terça-feira, 15 de setembro de 2015

Por Alex Campos para o JB


Em troca da CPMF, Dilma corta as unhas
Só faltou os ministros Levy e Barbosa anunciarem o seguinte: em vez de cortar gastos, a presidente vai cortar as "unhas" em troca da CPMF e vai cortar os "cabelos" em troca de mais impostos.

Foi prometida agora uma economia de 26 bilhões de reais.

Arte de PAIXÃO


O problema é que não dá pra confiar num governo até hoje incapaz de um pequeno gesto com grande simbolismo - que seria reconhecer seus erros e se desculpar por eles.

O principal não veio!

Eram esperadas medidas objetivas para reduzir os abusos, excessos e exageros, que formam o tripé oficial do desequilíbrio nas contas públicas.

Na prática, o pacote da Dilma só empurra com a barriga: empurra a conta pra cima dos contribuintes, empurra a responsabilidade pra cima do Congresso e empurra a suposta solução pra cima do imponderável, do improvável ou do impossível.

Não há mais como ampliar os limites da arrecadação, sem fixar limites para as despesas. 

Se era para acabar em impostos, mais impostos e 'mais e mais impostos', não precisava a Dilma ter chamado o Levy.

Bastava manter a submissão do Mantega.