sexta-feira, 24 de outubro de 2014

ATENÇÃO, BRASIIIIIILLLLLLL


Heróis do mensalão tentam sobreviver ao petrolão

Por Guilherme Fiúza
Publicado em seu blog em 24OUT2014

Heróis do mensalão tentam sobreviver ao petrolão
Um relato do segundo turno da eleição mais surpreendente da história em manchetes

Luiz Inácio da Silva está de saco cheio – nas palavras dele, naturalmente. Caprichando no timbre pré-histórico que o Brasil consagrou, Lula atacou mais uma vez o denuncismo da imprensa burguesa, que fica publicando coisas desagradáveis sobre a Petrobras. O ex-presidente em exercício disse que não aguenta mais a mesma coisa em toda eleição. De fato, se não fosse essa mídia golpista a serviço da elite branca, os companheiros poderiam continuar a roubar a maior empresa brasileira de forma silenciosa e discreta, sem esse falatório todo que só atrapalha os bons negócios privados feitos dentro da estatal (abaixo da camada pré-sal).

O mais estranho de tudo é que, pelo cenário da corrida presidencial, parece que o eleitorado começou a acreditar nas manchetes da imprensa golpista – um absurdo, pois Lula já cansou de avisar aos brasileiros para não acreditar no que sai na mídia. Eles nunca acreditaram, como se viu na reeleição dele em pleno mensalão e na eleição da sucessora, em pleno escândalo Erenice Guerra. Para corrigir essa perigosa distorção, segue um retrato do segundo turno da eleição mais surpreendente da história em manchetes elaboradas especialmente para não transbordar o saco de Luiz Inácio:

O presidente dos Correios que distribui panfletos de Dilma é ligado ao tesoureiro do PT que está no petrolão. Vote 13 pela coerência.

Dilma calou os críticos. Mesmo com os preços de energia amordaçados, ela acaba de estourar o teto da meta de inflação. Pensam que é fácil?

O despachante de José Dirceu na Papuda, e governador do DF nas horas vagas, não foi nem ao segundo turno. Infelizmente, há unhas que nem Delúbio desencrava.

Fantasmas do passado assombram a elite vermelha (aterrorizada com a ideia de ter de trabalhar a partir de 2015).

A Bolsa subiu, o dólar caiu, as ações da Petrobras dispararam. Volta, Dilma!

Com a boa votação de Luciana Genro, o Brasil enfim discutirá a sério a reforma agrária, o imperialismo ianque e, quem sabe, até as Diretas Já.

Marcelo Freixo, o revolucionário do bem, já declarou seu voto para Dilma. O recado das ruas em junho de 2013, portanto, foi o seguinte: deixa pra lá.

Lá vem a direita gritar que mais um petista (ligado ao governador eleito de MG, Fernando Pimentel) foi pego com uma montanha de dinheiro. Pura inveja da elite vermelha.

Eduardo Jorge apoia Aécio e pira o GPS dos bonzinhos. Fica a dica: a esquerda é a do relógio, e a direita a da caneta.

Falando em pureza, Luciana Genro liberou seus fiéis para votar em Dilma. Pela margem de erro, os puros poderão escolher de Collor a Sarney.

Mantega diz que Armínio cortará programas sociais. É verdade. O Bolsa Ministro Ocioso, por exemplo, desaparecerá.

Delatores revelam: Vaccari, tesoureiro do PT, regia o petrolão. Delúbio está morrendo de ciúmes.

Armínio ao PT: “Comparações com FH precisam ser mais honestas”. Pedir honestidade ao PT? É um fanfarrão, esse Armínio.

O Brasil aguarda ansiosamente o manifesto dos intelectuais de esquerda em defesa da Petrobras e dos heróis que fizeram dela um anexo do PT.

Dilma diz que o petrolão só apareceu porque ela investigou. As cabeças cortadas também só apareceram porque o Estado Islâmico filmou.

Dilma disse que acha “muito estranha” a história contada pelos delatores da Petrobras. Bota estranha nisso, presidenta.

Dilma denuncia: divulgação dos podres da Petrobras é golpe. Cadê o manifesto dos intelectuais petro-progressistas contra o novo golpe da elite branca?

E os sonháticos... Cada vez mais erráticos. Nenhuma surpresa. A coletiva de Marina pós-eleição parecia um almoço de domingo. Haja poesia.

Um lembrete: nenhum jornalista, cientista político ou tucano genérico apostou em Aécio. Diziam que ele não batia no PT e estava no tom errado.

Aécio esterilizará as nordestinas (essa manchete é para poupar trabalho à central de inteligência dos companheiros).

Dilma reclamou das delações na Petrobras em época de eleição. É mesmo um absurdo. Mas roubar a empresa está liberado em qualquer época.

Se você também não suporta mais ver o filho do Brasil de saco cheio em véspera de eleição, siga @GFiuza_Oficial: a política brasileira em manchetes que não ardem nos olhos e não irritam a alma sensível dos companheiros (só um pouco).

A Papuda é 13

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Pode chorar que eu não voto....no PT

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O SAMBA dos artistas vendidos

Direto do blog de Felipe Moura Brasil
Com letra minha e de Filipe Trielli (o grande Augustinho da Adelaide), música dele e produção musical da Chinchila Productions, eis o clipe do nosso “O samba mudou ou mudei eu?”, uma singela homenagem a todos os artistas e sambistas que emprestam a sua credibilidade em suas respectivas áreas para chancelar um governo marcado pela corrupção e pelo vale-tudo eleitoral de mentiras sem fim.
Cantemos juntos!

A HORA ESTÁ CHEGANDO!


Sexta feira das 5 boas notícias



1) Tabelinha entre Neymar, AÉCIO e Romário  para garantir uma vitória do BRASIL

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2) ISTOÉ/Sensus mostra Aécio com ampla vantagem: 




4) Ministro do TSE nega pedido de Dilma para suspender postagem da "Veja"





5) 'Nunca desmenti a reportagem de VEJA', diz advogado de Alberto Youssef




 

A hora da liberdade

Por J.R.Guzzo
Recebido por e-mail

A hora da liberdade
O Brasil tem em sua frente, pelos próximos quinze dois dias, uma escolha bem séria — junto com a opção entre Aécio Neves e Dilma Rousseff, precisará decidir entre democracia e alguma coisa chamada "projeto do PT". Ninguém explicou bem, até agora, o que poderia ser isso. Mas democracia com certeza não é. Não é democracia por um motivo simples: ou um país vive com liberdades individuais e públicas por inteiro, dentro do desenho que todos conhecem e pode ser explicado em menos de cinco minutos, ou vive numa ditadura. Exagero? Não, não é — não quando se quer lidar com ideias descomplicadas.



Naturalmente, essa ditadura não requer um general de quepe, bigode preto e óculos escuros na Presidência da República; também não precisa seguir os moldes de Cuba ou da Coreia do Norte. Ela pode ser disfarçada. Pode fingir que é um novo modelo de justiça, no qual ficam dispensados direitos obsoletos que só atrapalham a tarefa superior de salvar os bons e punir os pecadores, missão que seria privativa da trinca Lula, PT e Dilma Rousseff. Ou, ainda, pode ser um desses regimes que dividem a liberdade em dois tipos, a boa e a ruim — cabendo a quem manda no governo decidir qual é uma e qual é a outra.


O problema é que só existe um tipo de democracia: essa aí que temos, com todos os seus vícios, mas melhor que qualquer outro sistema já tentado até hoje na história. Se não é assim, é tirania, aberta ou oculta. Infelizmente, não há "terceira via7". Ou é produto legítimo, ou é produto falso.

A nuvem de gás totalitário que se espalha hoje pelo Brasil não é uma questão de palavras ou de opinião; pode ser detectada e medida pela observação direta dos fatos. Os fatos comprovam em alta definição, logo de saída, que o sermão oficial da campanha para a reeleição da presidente tem como alicerce o principal mandamento das ditaduras: "Os únicos votos legítimos são os nossos; todos os demais são viciados, desonestos e vêm de inimigos da vontade popular".


A votação do primeiro turno mal tinha terminado e esse bumbo já estava sendo batido por Dilma. "O povo não quer de volta os fantasmas do passado", disse ela. Como assim? O povo tinha acabado de dar 57 milhões de votos a Aécio e Marina Silva, dois candidatos absolutamente de oposição; bem mais, por sinal, do que os 43 milhões dados à candidata oficial. Não é possível, simplesmente, que milhões de brasileiros tenham sentido, justo no dia da eleição, uma súbita vontade de sofrer com a volta de fantasmas. Além disso, considerando que o eleitorado total do país é de 143 milhões de cidadãos, a aritmética mostra que 100 milhões de eleitores, no fim das contas, não votaram em Dilma. Eis aí uma dificuldade e tanto para a doutrina do governo.



Segundo o evangelho do PT e dos seus subúrbios, o Brasil de hoje está dividido entre dois lados. Um deles, o lado de Dilma, é o dos pobres, da esquerda e de todos os que querem justiça e progresso; o outro lado. onde ficam os que estão contra a sua candidatura, é o dos ricos, da direita e dos senhores de engenho que querem voltar aos tempos da escravidão. É uma divisão impossível. Pelo que as urnas do dia 5 de outubro acabam de mostrar, 100 milhões de brasileiros — ou no mínimo os 57 milhões que votaram em Aécio e Marina — seriam ricos etc. Que nexo faz uma coisa dessas? Nenhum, mas as ideias totalitárias são exatamente isto: dane-se o nexo, o que interessa é intimidar, agredir e calar a voz de quem discorda delas. Ou "desconstruir" os adversários, como o PT fez com Marina — desconstruiu tão bem, aliás, que acabou construindo Aécio para o segundo turno.



Ninguém melhor que Lula para provar que a candidatura oficial não admite pontos de vista contrários. "Eu não entendo como tanta gente quer votar no Alckmin aqui em São Paulo", disse o ex-presidente, num surto de sinceridade, já no fim da campanha. É exatamente isto: Lula não admite que alguém tenha o direito de preferir um candidato diferente do seu. No caso, Geraldo Alckmin foi eleito pela terceira vez como governador do Estado de São Paulo com quase 60% dos votos: só perdeu em um dos 645 municípios paulistas e só em quatro das zonas eleitorais da capital, enquanto o "poste" que Lula inventou para a disputa foi rejeitado por mais de 80% dos cidadãos que formam o maior eleitorado do Brasil.

O que mais seria preciso para provar livremente a existência de uma maioria? Nada, é óbvio — mas o ex-presidente Lula diz que "não entende". Fica-se com a impressão, assim, de que ele acredita num fenômeno fabuloso: 644 municípios de São Paulo seriam controlados pelas elites que não se conformam com o bem-estar dos pobres etc. Ou, então, a imensa maioria da população paulista seria composta de idiotas incapazes de votar direito ou entender os próprios interesses.




A campanha de Dilma deixou mais do que claro, também, seu maciço empenho em aproveitar todas as oportunidades de falsificar a realidade — outra instrução-chave do manual de regras das ditaduras. Não se trata apenas de inventar que durante o governo Fernando Henrique o Brasil quebrou "três vezes", catástrofe que pelo menos 60% da população nacional não chegou a perceber, ou que Aécio levará o país ao racionamento de energia elétrica.

A marca da maldade, na vida real, está na negação de fatos visíveis para todos, dentro da doutrina segundo a qual qualquer barbaridade acabará ignorada pelo "povão" se os responsáveis disserem, o tempo todo, que não aconteceu nada. É exatamente o procedimento adotado por Dilma e sua tropa de apoio diante dos crimes de corrupção cometidos na Petrobras durante os últimos anos. 



Os dois principais acusados admitiram oficialmente os delitos que praticaram, tanto que recorreram ao benefício da "delação premiada"; a Justiça ainda tem um demorado caminho a seguir até uma avaliação completa do caso, mas a roubalheira está provada acima de qualquer dúvida. A única resposta do governo, até agora, tem sido a falsificação dos fatos e a recusa intransigente em aceitar as verdades mais elementares.

Dilma, no caso da Petrobras, parece estar tendo um severo acesso da conhecida doença ocupacional dos governantes totalitários — a fé exagerada na própria capacidade de controlar os acontecimentos. A presidente chegou a dizer, em público, que foi ela quem demitiu da empresa o principal envolvido na ladroagem, o altíssimo diretor que hoje vive equipado com uma tornozeleira eletrônica para não fugir da cadeia. É falso. Está comprovado que o homem pediu demissão, e foi brindado ao sair com uma salva de elogios oficiais.



Dilma sustenta que é praxe permitir que funcionários demitidos do serviço público por justa causa saiam "a pedido". Trata-se de uma desculpa desesperada; se o que a presidente afirmou fosse verdadeiro, não dá para entender por que raios o demitido recebeu tantos elogios na saída e menos ainda por qual motivo não foi imediatamente denunciado à polícia e ao Ministério Público.

O DNA das tiranias está presente, também, numa das alegações em que Dilma mais insiste: a de que é ela, por seus méritos pessoais, que tem permitido à Polícia Federal e aos promotores de Justiça investigar atos de corrupção em seu governo. Só em regimes de força o chefe do governo permite ou proíbe que a polícia faça isso ou aquilo.



Numa democracia, a autoridade policial e judiciária não tem de pedir licença a ninguém para apurar violações ao Código Penal; ao contrário, fazer isso é a sua obrigação legal.

As liberdades, como se sabe, raramente se dão bem com a fraude. Mais informações a respeito no dia 26 de outubro.

Qual a relação entre o Governo do PT e os terroristas?

BRASIL NO EXTERIOR

Dep Onyx Lorenzoni (DEM) o líder e membros do Partido Democrata,vão ingressar na Comissão de Segurança Pública da Câmara para convocar o Ministro das Relações Exteriores Luiz Alberto Figueiredo para explicar o documento de 7 de maio de 2014, que retira a consulta prévia para concessão de vistos para certos países do Oriente Médio.

Dentre eles estão Síria, Paquistão, Afeganistão, Irã, Iraque, Líbia, Jordânia e Palestina, países como sabemos de forte penetração de células terroristas.

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Lulla abre o jogo e fala

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Aécio Neves - E tenho dito


Ode ao ex-presiMente Lulla

Por Alamir Longo 



Quem vê aí nessa imagem
Esse pária em decadência
Vencido pela demência
E tomado de podridão
Nem parece o charlatão
Amante de avião moderno
Enfiado dentro dum terno
Forradinho de mutreta
Que arrepiava até o capeta
Nas profundezas do inferno.

Maior medo desse cabra
É um dia ser investigado
Ter seus podres revirados
Cabo a rabo na sua vida
Com a teta quase perdida
Nem dorme de encagaçado
Caso seja desmamado
Dessa vaquinha tetuda
Será um Deus nos acuda
Com noites longas e frias
Pois vai terminar seus dias
Numa cela da Papuda!

Alamir Longo é poeta e compositor  gaúcho

Ciro Gomes fala com todas as letras

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Dirceu me disse: Bolsa Família são mais de 40 milhões de votos

Hélio Bicudo: 

"José Dirceu me disse: 

Bolsa Família são mais de 40 milhões de votos"


12 anos de Brasil pelo traço de SPONHOLZ VI


















Os artistas apóiam Aécio

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Indicadores Econômicos - nº 10

VOTE COM CONSCIÊNCIA

O ano de 2014 se sobressai quando se trata de indicadores econômicos ruins. Tudo piorou: dos juros à inflação, da balança comercial ao emprego, das contas públicas à política cambial. São informações que afetam diretamente a vida dos brasileiros e precisam ser levadas em conta na hora do voto.

Por Ricardo Setti


10) O país está em recessão técnica. O que é isso?
O Produto Interno Bruto (PIB) é o resultado de todas as riquezas produzidas pelo país. É um dos principais sinais de que a economia está avançando, a população está vendo sua renda aumentar e mais empregos estão sendo gerados. Quando o PIB cai, sinaliza que essa riqueza recuou. Se cai por dois trimestres consecutivos, o país entra em recessão técnica. E isso não é bom.

O PIB é importante porque sintetiza em um único número os resultados de políticas do governo, o ânimo dos empresários para investir e criar emprego e o ímpeto de consumo da população. Quando não há nenhuma crise grave no mundo e, mesmo assim, o PIB de um país mostra retração, significa que algum desses três fatores (ou todos eles) não vão nada bem.



O governo tem afirmado que o PIB brasileiro, que recuou 0,6% no primeiro semestre de 2014, vai mal por causa da crise internacional. Fica difícil acreditar nisso quando apenas o Brasil está em recessão, se comparado aos Estados Unidos, à Alemanha, à França e outros países atingidos pela crise financeira de 2008.

O problema de se estar em recessão é que o país se torna menos atrativo para investimentos que geram emprego. Uma empresa alemã, por exemplo, investirá mais na filial do país que mais cresce, não daquele que está em recessão. Um PIB ruim cria um círculo vicioso. E revertê-lo não é fácil, nem rápido.

Porta Aberta ao Juízo - XXVI



Quantas coisas nessa vida a me desafiar.. Quantos galhos pela frente, tantos espinhos a arranhar. Quantas pedras no caminho e a vontade de sentar...


[Gilberto Quadros]
{extraído do livro Porta Aberta ao Juízo}

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

60 razões para não votar em Dilma

Percival Puggina

Padre da Canção Nova - Novo depoimento para o 2º Turno

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Artistas dão seu depoimento

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Indicadores Econômicos - nº 9

VOTE COM CONSCIÊNCIA

O ano de 2014 se sobressai quando se trata de indicadores econômicos ruins. Tudo piorou: dos juros à inflação, da balança comercial ao emprego, das contas públicas à política cambial. São informações que afetam diretamente a vida dos brasileiros e precisam ser levadas em conta na hora do voto.

Por Ricardo Setti


9) A Petrobras foi devastada. E daí?
A Petrobras é uma empresa mista. Uma fatia minoritária pertence a investidores e a outra, majoritária, está sob o comando do governo. A Petrobras opera num setor estratégico, que é o óleo e gás, e por isso é compreensível que tenha entre seus acionistas o governo. Contudo, a empresa se transformou num centro de corrupção operado por partidos políticos.


Isso significa que o governo deixa à disposição de legendas alguns cargos estratégicos da empresa. O escândalo envolvendo o doleiro Alberto Yousseff e o ex-diretor da empresa Paulo Roberto Costa trata justamente disso: as denúncias apontam que o diretor favorecia determinadas empresas prestadoras de serviços para, em troca, receber propina e repassá-la parcialmente a partidos políticos.




A derrocada da empresa significa que boa parte do dinheiro público investido lá dentro, pois o governo é seu maior acionista, foi pelo ralo. Dinheiro dos contribuintes brasileiros, que não sabem ao certo como foi gasto, investido ou desviado. Mesmo com o benefício de ser a “dona” do pré-sal, a Petrobras tem 300 bilhões de reais de dívida. É a empresa de petróleo mais endividada do mundo. Mais da metade dessa dívida será paga pelo governo, ou seja, novamente pelo dinheiro dos impostos dos brasileiros.

Amanhãa esta hora, o nº 10.

Aécio Neves - Pinga Fogo

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Bolsonaro e as mentiras de Dilma nos debates

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quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Perguntas a que Dilma fugiu

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Os motivos de Chico Buarque


PT manipula imagens







... o Petrolão é o epílogo do Mensalão.

Por Bernardo Mello Franco
Publicado na FOLHA em 14OUT2014

Caso Petrobrás é epílogo para o Mensalão, diz Roberto Jefferson
No primeiro dia fora da cadeia desde que foi preso, em fevereiro, o ex-deputado Roberto Jefferson, 61, afirmou à Folha que o escândalo da Petrobras é o “epílogo do mensalão”, que ele  denunciou ao jornal em 2005.

O petebista diz que os dois casos tiveram a mesma motivação: financiar o “projeto do PT para se perpetuar no poder”. “O mensalão foi o prefácio. Agora o Brasil está lendo o epílogo”, afirma.




Jefferson acusa a presidente Dilma Rousseff de proteger corruptos para preservar seu partido e compara o aliado Aécio Neves (PSDB) ao lutador Rocky, personagem de Sylvester Stallone. “É o Aécio Balboa. Apanhou nove assaltos e virou a luta no décimo.

Condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no mensalão, o ex-deputado recebeu a reportagem nesta segunda-feira (13) no escritório de advocacia em que começou a trabalhar, no Rio. Horas depois, voltaria à cadeia.

Ele quer mudar para o regime aberto daqui a seis meses e já sonha em retornar ao Congresso em 2022, quando recuperar os direitos políticos. “Eu voltarei”, promete.

FolhaO sr. denunciou o mensalão no governo Lula. Como vê o escândalo da Petrobras?

Roberto Jefferson – Se você reparar a data, isso vem lá do mensalão. É o financiamento de base, da estrutura da base do governo, para o PT se perpetuar no poder. O mensalão foi o começo da destruição do mito do PT. Esse caso da Petrobras consolida o que já vem de 2005. É o epílogo daquela história.



O mensalão foi o prefácio, agora o Brasil está lendo o epílogo. O PT prostituiu a classe política. A Petrobras é a maior empresa do Brasil, uma das maiores do mundo. Isso é o pior assalto que nós já vimos. Pega governadores, senadores, a elite do Congresso. É uma bomba atômica. No ano que vem, vamos ver muitos processos de cassação.

Como avalia o governo da presidente Dilma Rousseff?
Dilma é uma mulher séria, honrada. Mas tem uma herança de corrupção terrível do partido, que não pode expor porque pode atingir o Lula.

Ela está manietada, é uma presidente pela metade. Ela tem um compromisso de silêncio. Não pode expor as vísceras do partido que integra. A Dilma está engordando. É sofrimento, ansiedade. Na política econômica, é um desastre. Ela está desorganizando os fundamentos da economia. Adotou no BNDES uma política russa, de proteger os empresários que são compadres do governo. É como o Putin faz.

Está acompanhando a disputa eleitoral da prisão?
Leio os quatro jornais todo dia. Tenho TV na cela, acompanhei os debates. Vibrei muito com o Aécio. É meu velho amigo, fiquei muito feliz com a ida ao segundo turno.

Ele teve que aguentar dois desastres: a queda do avião do Eduardo Campos e a decolagem da Marina nas pesquisas. Era uma candidatura inconsistente, mas não é fácil vencer a emoção com a razão. O Aécio resistiu. É o Aécio Balboa, o lutador. Apanhou nove assaltos e virou no décimo, no debate da Globo. Ele mostrou, com apoio do eleitor, que não somos uma republiqueta bolivariana.



O sr. articulou da cadeia para o PTB apoiar Aécio?
Não pude liderar o processo, mas sei que muitos convencionais do PTB tomaram a decisão em solidariedade a mim. Eles não podiam apoiar o meu algoz, que era o PT.

Vai falar com ele agora?
Tudo o que eu fizer pode ser interpretado para atingi-lo. Não quero ser chibata para bater no Aécio. Sou um réu condenado, em cumprimento de pena. 

Não tenho que fazer isso. Minha filha [a deputada federal eleita Cristiane Brasil] dá o recado. Na semana passada, ela esteve com ele em Brasília, na festa do Memorial JK. Eu disse: “Filha, dá um abraço nele. O pai tá gostando…”

O que decidirá a eleição?
Os debates serão fundamentais. Aécio tem experiência em derrotar o PT, sempre derrotou. O povo cansou do PT.

Não é só por causa das denúncias. Eles querem mais quatro anos, para depois voltar o Lula. Serão vinte anos. Quem aguenta isso? O Brasil ficou muito tempo sem oposição. Quem fez o papel da oposição, mostrando os erros que aí estão, foi a mídia.



Por isso o PT quer o controle social, para calar a mídia. Na Venezuela, até papel proibiram de entrar, para os jornais não circularem. Se persistir o PT, nós não vamos ter papel para circular jornal. É um projeto totalitário, de poder a qualquer preço.

Na eleição do Rio, apoiará Luiz Fernando Pezão (PMDB) ou Marcelo Crivella (PRB)?
Pezão. O Crivella é a soma de bispo Macedo, Garotinho, Lindberg e Paulo Roberto Costa. É o homem da Igreja Universal. Eles já chutaram a santa. Se for eleito, vai querer derrubar o Cristo Redentor?

O sr. está preso desde o fim de fevereiro. Já se arrependeu?
Nunca me arrependi. Deus só dá carga a quem pode puxar. Estou saindo mais forte. Sou vítima das minhas palavras e das minhas atitudes, mais nada. 

Fui condenado a mais tempo de prisão do que o [José]Genoino, presidente do PT, e que o Delúbio [Soares], tesoureiro do PT. Eles articularam o mensalão. Fui o denunciante e fiquei mais tempo preso que os denunciados. Mas saí sem mágoa ou ressentimento. Faria tudo de novo.



O sr. confessou ter recebido R$ 4 milhões do caixa dois do PT. O que fez com o dinheiro?
Vocês sabem que eu partilhei. Por que eu nunca perdi influência no meu partido? Porque os candidatos a prefeito receberam aquele recurso que o PT transferiu ao PTB na eleição de 2004. E podem ficar em paz, porque eu não vou revelar [quem recebeu].

Como vê seu futuro?
Daqui a seis meses, vou pleitear o regime aberto para dormir em casa, com tornozeleira. A cassação dos direitos políticos dura oito anos.

Ainda quer ser deputado?
Eu voltarei. Sinto muita falta de Brasília, do Congresso e do PTB. Minha vida é essa, não sei fazer outra coisa.

Acha que o ex-ministro do STF Joaquim Barbosa, que defendeu sua condenação, vai entrar na política?
Ele tem perfil. É um grande nome, vai ter voto. Não tenho ressentimentos. O PTB está aberto para ele. (risos)