Das doze medalhas de ouro esperadas, até agora, a
Suécia ainda não ganhou nenhuma em Pequim, no que vem sendo chamada de “
a pior performance sueca numa olimpíada desde 1904”, quando, aliás, o país nem participou.
Agora, a situação não é nada boa e o pior de tudo é que os suecos estão em último lugar na comparação com os demais países escandinavos (Dinamarca, Noruega e Finlândia). Tudo isso, é claro, motiva gozações na vizinha Dinamarca, onde os jornais citam, sem dó, o que um jornalista sueco escreveu em seu blog sobre os jogos: “
Se querem ouvir o hino nacional sueco, então procurem no YouTube”.
Primeiro, foi a queda de
Susanna Kallur, logo no início da corrida na semifinal dos 100 metros com barreiras. A atleta, que jamais havia caído antes numa prova, saiu da pista em lágrimas.
Depois, foi o maiô de
Therese Alshammar, cujo zíper quebrou e não quis subir, justo antes da semifinal dos 50 metros nado livre, acabando com o sonho sueco da medalha de ouro na natação.
Ara Abrahamian, grande esperança para a medalha de ouro na luta livre, protagonizou um escândalo quando, eliminado da final, venceu a luta pelo bronze e depois jogou a medalha no chão, em protesto pelas decisões dos juízes.
As meninas do futebol lutaram bravamente, mas perderam frente à Alemanha.
Na classe Star, na vela, até quarta-feira passada os suecos esperavam que
Fredrik Lööf e Anders Ekström fossem os vencedores, já que se encontravam numa posição de grande vantagem frente aos demais competidores. Na quinta, os velejadores suecos chegaram a se jogar na água após a prova, comemorando o que pensavam ser a medalha de prata. Só que havia um erro no painel: chegaram em décimo, e não em nono lugar, como indicado. O protesto formal não foi nem aceito e, no final, os frustrados suecos ficaram mesmo é com o bronze, atrás dos britânicos e dos brasileiros
Robert Scheidt e Bruno Prada. Por fim,
Stefan Holm traria para casa o ouro no salto em altura. Acabou ficando com o quarto lugar, sem medalha, provocando manchetes como a do jornal
City Stockholm: “Aqui morreram os jogos olímpicos”.
Os maus resultados vão-se acumulando e a frustração aumentando a cada dia. As esperanças, para evitar o que os suecos consideram um fiasco total, estão, agora, depositadas no salto em distância de
Carolina Klüft, de quem se espera a marca dos sete metros (
Nota do pilórdia: Na prova em que a Maurren Maggi conseguiu a medalha de ouro, a sueca não alcançou o pódio). Outras possíveis medalhas poderiam vir do ciclismo, da canoagem, do tênis de mesa e do tae kwon do, mas esses são, todos, esportes que não contam muito para os suecos em geral.
Só uma vez na história das participações suecas em olimpíadas, em Seul 1988, o país ficou sem medalhas de ouro. Mas naquele ano, os suecos pelo menos voltaram para casa com um total de onze medalhas, entre prata e bronze. A conclusão é que o número oito, o número da sorte na China, definitivamente não traz sorte à Suécia.
Nota do Pilórdia: Até este momento a Suécia conquistou 5 medalhas , sendo 4 de prata (duas no ciclismo , uma no hipismo e uma no tênis) e 1 de bronze na vela.