quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Logomarca do dia


Arte do mestre Wallace.

O P e o A simbolizam a família pilordiana,
 e as alegorias, o nosso dia a dia. 

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Logomarca do dia

Elettro Domestici é uma empresa de eletrodomésticos e eletrônicos britânica, além de formar suas inicias, o logo também forma uma tomada.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

domingo, 27 de novembro de 2011

Logomarca do dia



O logo do zoológico do Bronx tem as
pernas das girafas formando seus prédios,
 natureza no meio da cidade.

As féculas de Montenegro

Por André Carvalho (*)
em 20 de novembro de 2011
btreina@yahoo.com.br





AS FÉCULAS DE MONTENEGRO
Por vezes é doloroso acompanhar os trabalhos legislativos, sobretudo aqueles executados por parlamentares federais, deputados estaduais e vereadores. Cito-os, explicitamente, por uma questão de justiça para com o pessoal do cafezinho das casas legislativas que continua dando provas de competência e seriedade, exceto um ou outro mais bem aquinhoado no critério do apadrinhamento e que, por conta disso, relapsa no horário e na mistura do pó. Não fique aí pensando bobagens com relação à mistura do pó. Quando falo do pó refiro-me ao do café, o pretinho, nada a ver com o outro, o branquinho, consumido mais às escondidas.

Não é cabível falar do cafezinho sem trazer à tona seu parceiro em tantas bocas, o pãozinho. No Rio de Janeiro e adjacências ele é chamado francês, enquanto na Bahia, e penso que somente aqui, é tido e havido por cacetinho. Vá explicar a denominação do pão nosso de cada dia baiano aos cariocas ou, franceses e, certamente, cairemos na gargalhada quando não no ridículo. O que interessa é que a receita, de um e de outro, – falo dos pães – em nada difere.

Pois bem! Num bravo trabalho de pesquisa que deve ter consumido centenas de horas de sono o deputado estadual Mario Negromonte Junior, filho do proeminente porém oscilante Ministro das Cidades, apresentou na Assembléia Legislativa do seu Estado, a Bahia, projeto de lei que obriga a adição de 10% de fécula de mandioca na farinha de trigo que compõe o pão cacetinho.

A grita foi geral. O presidente do Sindicato da Indústria de Panificação da Bahia considerou a proposta inconstitucional, pois, no seu entender, atenta contra a livre iniciativa. Pari passu, o deputado federal José Nunes chamou para si a paternidade da proposta lembrando projeto semelhante que apresentou à mesma Assembléia, em 2007, quando exercia um mandato.

Veja como a fécula da mandioca é estratégica. Negromonte Junior garante que seu uso traria, ao Estado da Bahia, uma economia de até duzentos milhões de reais/ano, o que, no universo da corrupção – a isto ele não se referiu – significa uma bela grana caso role um percentualzinho do lucro. A ideia do nobre deputado deve ser “coisa” de raiz, pois, na terra das maiores minorias a raiz é sempre colocada na cesta das transversalidades, o que quer que tudo isto signifique...

Se perguntar não ofende, pensar ofende menos ainda. Lembrando meu avô Lulu Parola, que, em 1913 escreveu num de seus inúmeros sonetos deixo correr a pena no abandono, o que afinal, é próprio do país ponho-me a “parolar”: já imaginou se outro deputado “de raiz” apresentar projeto semelhante adicionando doze a dezenove por cento de fécula de inhame à massa do acarajé e do abará? Matutemos juntos: e se outro eleito pelo voto soberano do povo propuser 22,5% de fécula de batata doce na massa do vatapá ou, quem sabe, 18% de raspa de nabo no esparregado dos quiabos do caruru?

Ideias, muitas ideias! Não somente legislativas. Penso que o nobre deputado se espelhou no poderoso governo central, aquele lá de Brasília, que, a depender de uma coisa ou outra, adiciona ou retira álcool à gasolina em percentuais que variam segundo necessidades ilógicas para os atarantados consumidores. Uma coisa é certa: o Inmetro e a Anvisa terão um trabalho arretado com tantos percentuais e misturas, caso optem por exercer suas obrigações.

O filho do ministro garante que a fécula da mandioca não contém glúten e atua como diluidor do glúten presente no trigo, além de não alterar o sabor do pão. Ah sim, agora entendo: o culinário deputado cientista quer, única e exclusivamente, cuidar da saúde de seu amado povo baiano, sem lhe alterar o prazer advindo do sabor. Interessante isso!

Tenho uma proposta que me parece fecunda: que tal a secretaria de turismo do estado, pensando em outros duzentos ou mais milhões de lucro, criar um pacote turístico chamado féculogastronômico usando o mote saúde e sabores garantidos, ou seu dinheiro de volta?

Tem gosto para tudo, não é verdade?

(*) André Carvalho não é jornalista, é "apenas" um cidadão que observa as coisas do dia-a-dia. Um free lancer. Ou segundo sua própria definição: um escrevinhador. Seus sempre saborosos textos circulam pela web via e-mails.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

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Families é uma revista familiar do grupo Reader’s Digest,
 as letras ILI formam membros da família,

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

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O logo da ONG em prol da África tem à primeira vista só o mapa do continente, mas depois percebe-se uma criança e uma mulher se olhando.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

terça-feira, 22 de novembro de 2011

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Joalheria novaiorquina chamada Snooty Peacock,
reparem no pavão formado pelo rosto da mulher.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

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O balançar na tacada de golf forma a cabeleira
 dos elmos dos guerreiros e seu corpo forma o rosto do mesmo.

domingo, 20 de novembro de 2011

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

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As penas coloridas do logo da emissora americana
representam seus 6 departamentos,
 a cabeça do pavão representa o telespectador.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

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Clássico sempre dá as caras aos domingos,
o espaço entre o F e as linhas de velocidade que formam o 1 forma outro 1.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

terça-feira, 8 de novembro de 2011

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Parece só o nome da empresa escrito de forma estilosa, mas o VA na verdade significa o sinal analógico e o IO significa a linguagem binária dos computadores.

domingo, 6 de novembro de 2011

Logomarca do dia

Colaboração de Otoniel Costa

A arte de fazer um logo é expressar suas idéias, valores, produtos, etc, nas menores linhas possíveis, usando sempre cores simples.




Começando com o clássico logo do Carrefour, que depois de muitas teorias sobre saci azul, alienígena de gorro e gorda de biquíni, vemos que é um simples C vazado.

Que viagem ...

 

Por André Carvalho (*)
em 17 de ouubro de 2011 - 
QUE VIAGEM ...
O mais razoável, nesta semana, seria comentar sobre o esporte nada olímpico do senhor Orlando Silva, a bola da vez ministerial, caso sejam observadas as regras do “jogo” da moralidade pública. Entretanto, necessito considerar um episódio recente envolvendo o Pedrinho, um maranhense longevo e arretado, que desembarcou no posto de Ministro do Turismo do terceiro governo petista, sem saber como, muito menos, para quê. Depois de breve estada pegou sua passagem de volta para o grande albergue da política brasileira, a Câmara dos Deputados, onde a tolerância é absoluta. 

Tratar o agora ex-ministro Pedro Novais por Pedrinho não é uma questão de intimidade e sim de estatura. Possuidor de escassos metro e cinquenta, ele é o terror dos fotógrafos que cobrem os “subterrâneos” da capital federal. Por ser pequenininho é difícil fotografá-lo se houver alguém à sua volta. Ou cortam a cabeça e o peito do acompanhante ou Pedrinho vira um 3X4, por vezes, parecendo até um chaveiro.

Penso que o provecto foi retirado do cargo por não honrar a classe a que pertence. Um político que se preza, principalmente se for da base aliada ao governo, não pode surrupiar o Estado de forma tão medíocre, inocente até. Ninguém viu o dito cujo recebendo a mesada gorda dos “mensaleiros” no primeiro mandato de Lula. Também não se viu o maranhense recebendo grana viva, como receberam Maurício Marinho – aquele dos Correios – Arruda e Jaqueline Roriz. Menos ainda soube-se dele levando uma bolada na garagem do ministério. 

O corró – assim se diz aqui no nordeste – jamais foi flagrado viajando em jatinho particular como o foi, Sergio Cabral, governador do Rio de Janeiro; o ainda ministro das comunicações; aquele outro ministro, se não me engano, o dos transportes, e por aí vai. Certamente não se tem notícia de que o senhor Pedro Novais voe no helicóptero da polícia maranhense, em busca de sua ilha dos sonhos, tal e qual o senador José Sarney. 

Nada disso!!! Pedrinho é fazedor de desvios chinfrins, coisa de pouco ou nenhum valor para um mundo político tão vasto e caro. Atitudes que não dignificam a classe. O pêmêdêbê não pode manter em cargos representativos correligionários dessa espécie. Um gatinho num rol de gatunos. Desculpe, gatões! 

Vejam as principais migalhas do Pedrinho:

Sua mulher servia-se de um motorista pago com dinheiro público e contratado pelo gabinete de um parlamentar do mesmo partido e estado. Até que se configura formação de quadrilha, mas, convenhamos, o que representa um desviozinho de dois mil, três mil reais mês, dos cofres públicos?

Sua residência, nos últimos sete anos, foi governada por Doralice, uma funcionária paga com verba de representação do seu gabinete. A lei não permite, mas, sem governo, não há casa que se mantenha de pé. Novamente, o que representa um rombo de dois mil, três mil reais, mês?

Ah! Tem aquela história da festa na suíte de um motel da capital maranhense, que o Pedroca (falou em motel, vira intimidade) patrocinou com o dinheiro público. Para ser preciso, rasteiros dois mil, cento e sessenta e cinco reais. Não sei se no motel estavam o motorista e a governanta, o que não faz tanta diferença, porque lá, a quadrilha tinha outros contornos, outros interesses. 

Se Pedroca tem bom gosto musical deve estar cantarolando João Gilberto:
“Doralice, eu bem que te disse
Olha essa embrulhada em que vou me meter,
Agora amor, Doralice meu bem,
Como é que nós vamos fazer...”

A presidente Dilma, de bate pronto, escolheu um novo ministro para o turismo, como haverá de escolher para o esporte. Sua origem, o partido e o nome são uma brincadeira de mau gosto com os brasileiros que pagam a conta: Gastão, do pêmêdêbê de Sarney do Maranhão.

Sabe o nome do motorista que servia à mulher do Pedroca? Adão. Isso mesmo, Adão! Um autêntico paraíso.

(*) André Carvalho não é jornalista, é "apenas" um cidadão que observa as coisas do dia-a-dia. Um free lancer. Ou segundo sua própria definição: um escrevinhador. Seus sempre saborosos textos circulam pela web via e-mails.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Orlando e Aldo - os melhores do PCdoB?

Por André Carvalho (*)
Em 28 de outubro de 2011
EXDRÚXULOS E INDESTRUTÍVEIS
Dois dias antes de ser induzido ou forçado a pedir exoneração do cargo de Ministro do Esporte, o senhor Orlando Silva, buscando inspiração no poeta chileno Pablo Neruda, se disse indestrutível. Acreditei! Afinal, mesmo após o fim da União Soviética, do cada vez mais capitalista leste europeu, da China mercantilista e da queda do muro de Berlim, os comunistas do Brasil continuam sobrevivendo, indestrutíveis e poderosos, como ocorre em Cuba ou na Coréia do Norte.
 
Consumada sua queda, fruto de inúmeros escorregões, fiquei em dúvida quanto à inabalável indestrutibilidade do Orlando e varri a memória em busca de outro adjetivo que melhor o classificasse. Encontrei esdrúxulo. É o que se pode dizer do seu comportamento ao receber dinheiro “vivo” nos subterrâneos do ministério, ao posicionar-se como vítima quando nem mesmo em sua desavergonhada fisionomia isso transparecia e ao declarar-se indestrutível quando toda a nação – a Fifa também – já apreciava sua morte política e moral, apesar de sabermos que, na atual política brasileira, o ressuscitar é fato.
 
Curioso é que o cidadão Silva, com cara de desvalido, olhar de peixe morto e fala mansa, fraudou a opinião pública brasileira durante os cinco anos e seis meses em que esteve à frente do Ministério. Que coisa hein rapaz? Que “figuraça”! Engabelou a mulheres e homens, ricos e pobres, cultos e incultos. Você Orlando, só não enganou à verdade. Agora, adeus! Porém o vejo, num futuro próximo, impune e rico, prestando consultoria de gestão a perigosas organizações não governamentais ou refestelado frente à televisão assistindo a Copa do Mundo e rindo das inúmeras denúncias de superfaturamento que, à época, pipocarão.
 
De bate pronto Dona Dilma nomeou para a vaga outro indestrutível, o comunista Aldo Rebelo, do PCdoB. Diga-se que nunca antes na história deste país um presidente nomeou ou exonerou tantos ministros pro rata dia. O novo titular da pasta do esporte tem fama de honesto e devemos, todo o povo brasileiro, nos contentar, pura e simplesmente, com a fama por que é ela que mais importa na sociedade contemporânea.
 
O novo ministro é um homem testado e já ocupou cargos importantes, inclusive durante o governo Lula, prestando relevantes serviços à nação. Enquanto deputado apresentou um projeto de lei proibindo o uso de estrangeirismos na língua portuguesa e outro propondo o dia nacional do Saci Pererê. Em sendo assim Ministro, desculpe meu latinismo no pro rata lá de cima.
 
Acredito que Aldo, com suas ideias nacionalistas, vai revolucionar o esporte brasileiro. O tênis e o vôlei, por exemplo, não terão mais set e sim pedaços. Match point no tie break então, nem pensar! O iatismo reinventará as classes laser, star, optimist e snipe. No basquete o jump, quem sabe, passa a ser arremesso com pulo e o uppercut vira golpe baixo no boxe.
 
Galvão Bueno terá que reprogramar suas falas porque o penalty será proibido por lei e o cockpit dos bólidos da Fórmula Um considerado um palavrão capaz de dar processo. O Double Skiff do remo levará o pronunciante à cadeia por hediondo desrespeito pátrio.
 
Numa de suas primeiras entrevistas, antes da posse, o ministro mostrou-se adepto do empate, o mais sem graça dos resultados possíveis no esporte. Exemplo? Vamos lá: sobre a exoneração do antecessor declarou que "não há demissão justa ou injusta”. Quer empate maior que este? Sobre a brigalhada com a Fifa Rebelo foi taxativo: "De César o que é de César e de Deus o que é de Deus. Da Fifa o que é da Fifa e do governo brasileiro o que é do governo brasileiro". Vá empatar assim no raio que o parta.
 
Esdrúxulo – também – não é mesmo?
 
(*) André Carvalho não é jornalista, é "apenas" um cidadão que observa as coisas do dia-a-dia. Um free lancer. Ou segundo sua própria definição: um escrevinhador. Seus sempre saborosos textos circulam pela web via e-mails.