quarta-feira, 9 de setembro de 2009

O que acontece, na visão de ...

charge de marco jacobsen


Lula cai
Luiz Inácio, também conhecido como efeito teflon (nada gruda nele), caiu quatro pontos na pesquisa Sensus desta primeira semana de setembro. O clima conturbado - defesa de Sarney e outros pontos de tensão na esfera federal - baixaram um pouco a bola de Lula.
Que, imediatamente, puxou a alavanca da imagem, elevando o tom a respeito do Pré-Sal e sua importância para a elevação do país à condição de potência do petróleo. A propaganda governamental - intensa e com foco na auto-estima dos brasileiros - poderá resgatar os pontos perdidos por Lula.


Sarkozy e o cofre cheio
O Brasil vai às compras. E começa a desfraldar a bandeira de Nação mais forte da região nas frentes naval e aeronáutica. O pacote comprado da França - submarino, helicópteros e os aviões de caça Rafale - deverá chegar aos R$ 31,1 bilhões.
Os recursos serão financiados por bancos franceses e espanhóis. Lula fechou posição em torno do avião francês, que é o mais caro. Os americanos e os suecos ficarão - literalmente - a ver navios.
Dizem que os EUA não ganharam a parada porque poderiam vetar a transferência de tecnologia. E o avião sueco ainda está no desenho. Pode ser. Argumento central : o Brasil quer usar a França como parceira estratégica.
E a potência naval ?
E, por que o país quer ser potência naval e aeronáutica, a mais forte da região, com a compra dos armamentos franceses ? Será que o nosso petróleo poderá ser surrupiado ? Piratas da Somália poderão fugir com os nossos cargueiros de óleo ?
Sei não. Essa justificativa - proteção de nossas costas e do nosso óleo - mais parece conversa mole para boi dormir ou, como diria o senador Marco Maciel, prosopopéia flácida para acalentar bovinos.
Serra, o dobro de Dilma
José Serra tem, hoje, um índice de intenção de voto que é o dobro do conseguido por Dilma Rousseff : 39% a 19%, segundo a pesquisa Sensus. Mas Dilma poderá chegar aos 30%. Serra poderá oscilar, na campanha, entre 40% a 45%. Com os votos de Marina Silva e Ciro Gomes, teremos um segundo turno mais que agitado.
O voto de decisão será influenciado por : fatores econômicos, episódios pontuais - circunstâncias - e um inesperado golpe de sorte de algum candidato, sendo este fator bastante imprevisível.
PAC continua empacado
O Programa de Aceleração do Crescimento é um slogan que acabará se transformando em bumerangue. Vejam só : em São Paulo, apenas 6% das obras previstas pelo PAC estão dentro do calendário. Ou seja, mais de 90% não entraram nos eixos.
Por isso mesmo, Lula já não fala muito desse empacado PAC. A recorrência, agora, é pré-sal, pré-sal, pré-sal...
Que, como se sabe, vai mostrar petróleo rentável apenas entre 2020/2025.


Querelas salgadas
Nas próximas semanas, o país mergulhará em águas salgadas. Os quatro projetos em torno do Pré-Sal deverão acirrar os debates na Câmara e no Senado.
O mais polêmico dirá respeito à partilha dos royalties, cuja Comissão terá como relator, o deputado Henrique Alves (PMDB-RN), líder do PMDB na Câmara, e como presidente, Arlindo Chinaglia (PT-SP). Os canhões para disparo de sal começam a ser fabricados.
E a vacina contra a suína, hein ?
Quando essa gripe suína estiver nos estertores, chegará ao Brasil um carregamento de vacinas da França : um milhão de vacinas. Os franceses ainda mandarão material para fabricação de 17 milhões de doses. É muita dose atrasada para muita gripe anterior.