois homens estiverem num quarto trocando bens e serviços, Jean Wyllys defende intervenção pesada do Estado. Vai entender.


Arte de DUKE


Me parece que Jean Wyllys quer tornar obrigatório o que gosta e proibido o que rejeita. Defende a legalização da maconha, mas deve ser favorável à proibição do Big Mac com brinquedos. No primeiro caso, diz que a sociedade não deve se impor sobre escolhas individuais; no momento seguinte, afirma o contrário. Oscila entre a libertinagem e a carolice.

Nesse tema, Bolsonaro se sai um pouco melhor. Ele não é exatamente contra os gays – já disse mais de uma vez que não se importa com o que os gays façam da vida, só é contra doutrinação sexual nas escolas. Eu não posso te proibir de ser homossexual, você não pode me obrigar a ensinar a meu filho coisas que eu não quero ensinar, assim a liberdade de todos é preservada. Quem diria: na liberdade de costumes, Bolsonaro é mais tolerante que seu irmão gêmeo Jean Wyllys.