sexta-feira, 31 de julho de 2015

Lava Jato muda a Justiça e a advocacia

Por Joaquim Falcão para a FOLHA SP

recebido por e-mail
Lava Jato muda a Justiça e a advocacia
A Justiça penal não será a mesma depois do mensalão e da Operação Lava Jato. Tanto a prática de juízes, delegados, procuradores e advogados como nas doutrinas e tribunais. 

Tudo começa a mudar. Que mudanças são essas?

Mudança geracional. Juízes, procuradores, delegados são mais jovens. Fizeram concurso mais cedo. Vivem na liberdade de imprensa, na decadência dos partidos e na indignante apropriação privada dos bens públicos. E não têm passado a proteger ou a temer. 

Arte de ELVIS


Dão mais prioridade aos fatos que às doutrinas. Mais pragmatismo e menos bacharelismo. Mais a evidência dos autos – documentos, e-mails, planilhas, testemunhos, registros – do que a lições de manuais estrangeiros ou relacionamento de advogados com tribunais. 

Erram aqui e acolá. Às vezes, extrapolam, mas passaram por duro aprendizado institucional com Banestado, Castelo de Areia, Furacão e outras operações. Atentos, buscam evitar nulidades processuais. O juiz, e não mais os advogados, conduz o processo.

Arte de SPONHOLZ

 
Usam de múltiplas estratégias. Jurídica, política e comunicativa. Valorizam a força das imagens, que entram, via internet, televisão, lares e ruas, nos autos e tribunais. São informados e cosmopolitas. Organizam cooperação internacional com Suíça, Holanda e Estados Unidos. É difícil para a tradicional advocacia individual enfrentar essa complexa articulação entre instituições. Usam com desenvoltura a tecnologia. Extraem inteligência de "big data" (análise de grandes volumes de informação). Aplicam-se em finanças e contabilidade. 

As consequências para a advocacia são várias. Plantar nulidades para colher prescrição – o juiz não seria competente, a defesa foi cerceada, o delegado extrapolou poder investigatório etc. – é estratégia agora arriscada. Tribunais superiores não suportam mais serem "engavetadores" de casos que chegam quase prescritos. Diminuem-se diante do olhar da opinião pública. 

Arte de DACOSTA


Apostar que juízes, procuradores e delegados agem com arbítrio, ferem direitos fundamentais dos réus, sem clara e fundamentada evidência, é protesto que se dissolve no ar. 

Algumas defesas tentam politizar o julgamento. Juízes, delegados e procuradores agiriam a serviço do governo ou dos políticos envolvidos. Colocam suas fichas que no Supremo Tribunal Federal tudo se resolveria politicamente. É tentativa possível. Nunca deixará de ser. Mas hoje o sucesso é menos provável. 

Arte de AROEIRA


O invisível ministro Teori Zavascki não dá mostras de vergar. Até agora não se conseguiu colocar Curitiba contra Brasília. Nem vice-versa. 

Neste cenário, como em todos os países, a defesa preferencial dos réus tem sido a minimizadora de riscos. Contabilizar perdas e danos. Por isso aceitam a delação. Amortecem as condenações individuais dos executivos, oferecendo o apoio empresarial às famílias. Fazem acordo de leniência. Pagam alguns bilhões via Controladoria Geral da União. Vendem ou remodelam as empresas. Assim o país se encontra com nova Justiça e advocacia penal no Estado democrático de Direito. 

JOAQUIM FALCÃO, 71, mestre em direito pela Universidade Harvard (EUA) e doutor em educação pela Universidade de Genebra, é professor da FGV Direito Rio 

quinta-feira, 30 de julho de 2015

David Coimbra e o mundo animal

Por David Coimbra, em seu blog

Crônicas

O passarinho desconhecido
Queria saber mais dos bichos, e não sei. De todas as minhas vastas ignorâncias, essa me aborrece em especial. Agora mesmo, veio um passarinho e pousou na mureta da sacada. Passarinhos são importantes para cronistas que, vez em quando, pretendam ser líricos. O que seria do Rubem Braga sem os passarinhos? Então, olho para esse belo espécime que pia, trina e gorjeia a um braço de distância, decerto um tipo que só bate asas pela América do Norte, exótico aos leitores brasileiros, perfeito para um parnasianismo de meio de semana, e penso: vou dar uma poetada. Mas que raio de passarinho é esse? Não faço ideia. Que tristeza.

Sei alguma coisa dos grandes gatos. O rugir do leão pode ser ouvido a 20 quilômetros de distância, na noite da savana. Ele, às vezes, devora os filhotes para que a leoa entre novamente no cio. Quando isso acontece, o jovem macho pode se repoltrear no sexo 50, 60, cem vezes num único dia. Um campeão.

Mas tenho mais admiração pelos tigres. O tigre é como o detetive Philip Marlowe: um predador solitário. Ele gosta de atacar a presa pelas costas, quando ela está desprevenida. É quase impossível fugir do tigre: ele é capaz de escalar as árvores mais altas e nadar até no mar com velocidade cinco vezes maior do que a de Michael Phelps em dia de medalha olímpica. Só não é tão rápido quanto outro grande gato, o jaguar, que seria multado na maioria de nossas estradas, já que atinge 110 km/h.

Os africanos, obviamente, sabem muito sobre os bichos. Vi cenas de indígenas africanos roubando a carne da caça de um bando de leões. Foi impressionante. Tratava-se de uma zebra ou um gnu. Os leões o devoravam, cinco ou seis rosnando sobre o corpo inerte, quando os africanos chegaram com seus arcos e flechas. Os leões levantaram as cabeças e se afastaram, prudentemente. Os homens puxaram de facões, retalharam o pedaço de carne que queriam, jogaram-no nas costas e foram embora. Os leões voltaram para comer os restos.

Num outro filme, vi um africano enrolar a perna direita num pedaço de pano. Em seguida, ele enfiou a perna num grande buraco no chão. Ficou lá por alguns segundos. Aí, agitou-se, sentindo um repelão. Os amigos o puxaram, e a perna veio da terra abocanhada por uma cobra negra e gigantesca, de uns seis metros de comprimento. Os homens empunharam facas e a retalharam com paciência e método. O africano serviu de isca!

E agora, dias atrás, explodiram em toda parte dois filmes sobre tubarões. Num, os cientistas conseguiram colocar uma câmera dentro da cratera de um vulcão e viram que ela estava cheia de tubarões nadando. Quer dizer: cair dentro de uma cratera de vulcão já é ruim, imagine dentro de uma com tubarões.

Noutro filme, um surfista foi atacado não por um, mas por dois tubarões, e safou-se ileso dando chutes nos focinhos deles. Aí está: esse surfista sabe tanto sobre os bichos do mar quanto os africanos sobre os bichos da terra. Conhecimento útil para todos eles, que depararam com feras assassinas e saíram inteiros. Já eu, que quero apenas traçar algumas frases acerca de um inofensivo passarinho, nada sei, além do pouco que aprendi sobre canarinhos e pintassilgos de gaiola, pardais de calçada e vulgares pombas de praça. Como escrever a respeito do desconhecido? A ignorância, de fato, dói.

A Operação LAVA JATO precisa de nosso apoio!





O Procurador Federal e Coordenador da LAVA JATO,
Deltan Dallagnol
 tem uma mensagem para você.


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terça-feira, 28 de julho de 2015

Frase antológica de Dilma Rousseff

Palavras de Dilma Rousseff 




“Não vamos colocar meta para o PRONATEC, 
vamos deixar uma meta aberta, 
quando a gente atingir a meta, dobramos a meta.”

em evento para promover 
o Jovem Aprendiz

A extinção da Mulher Sapiens

Por Guilherme Fiúza



A extinção da Mulher Sapiens
Dilma chegou lá. Conseguiu enfim bater a popularidade de Collor na época do impeachment. Alcançou um dígito de aprovação (9%), segundo o Ibope, e 68% de rejeição. A façanha se deu logo após a confissão de Ricardo Pessoa, o homem-bomba das empreiteiras. Ele confirmou que financiou a campanha de Dilma em 2014 com dinheiro roubado da Petrobras. É o flagrante definitivo do nacionalismo companheiro. O que faz uma mulher sapiens diante de tal obscenidade?

Arte de SPONHOLZ


Faz o de sempre: joga areia nos olhos da plateia, como diagnosticou Fernando Gabeira. Mas a tática de embaralhar e confundir, quando utilizada por uma pessoa embaralhada e confusa, produz um resultado esquisito. “Não confio em delator”, rebateu Dilma, atirando no mensageiro. A presidente explicou que a ditadura tentou fazê-la delatar seus companheiros e ela não aceitou. Até Joaquim Barbosa surgiu de seu exílio para dizer que Dilma feriu o instituto da delação premiada com esse paralelo estapafúrdio. Mas Joaquim não entende nada da lógica companheira.

Arte de JADER


Lula da Silva já justificou massacres impostos pelo seu amigo ditador do Irã como “briga normal entre flamenguistas e vascaínos”. Agora ele admitiu que Dilma mentiu na eleição, conforme revelou o GLOBO, ao dizer que ajuste fiscal era coisa do seu adversário. Mas durante a campanha, quando o adversário denunciava as mentiras de Dilma — o ajuste de Armínio Fraga ia esvaziar o prato do povo —, a infantaria petista gritava que era agressão contra a mulher. Mulher sapiens, vítima da ditadura, coitada profissional. Haja areia.

Arte de GIANCARLO


A Operação Lava-Jato, que não deixa em paz esse governo sofrido e discriminado, prendeu donos de empreiteiras. Entre eles o presidente da Odebrecht, cujo lobista levou Lula para passear pelo mundo. As prisões foram feitas sob a teoria de domínio do fato, isto é, autoria indireta dos crimes. Ricardo Pessoa, Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef já inundaram o processo do petrolão com evidências de que o esquema prosperou à sombra do Palácio do Planalto. Pela teoria de domínio do fato, Lula e Dilma estariam no centro das investigações. Procura-se um homo sapiens capaz de fazer isso acontecer.

Arte de SPONHOLZ


Aí vem o Tribunal de Contas da União mandar a presidente justificar as pedaladas fiscais. Só pode ser uma conspiração da direita. Como a orgia nas contas públicas não é justificável, a plateia aguarda com a respiração presa o próximo truque para livrar Dilma do crime de responsabilidade. Cuidado com os olhos, porque lá vem areia. Já mandaram o ex-secretário do Tesouro dizer que a culpa foi dele — mais um aloprado desses que fazem o diabo por conta própria e não obedecem a ninguém. Como não há estoque de álibis que chegue para tanta fraude, o governo do PT está por um fio.

Arte de NANI


E quem segura esse fio é um elenco admirável. Há jornalistas importantes (com e sem mesada), intelectuais respeitáveis, expoentes da cultura. Eles formam a tropa de choque da Dilma — mais ou menos como aquela liderada por Roberto Jefferson na via crúcis de Collor. Esses bem-pensantes não se importam com o estelionato petista, que em nome da justiça social depenou o país, porque estão com os olhos enfiados na Bíblia. Luiz Inácio é seu pastor e nada lhe faltará (se cortejares o partido certo). Se vires milhões nas ruas contra a impostura do PT, enxergarás apenas a faixa pedindo intervenção militar — e gritarás contra a “onda conservadora”.

Caminhando e cantando e seguindo o cifrão.

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Evidentemente chegará o dia em que esses dogmas de 1,99 vão se esfarelar, e a mulher sapiens irá para o museu de história natural. Nesse dia, os gladiadores progressistas da Dilma dormirão como heróis dos oprimidos raciais, sociais e sexuais, e acordarão como avalistas da maior picaretagem do Brasil contemporâneo. Gente, é sério: isso vai dar uma ressaca danada.

Arte de PAIXÃO


Lula foi fazer comício para os petroleiros e gritou (quanto menos ouvem, mais ele grita) contra a perseguição “das esquerdas”. Ele está falando com vocês, seguidores do livro sagrado dos maniqueísmos. O povo não está nem aí para esse papo de esquerda. O que o povo sabe é que o emprego está indo embora e a inflação está voltando, por obra de um governo que destruiu as finanças públicas com sua gana parasitária. Isso é ser de esquerda? Resolvam aí entre vocês, antes que seja tarde.

Arte de PAIXÃO


A explicação do governo bonzinho para as doações confessadas pelos presos da Lava-Jato é que tudo foi recebido de maneira absolutamente legal. Ou seja: o dinheiro era sujo enquanto era propina, mas ao entrar legalmente no caixa do PT ficou limpinho. Como resumiu Renata Lo Prete: no mensalão, a estratégia petista era alegar caixa dois; no petrolão, a estratégia é alegar caixa um.



Quem pode acreditar que essa má fé compulsiva provém de um projeto humanitário de poder? Atualizem logo o seu selo de bondade, prezados cidadãos conscientes. Largar a mão da mulher sapiens quando ela estiver sendo varrida pelo dilúvio não vai pegar bem.

Caso Esmeralda da Bahia

Fonte: Elio Gaspari

Justiça eficaz
O Judiciário funciona e é rápido nos Estados Unidos. Por iniciativa do Departamento de Justiça americano, um tribunal federal bloqueou a propriedade da “Esmeralda da Bahia” até que o Judiciário brasileiro confirme que ela foi extraída, exportada e transportada ilegalmente para os Estados Unidos.

A esmeralda de 380 quilos 
descoberta na Bahia em 2001 


Trata-se da maior pedra com formação de esmeraldas já encontrada no mundo. Um dos seus nove cilindros tem cerca de um metro de altura. Vale milhões de dólares como peça de museu.

Sua história é a narrativa de um Estado que funciona e de outro, gigante pela própria natureza, que dorme eternamente em berço esplêndido. A pedra foi extraída em 2001 num garimpo ilegal da Bahia. Em 2005, foi exportada para os Estados Unidos como se fosse material asfáltico. Em 2011, o gigante adormecido foi avisado pelo governo americano de que essa pedra aparecera por lá numa briga de comerciantes que se diziam seus donos.



Três anos depois, o governo brasileiro resolveu disputar a propriedade da pedra e contratou o advogado americano John Nadolenco. A fatura foi liquidada em questão de meses. Enquanto a Justiça da Califórnia decidia qual dono americano poderia ficar com a pedra, ele pediu a um tribunal de Washington que mantivesse a posse da esmeralda na custódia da polícia de Los Angeles, até que pudesse ser devolvida ao Brasil. Ganhou.

A “Esmeralda da Bahia” só voltará ao Brasil quando terminar o processo que a Viúva move contra os brasileiros que a extraíram e mutretaram sua exportação fraudulenta. Ele só foi iniciado em 2014 e tramita na Justiça Federal de Campinas.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

16 de agosto, vamos pra rua!

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Aconteceu no Maranhão

Estorinha Política


Lino Machado, médico e deputado em 1947, criticava na Tribuna da Assembleia o prefeito:
- A cidade está abandonada, está às escuras. Fiat Lux !

Jefferson Nunes, todo poderoso chefão político do Interior do Maranhão, partiu para a ironia :
- É um absurdo que V.Exa. vá estudar no RJ e volte para cá com esse latim de caixa de fósforo.



Lino, tempos depois, quis se vingar da ironia do coronel. Alguém foi assassinado no interior do MA. Jefferson Nunes disse que era um caso esporádico. Lino Machado deu o troco ao Fiat Lux :
- V. Exa. não sabe o que é esporádico.
- Eu sei, sim. V.Exa é médico. Tem 100 clientes. Morrem 99. Salva-se um. É um caso esporádico.

República Dominicana, um dos tentáculos do PT

BRASIL NO EXTERIOR

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Malandro moderno

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Os índices de ínflação são confiáveis?


Por Stephen Kanitz, em seu blog

Os Índices de Inflação São Confiáveis?
Se o governo do PT encobriu o seu deficit com “pedaladas”, será que também não manipula os índices de inflação? 

Se as pedaladas do PT são na realidade “contabilidade criativa”, por isto Dilma considera que não fez nada demais, será que os assessores da Dilma não fizeram “apuração criativa” nos índices de inflação? 

Há muito tempo tenho defendido a auditoria dos institutos econômicos que pesquisam estes índices de inflação. Nenhum hoje é auditado, nunca foram. 



Existe um enorme conflito de interesses quando a profissão que deveria combater a inflação é a mesma que a apura. Na Administração Responsável das Nações teríamos Contadores apurando os índices de inflação, e não os próprios economistas. 

Nós temos sempre Contadores profissionais nos controlando e apurando, e não nego que às vezes vivemos às turras com os Contadores. E estes mesmos Contadores possuem Auditores Independentes que neste caso estariam auditando estes índices, dando uma dupla confiabilidade nos valores apurados.

Garanto que a Auditoria dos Índices de Inflação reduziria a nossa taxa de juros em 0,5%. Pode parecer pouco, mas seria uma economia para o governo e o consumidor brasileiro de R$ 110 bilhões.

Mas em vez de adotar a Auditoria dos Índices de Inflação, Dilma e Joaquim Levy preferem arrecadar R$ 25 bilhões dando anistia aos corruptos da Petrobras, em troca de receberem 35% de imposto sobre o dinheiro roubado, e atualmente na Suíça e Angola.

domingo, 26 de julho de 2015

Ideologia de gênero - você concorda com isso?

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É em SP mas podia ser aqui, ou ...

Por Luiz Francisco Carvalho Filho, na FOLHA

Grafites de Pedro Sangeon, nas ruas de Brasília

Ladrões de calçada
Juridicamente, o título é impróprio. Ladrão é designação de quem se apropria, com ou sem violência ou ameaça, de coisa móvel e alheia. Calçadas são imóveis, não podem ser objeto dos crimes de roubo e furto. Como também chamamos de ladrão quem desonra bons costumes políticos e administrativos, a imprecisão é tolerável.

A prefeitura surrupia pedaços de calçada para ampliar faixa de asfalto e garantir mais conforto para automóveis, ônibus e, agora, bicicletas. Caiu o muro do cemitério da Consolação em dezembro? Paciência, ergue-se um tapume e a calçada desaparece.

A cidade está repleta de empreendimentos imobiliários que não reservam espaço para o passeio público.

para ver outros grafites sobre GURULINO,
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Empresas concessionárias ou contratadas pela prefeitura deixam buracos e desníveis, serviço porco, além da desconcertante corrupção estética (na avenida São Luís, por exemplo) dos mapas estilizados de São Paulo que enfeitariam o calçamento de pedras portuguesas.

Prefeitos gostam da cidade feia. Não exigem enterramento de fios. Estimulam a multiplicação de postes.

Caminhar é um rali de dificuldades. O pedestre tem de se desvencilhar de valas e degraus, material derrapante, cocô de cachorro, mau cheiro, vendedores ambulantes, gente acampada, mesas e garçons de bares e restaurantes e dos próprios transeuntes que se acotovelam para a travessia de semáforos. De noite, é atingido por holofotes de alerta porque caminhar é muito suspeito.



Quem tem dificuldade física se arrisca pelas ruas e ciclovias: nas calçadas, cadeiras de roda e equipamentos de transporte de deficientes não rodam.

O desleixo oficial conspira contra a lógica urbana, a economia e a saúde pública. Caminhar faz bem. Calçadas amplas, generosas, despoluídas e seguras estimulariam as pessoas a caminhadas diárias e, certamente, reduziriam o tráfego de automóveis nos bairros.

A responsabilidade pela manutenção das calçadas é dos proprietários dos imóveis, mas os prefeitos não fazem a sua parte (alguém já ouviu falar em obra na cidade de São Paulo para a ampliação de calçadas?) e não exercem o poder de fiscalização. Em matéria de calçada, lei é para inglês ver.



As estatísticas assombram: 19,4% dos mortos em acidente no Brasil são pedestres. Levantamento do Hospital das Clínicas indicava, em 2005, o atendimento de 300 vítimas mensais de quedas nas calçadas, que geram despesas com resgate, tratamento médico e indenizações pagas pela prefeitura omissa.

Haddad aponta para a direção correta quando sacrifica o trânsito de automóveis, mas seu programa de ciclovias, que alegra fornecedores de tinta, é feito nas coxas e introduz mais situações de risco para os pedestres paulistanos, sobretudo idosos.

Dinheiro público serve para financiar propaganda política disfarçada, não para campanhas educativas. Em Brasília, pelo menos no Plano Piloto, pedestres têm, sim, preferência. Por que não em São Paulo?



Poderíamos falar mais de governantes que se fantasiam de ciclistas para "humanizar" suas imagens, mas que nunca serão vistos caminhando, ou de urbanistas de meia tigela, que cultuam a mobilidade e deixam a questão das calçadas para depois, mas o espaço da coluna acabou. Danem-se os pedestres.

Pistola Luger, um troféu altamente desejado

Curiosidades em GUERRA

XXVIII - Pistola Luger - P08





A pistola semiautomática alemã Luger P-08 (também conhecida como Parabellum) é um daqueles objetos que acabam por habitar o subconsciente coletivo. A silhueta dessa arma tornou-a não apenas inconfundível mas também um ícone que consegue invocar inúmeras imagens que vão do arrogante oficial prussiano com seu capacete de espigão da I Guerra Mundial, passando pelos cruéis oficiais nazistas do segundo conflito chegando até os vilões de filmes de espionagem de James Bond.

Seu desenho peculiar, caracterizado por linhas agressivas, sua empunhadura de ergonomia jamais igualada e seu mecanismo ímpar, contribuíram muito para criar a aura lendária que a cerca, e serviram para consagrar a Luger tanto entre os colecionadores quanto entre os leigos.




 A pistola Luger P-08  foi concebida em 1908 por George Luger. Essa impressão duradoura sempre a acompanhou praticamente desde o seu surgimento tornando-a um dos grandes sucessos comerciais da história: foi fabricada continuamente até 1942, totalizando mais de 4 milhões de exemplares em cerca de 170 versões diferentes por cinco fabricantes (DWM, Erfurt, Simson, Mauser e Krieghoff), apenas na Alemanha, que a utilizou extensamente nas duas guerras mundiais.


Seguiu como sua principal pistola até a Walther P38  adotada em 1938. O principal calibre da P 08 era 9 mm, porem outras versões de 7,65mm foram feitas. 



A P 08 tornou-se uma das clássicas armas da Segunda Guerra Mundial. E um souvenir altamente disputado pelos combatentes aliados que a tinham em alta conta como um verdadeiro troféu de guerra e muitas dessas ainda existem em coleções.

De simples manuseio, fácil de mirar e geralmente muito bem fabricada. Seu complexo sistema de ação sensível à poeira e sujeira exigia uma fabricação precisa. Ainda assim a Luger P08 provou ser uma pistola robusta e resistente. Foi substituída nas linhas de produção devida a demanda por pistolas ser alta e sua fabricação lenta. Em 1942 entraram em circulação as últimas fabricadas.


Tipo: Pistola
Pais: Alemanha
Calibre: 9mm
Comprimento: 222mm
Comprimento do cano: 103mm
Peso: 0,877kg
Velocidade inicial do projétil: 381m/s
Pente: 8 munições


Curioso mencionar que o nome da pistola nunca foi, oficialmente, “Luger”. O fato é que foram os americanos – cujo mercado consumidor absorveria grandes quantidades desta arma até a década de 1930 – que passaram a chamá-la assim e o nome ficou. 

Outra denominação comum é a palavra latina “Parabellum” (para a guerra), que era o endereço telegráfico da DWM – daí a origem do nome pelo qual ficaria conhecida no Brasil: “parabelo” ou “parabéu”, muito comum nos sertões e interior do nosso País.



O acabamento das Lugers, tanto para o mercado civil quanto para as forças militares era primoroso. Utilizando uma oxidação chamada “à boneca” ou “à frio”, estas pistolas adquiriam uma tonalidade escura mas de fundo azul, com as partes pequenas (gatilho, alavanca de desmontagem e trava de segurança) recebendo tratamento diferenciado, e ganhando um tom amarelado ou “champanhe”. A madeira empregada nas talas de empunhadura (completamente zigrinadas) e base do carregador eram confeccionadas em ótima nogueira.

Fontes Chico Miranda /Ecos

A Semana.

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JORGE BRAGA


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SPONHOLZ


ALPINO


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Fontes