quarta-feira, 13 de outubro de 2010

No futebol frances, a meritocracia entra em campo

Por Fabio Kadow, em seu Jogo de Negócios

Há poucos dias a Federação Francesa de Futebol (FFF) já havia supreendido quando anunciou que iria devolver o dinheiro dos patrocinadores que investiram em ações para a última Copa do Mundo, quando o time teve uma atuação vergonhosa dentro e fora de campo.

François Prévert, em 1950
Foto de Robert Doisneau


Mas as novidades não param por aí: agora a entidade resolveu, de forma inédita, que para os próximos quatro anos o valor a ser pago será de acordo com o desempenho do time e comportamento dos jogadores.

As 20 empresas que ainda mantêm contrato com a FFF concordaram com o novo sistema inicialmente, que também prevê um bônus de até 15% para o caso de bons resultados nos principais torneios e de nenhum jogador ou integrante da comissão técnica causar um escândalo negativo - como fez o atacante Anelka e outros quando se recusaram a treinar durante a Copa da África do Sul.

Porém, caso o contrário ocorra, poderá haver também um desconto de 15% nos pagamentos.

Com estas duas medidas a FFF acredita que começa um novo relacionamento com as empresas, de confiança, já que alguns patrocinadores haviam suspendido campanhas e até encerrado contratos após os episódios da seleção na África.