Por Sérgio Bandeira de Melo
Apesar dos flagrantes apoios postais, Lula já não ergue postes como antigamente. Chora Padilha; chora Lindinho; chora a lindinha senadora do Paraná.
Por falar em Senado, Suplicy foi mandado pra casa de capote, mas teve muito mais votos que o ministro da saúde financeira cubana, o senhor do engenho petista de importar médicos escravos a preço vil, o poste imperial da vez.
E isso é de suma importância, pois, desde que Suplicy desafiou Lula para prévias em 2002, sofre bullying companheiro. Por causa desse inadmissível crime de lesa-majestade, foi condenado à pena perpétua em seu próprio partido. Tornou-se um morto-vivo dentro do PT, ridicularizado pelos próprios correligionários, que ficaram com Martha na divisão do espólio político do casal. Em tempos dos algozes futebolísticos Zidane e Canigia, preferiam a amizade um franco-argentino.
Como Suplicy é, antes de tudo, um boa-praça, maluco-beleza, aí vai uma brincadeira. Informo que há vaga temporária para cantores de churrascaria no Rio Grande do Sul, e com carteira assinada em Minas, Bahia e Piauí. Por outro lado, o da rua, a filial de Brasília fechou as portas por falta de público e qualidade do serviço. O couvert artístico oferecerá renda mínima ao intérprete de Blowin’ in the Wind, e darão preferência aos candidatos que ficaram na poeira.
O fato é que Suplicy tinha luz própria. Acostumado à ribalta, nunca entrou na baixaria generalizada que o PT orquestrou e exibiu contra Marina. Tanto que a líder da Rede Sustentabilidade citava o perdedor da disputa paulista – ele ou Serra – para o seu eventual governo. O tal “governar com os melhores do PT e do PSDB”, mas está ficando difícil encontrar outros exemplos dentro do partido da estrela cada vez mais solitária.
A hora é de definição. Votei em Marina, fiz campanha pra Marina, tudo da minha própria cabeça, sem santinhos eletrônicos ou ordem unida. Da mesma forma, afirmo que apoiarei Aécio até o dia 26 de outubro, pelo menos. Espero que saia do expressivo terceiro lugar que conseguimos, com um tempo de televisão ridículo, um baita programa de coalizão com o PSDB. Serei tachado de coxinha, mas já sou grandinho e suficientemente taxado pela turma de baixo, a do tornozelo eletronicamente ocupado.
Aproveitem os últimos dias, iconoclastas! Depois que o próprio Lula, às gargalhadas, afirmou aos blogueiros amestrados no Instituto homônimo que inventava números para falar mal do governo, enganando o mundo e este que vos fala, não é mais heresia falar mal do amigo de maluf, collor, barbalho, renan e sarney, cuja oligarquia defendida pelo pulha desmoronou ontem.


