sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Joice, uma apresentadora "porreta"

Por Rodrigo Constantino
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Joice, uma  apresentadora "porreta". Ou: Onde está a FOX NEWS do Brasil?
Seria indelicado de minha parte meter o pau na decisão da VEJA de dispensar Joice Hasselmann, até porque fui alvo da mesma decisão recentemente, como todos sabem. A Abril deve ter seus motivos, e a decisão empresarial deve ser respeitada.

Arte de SPONHOLZ


Mas não posso deixar de expressar minha preocupação. Afinal, seja por problema de dinheiro ou por pressão do governo, como alguns leitores suspeitam, o fato é que a VEJA está perdendo importantes “soldados da resistência”, e isso acende a luz de alerta.

Joice era uma apresentadora “porreta”, como dizem por aí. Conheço poucas como ela, com sua capacidade de liderar uma entrevista e fazer as perguntas difíceis, com o conhecimento teórico e a coragem de dizer o que pensa, mesmo incomodando as autoridades.


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Não tenho dúvidas de que ela vai encontrar novo espaço logo, pois alguém com seu talento – e sua energia – não fica muito tempo parada, no ócio. O que está acontecendo é mais uma prova de que o Brasil precisa, com urgência, de um canal de direita, tipo uma Fox News.

Não falo apenas do ponto de vista da causa liberal; o empreendedor que perceber a demanda reprimida por esse tipo de mensagem e postura no Brasil ganhará muito dinheiro! Onde está nosso Bill O’Reilly? Onde está nosso Sean Hannity? Onde está nosso Greg Gutfeld? E, por fim, onde está nossa Megyn Kelly, a estonteante loira que coloca os convidados contra a parede cobrando deles coerência?


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Eles existem, mas não têm espaço na grande imprensa. São, por exemplo, Alexandre Borges, Bruno Garschagen, eu mesmo, e Joice Hasselmann, claro! Já pensaram num programa de bate-papo com essa turma? Já pensaram em entrevistas com os “progressistas” tocadas por esse time? Seria o pânico dos que estão acostumados com as bolas levantadas por nossos típicos jornalistas. Que falta faz uma Fox News no Brasil!

Enquanto esse sonho não se realiza, fica aqui a dica para algum empreendedor ousado, para algum editor corajoso de um canal de TV: vejam o que aconteceu com a editora Record no mercado de livros com o nicho da “nova direita”. Simplesmente bombou! Vejam o que o Partido Novo conseguiu em pouco tempo nas redes sociais. A direita é órfã hoje no Brasil. Quem vai assumir a paternidade na grande mídia?