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domingo, 18 de janeiro de 2015

A Rosa "branca" de Stalingrado, um perfil.

Coleção Curiosidades em Guerra


III - A Rosa branca de Stalingrado

Lily Litvak, apesar de não ter o marketing histórico da Amélia Earhart, é considerada o mais famoso piloto feminino de todos os tempos. Ela pilotou com destreza durante a II Guerra Mundial e abateu doze aviões alemães em batalhas aéreas com apenas 22 anos. Lily ficou conhecida como a “Rosa Branca de Stalingrado” e foi condecorada pela coragem que demonstrou defendendo seu país.



Lidya Vladimirovna litvak nasceu em Moscou, Rússia, em 18 de agosto de 1921. Aos quinze anos fez seu primeiro vôo solo. Quando começou a Segunda Guerra Mundial, decidiu entrar na batalha. Com rosas brancas pintadas nas laterais de seu avião de combate Yak-1, foi o pesadelo dos pilotos alemães. Lily foi, literalmente, caçada nos céus pelos nazistas que estavam decididos a ter sua vingança sobre esta mulher judia russa que havia derrotado os seus camaradas tantas vezes antes.



Na verdade Lily litvak representou uma geração de mulheres destemidas. Como ela, muitas outras mulheres foram integradas com os homens em unidades da aviação. Por exemplo, em 1944, milhares de meninas entraram na guerra como pilotos. Contrariaram as suspeitas e piadas masculinas com coragem e habilidade e obtiveram uma média inigualável. Ganharam ordens e medalhas e detiveram 29 títulos de Heroinas da União Soviética.



No fim, numa das mais insanas batalhas, a loirinha de tenra idade foi vista entre oito aeronaves alemãs, perseguindo e sendo perseguida. Após derrubar alguns caças inimigos, foi abatida. A Rússia chorou sua morte. Apesar de buscas intensas o corpo dela foi perdido por várias décadas. Finalmente, em 1979, ela foi encontrada, enterrada abaixo da asa de sua aeronave. 


Monumento na Ucrânia onde teria sido a batalha final.

Durante o seu funeral oficial de Estado em maio de 1990, o Presidente Mikhail Gorbachev condecorou-a com a honraria Heroina da União Soviética e a Estrela de Ouro. Embora tenha lutado e morrido sozinha, a saga de Lilya Litvak é a mais linda história da aviação mundial.



Na verdade Lily foi uma das poucas que puderam pilotar caças de alta-performance no front russo. A maioria dos “bons” caças foi retirada da defesa da linha de frente russa para defender a Capital – Moscou – e outros alvos estratégicos mais ao interior do território russo (fábricas, sede de governo, o governo em si…)

A principal linha de defesa aérea russa era de antiquados biplanos, lentos e extremamente frágeis, fabricados ainda em conceitos antiquados, e eram sempre pilotados por mulheres. 



Foram deixadas para trás nas bases da linha de frente pois eram consideradas pilotos de 2ª linha, quase descartáveis e tinham a missão de retardar o avanço alemão, os russos não queriam perder seus melhores pilotos no primeiro momento de batalha.

Honraram a farda! Mesmo com aviões deficientes, emboscaram e derrubaram muitos aviões de transporte, bombardeiros, e até mesmo alguns caças desprevenidos, o indice de baixa era minimo e em algumas bases quase que nenhuma baixa mortal e inflingiram verdadeiro terror entre as tropas terrestres!



Quando derrubadas eram dadas como mortas pois todos sabiam que as aeronaves que pilotavam não podiam enfrentar caças mas aconteceu muitas vezes aparecerem dias depois em suas bases surpreendendo a todos. A explicação? é que quando atacadas e atingidas por fogo inimigo tratavam de ir logo para o solo e tentar aterrisar – geralmente dava certo.

Uma deles conseguiu mesmo aterrisar e entrar dentro de um bosque sã e salva com seu avião fugindo de um caça.

Fontes consultadas  Tempestade cerebral e Imagens e Letras 

domingo, 7 de setembro de 2014

Liz Calder, um perfil.

Liz Calder é co-fundadora da gigante Bloomsbury Publishing, elogiada pelo impecável faro literário. Salman Rushdie, Anita Brookner’s, ambos vencedores do Booker Prize e J.K. Rowling, criadora do bruxinho Harry Potter, por exemplo, são algumas das suas descobertas. Entre os brasileiros é mais conhecida pela realização da Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP).

Na verdade, Liz Calder tem uma intima ligação com o Brasil desde os anos 60, quando ela morou no país e trabalhou como modelo e jornalista. É graças ao seu empenho que os ingleses podem ler Machado de Assis e Rubem Fonseca, entre outros escritores brasileiros. Ela divulgou nossa literatura como nenhum outro editor estrangeiro. Transcrevo um trecho de uma matéria de Liz para o The Guardian, ainda em 2000, onde ela faz uma defesa apaixonada da nossa literatura.

The land where everyone’s a poet ou
A terra onde todo mundo é um poeta

“… Machado de Assis (1839-1908), que é tido por muitos como o maior escritor não só do Brasil, mas a par com Henry James, Flaubert e Hardy. Embora seu estilo encantadoramente digressivo, astuto e de implacável exposição da hipocrisia que o tornou querido para Susan Sontag, Salman Rushdie e Louis Bernières, entre muitos outros.


De raça mista, epilético, órfão e míope, nunca Machado deixou o Rio de Janeiro, mas trabalhou como funcionário público, tempo em que produziu uma quantidade enorme de todo o tipo de literatura. Sua produção inclui quatro obras-primas de ficção, Dom Casmurro, Memorial de Aires e, talvez o mais cativante, Memórias Póstumas de Brás Cubas – The Epitaph of a Small Winner . Elizabeth Hardwick declarou que “na firmeza de ritmo, a guinada insinuante, Machado é inigualável”, e que ele compartilha com Borges o “perfume almiscarado maravilhoso da biblioteca”.


O outro gigante literário é Euclides da Cunha, cujo épico Os sertões tem sido comparada a Os Sete Pilares da Sabedoria. Fala da resistência anos de duração do povo do sertão a uma campanha do exército brutal contra o místico religioso Antonio Conselheiro e seus seguidores no interior do estado da Bahia. Ele é cheio de sabedoria da humanidade, drama e espiritualidade, juntamente com descrições deslumbrantes de pessoas e de lugares.

Em um nível diferente, mas reconhecido internacionalmente como escritores notáveis, são Graciliano Ramos, cuja versão cinematográfica pode ser visto no NFT no momento, João Guimarães Rosa, o equivalente brasileiro de James Joyce, e Clarice Lispector, que é muitas vezes comparada com Virginia Woolf e Katherine Mansfield. Dois outros nomes podem ser mencionados no mesmo fôlego: Mario de Andrade, autor de Macunaíma, e Lima Barreto, autor de O Patriota.

Os dois escritores mais conhecidos fora do Brasil são Jorge Amado, o cronista imensamente popular da vida em Salvador, na Bahia (Gabriela, Cravo e Canela e Dona Flor e seus dois maridos), e Paulo Coelho, um best-seller mundial. 

Outros escritores excelentes disponíveis em Inglês são o romancista Rubem Fonseca e o mestre do conto de Dalton Trevisan, além de Darcy Ribeiro, João Ubaldo Ribeiro, João Gilberto Noll, Chico Buarque, Ana Miranda e Patrícia Melo. Muitos não estão disponíveis, mas devem ser: Raduan Nassar, Moacyr Scliar, Milton Hartoum e Bernardo Carvalho entre eles.

É certamente agora tempo para os editores avançarem e trazerem esses e muitos outros escritores para a atenção do público leitor Inglês, para que possamos compartilhar mais das riquezas deste país extraordinário do que sua música e seu futebol. “ ( Liz Calder is publishing director of Bloomsbury. )

Para fechar o artigo, o The Guardian perguntou ao cineasta americano Woody Allen quais os cinco livros que mais o influenciaram, entre eles estava o The Epitaph of a Small Winner – Memórias Póstumas de Brás Cubas. “Você poderia pensar que ele o escreveu ontem”, contou o cineasta ao jornal inglês. “É muito moderno e divertido. Me tocou da mesma forma que O Apanhador no Campo de Centeio. É sobre um tema que me interessa e que foi tratado com sagacidade, originalidade e sem nenhum sentimentalismo”.

Fonte Imagens e letras

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Cidade de Deus - 10 anos depois / Documentário

Filme de Cavi Borges e Luciano Vidigal mostra paradeiro do elenco do filme de 2002 dirigido por Fernando Meirelles

 

 O documentário Cidade de Deus, Dez Anos Depois, que mostra o que aconteceu com os protagonistas do longa de Fernando Meirelles na última década, vai estrear em sessão de gala no Festival de Cinema do Rio de Janeiro, no dia 1º de outubro. 

 

 


O filme, que deve ser lançado internacionalmente pela 02 Filmes, é dirigido por Cavi Borges e Luciano Vidigal, que fizeram parte da equipe de assistência de direção de Cidade de Deus.
O paradeiro do elenco por trás de personagens icônicos como Dadinho, Bené e Zé Pequeno são revelados no longa-metragem. A maior parte das gravações forem feitas nas residências dos atores do filme de 2002, passando por comunidades cariocas como Vidigal e o bairro Cidade de Deus.
Assista ao trailer:




Transcrito na íntegra  do.uol

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Fazendo a diferença


Paco Vaccaro, um morador de um bairro pobre de Sevilha, famoso por alimentar os pombos na praça central da capital andaluza.

funkazi

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Deu no Jornal!

É a Bahia ficando igual ao Rio,
em sua pior parte!



Para ampliar, clique na imagem


*Publicado no Jornal A Tarde, em 08.01.10
Enviado por Gilvan Quadros.