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quinta-feira, 21 de abril de 2016

Eleitos pelo povo?


Direto do Migalhas

Eleitos pelo povo ?
Como se viu, ao vivo e a cores, a maioria dos parlamentares na votação do impeachment, de um lado e de outro, o faziam "pela mãe", "pela tia", "pela avó", "pelos filhos" etc. Raros foram os que se lembraram de seus eleitores nos segundos de fama que a televisão lhes proporcionou. E você sabe por que ? Porque eles não têm compromisso com o eleitor. A constatação que se faz, matematicamente, é que a maioria não foi sufragada puramente pela soberania popular. Estão ali graças ao coeficiente eleitoral ; alguns com votação pífia. Você sabia que apenas 36, dos 513 deputados, 7% apenas, obtiveram votação suficiente para se eleger ? Sim, 477 vieram carregados por votações de outros. Isso explica, em grande parte, a dissociação com o povo. 

Arte de SON SALVADOR


Eleitos pelo partido
No DF e nos Estados do AC, AL, AP, ES, MA, MT, PI, RN, RR, RS e TO nenhum dos empossados em 2015 amealhou votos necessários para obter, sozinho, o coeficiente eleitoral. 

Manda quem é suplente, obedece quem é titular
Em muitos casos, o dono (pecuniariamente falando) da cadeira, além de não entrar pelo coeficiente, também não foi o mais votado. De modo que foi a "isca" quem tomou posse. Mas, no momento seguinte, aquele que fisgou o eleitor se licencia para que o patrão, com votos que não enchem um embornal, assuma a cadeira. Não sem motivo, muitos ao microfone falaram que o suplente "fulano de tal" também votaria no mesmo sentido. E não se está falando aqui dos Tiriricas da vida, porque isso é ponto fora da curva. O engendramento é mais suave : colocam-se vários candidatos que carreiam votos. Não poucos e nem muitos votos, tão somente o suficiente para que, somados, obtenha-se o coeficiente. 

Arte de MARIANO


Profissões antigas
Se estão dissociados da vontade popular, o que fazem esses parlamentares ? Há algumas pistas. Uma reportagem d'O Globo de hoje conta que nas festas que se seguiram depois do impeachment na Câmara, alguns deputados, que tinham reverenciado a família ao microfone, compartilhavam no WhatsApp, jubilosos, fotos nuas de suas amantes (teriam o apanágio da exclusividade ?), tendo ao fundo a imagem da televisão com o próprio parlamentar votando. São estes alguns de nossos representantes. 

Soluções
Já que o novo (?) governo Temer nascerá, naturalmente, com maioria parlamentar, a solução seria propor uma imediata reforma política. O voto distrital, ou distrital-misto, pode ser uma solução. O que não dá é para ficar desse jeito.

e também acabar com o foro privilegiado!!!

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Curtas de Elio Gaspari

Direto de Elio Gaspari

Gracinha
Uma proposta de ordenamento dos troca-trocas partidários, aprovada pelo Senado e mandada à Câmara, prevê que os parlamentares possam mudar de siglas em casos de fusão e incorporação de partidos.

Parece coisa razoável, mas a mão de gato excluiu a hipótese da migração por causa da criação de um novo partido. 

O truque destina-se a inibir a criação da Rede, de Marina Silva. Se tudo der certo, nesta semana a Câmara desfaz a mágica.



Kit esculacho
Mandarins da Confederação Brasileira de Futebol varreram seus arquivos e listaram as bocas livres solicitadas e concedidas a ilustres figuras dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. 




Lily Safra na rede
Impulsionado por suas manias, Roberto Carlos pagou o mico de seu encanto pela censura e perdeu nove amigos, logo os nove ministros do STF.

A decisão do Supremo liberou a publicação de biografias e desfez a mais absurda das proibições, a que desde 2013 vedava a venda no Brasil, da versão eletrônica da edição americana de "Gilded Lily" ("A Dourada Lily").

Nela a jornalista canadense Isabel Vincent contou a vida da linda gaúcha Lily Watkins e seus quatro maridos. O segundo, dono do "Ponto Frio", suicidou-se.

O quarto, o banqueiro Edmond Safra, morreu asfixiado no banheiro de seu apartamento em Monte Carlo em 1999.

Aos 80 anos, Lily Safra é a viúva mais rica do mundo e dedica-se à filantropia. Estima-se que sua fortuna esteja em US$ 1,2 bilhão. Por baixo, já doou mais de US$ 200 milhões. Em 2012, leiloou 70 peças de sua caixa de suas joias e distribuiu todo o dinheiro.

Se as livrarias eletrônicas seguirem a ordem do STF, os brasileiros poderão baixar "Gilded Lily" por US$ 11,79.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Reformado o parecer da reforma política

Por  Marcela Mattos, para VEJA on line


Relator aumenta mandato de senador para 10 anos
Relator da reforma política na Câmara, o deputado Marcelo Castro (PMDB-PI) alterou seu parecer apresentado na última terça-feira e aumentou para dez anos o mandato de senadores - hoje de oito anos. Conforme texto anterior, todos os cargos eletivos teriam a duração unificada em cinco anos.

Arte de TENÓRIO


O relatório da reforma política está previsto para ser votado na próxima terça-feira. Conforme prazo estipulado pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o projeto vai ser votado na última semana de maio - com ou sem um parecer do colegiado.

A mudança foi anunciada nesta quinta-feira após os senadores sinalizarem que, caso fosse aprovada a redução do período de mandato, a reforma política seria alterada na Casa, o que protelaria a tramitação e faria com que a matéria dificilmente fosse aprovada a tempo para a próxima eleição. Para entrar em vigor em 2016, a proposta de emenda à Constituição (PEC), que tem de ser analisada em dois turnos e exige maior quantidade de votos, precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado até outubro deste ano.

Arte de ??


A coincidência do período dos mandatos foi proposta para possibilitar a unificação das eleições de todos os cargos eletivos. O Brasil atualmente passa por campanhas eleitorais a cada dois anos, com as eleições de prefeitos e vereadores separadas das eleições de presidente da República, governadores, deputados federais e estaduais e senadores.

Para colocar a proposta em prática, o relator também cedeu à pressão de prefeitos e vereadores e incluiu no parecer a previsão das eleições coincidentes a partir de 2022. O relatório inicial determinava a unificação em 2018.


Arte de PATER


Outra mudança diz respeito aos suplentes de senador. Pela regra atual, ao apresentar o registro da campanha, o candidato carrega consigo dois suplentes, que podem acabar assumindo a vaga sem terem recebido nenhum voto. Normalmente, são indicados para o posto familiares dos candidatos ou grandes empresários que financiam a campanha. Marcelo Castro defendia que os suplentes deveriam obedecer a ordem da lista dos candidatos mais votados, independentemente do partido. Mas acabou aderindo à proposta de que cada senador pode carregar um suplente, contanto que não seja cônjuge ou familiar sanguíneo de até segundo grau.

Arte de NICOLIELO


Cláusula de barreira - Marcelo Castro também afrouxou as regras para a cláusula de desempenho, norma que estabelece regras para o funcionamento dos partidos. O relator mudou de 3% para 2% a quantidade mínima dos votos apurados na última eleição para a Câmara dos Deputados para que as legendas possam ter acesso à propaganda gratuita em rádio e televisão e acesso ao fundo partidário. Os votos devem estar distribuídos em pelo menos um terço das unidades da federação, com um mínimo de 1% do total de cada uma delas.

Foram mantidos outros pontos do relatório apresentado na última terça-feira, como o fim da reeleição, financiamento misto de campanha e o sistema eleitoral no formato "distritão", que prevê a eleição dos candidatos que obtiverem a maior a quantidade de votos em cada estado.