sexta-feira, 7 de maio de 2010

Meu voto vai para ...



Por André Carvalho (*)
Em 28 de abril de 2010
btreina@yahoo.com.br




Meu voto vai para ...
Com a eleição presidencial cada vez mais próxima toma corpo a disputa plebiscitária entre Dilma Rousseff e José Serra não havendo mais uma possível mudança do quadro com a aliança entre Ciro Gomes e Aécio Neves, caso o ex-governador paulista desistisse de concorrer ao posto máximo, optando pela reeleição garantida ao governo do seu estado, como muito se especulou.

Jamais votei colocando meus interesses à frente dos interesses da nação, do estado ou do município. Agora, todavia, penso que chegou o momento de olhar para meu umbigo, como faz a maioria dos brasileiros. Ou você acredita que os beneficiários do bolsa família e das demais bolsas e cotas votam no ideário do candidato ou do partido? Convenhamos: farinha pouca, meu pirão primeiro.

Nos últimos três anos meu maior hobby foi escrever arrazoados e distribuí-los aos amigos, via e-mail ou através do blog Pilórdia. Comecei a escrever por indignação, ao escutar a então Ministra do Turismo, a petista Marta, no auge da crise na aviação civil, sugerir aos atônitos passageiros: relaxem e gozem. A partir de então, tendo Inácio da Silva e sua trupe como manancial, não mais parei.

Vou votar em Dilma porque a quero na Presidência da Republica e o PT, no comando do governo. Caso isto aconteça terei assunto de sobra para discorrer ao longo dos próximos anos, se a liberdade de expressão não for abortada, como o atual governo tentou fazer algumas vezes, a última delas, através do III Plano Nacional dos Direitos Humanos.

Dia desses, Rousseff, ainda ministra, começou assim um discurso de campanha: “Vocês aqui de Juiz de Fora, homens, mulheres, as crianças… ” acontece que o comício era em Governador Valadares. Alertada pelos gritos da plateia Dilma entregou o reitor da universidade da região, acusando-o pela informação incorreta. Na época da repressão, com a tortura varando solta os porões da ditadura, era natural o preso entregar seus companheiros, “aparelhos” e senhas. Não há mais necessidade de dona Dilma alcaguetar alguém, até porque os torturados de agora somos nós.

Na conferência sobre o clima, em Copenhague, minha candidata afirmou cheia de convencimento e até com uma ponta de prepotência: “o meio ambiente é uma ameaça para o crescimento sustentável” O ambiente deve ter ficado meio envergonhado, meio risonho. Mas Dilma é assim mesmo e vem se especializando em falar bobagens. Antes, foi a questão da energia elétrica, que ela garantiu não iria faltar. Aí “pintou” aquele tremendo apagão! Já havia o bafafá dos encontros com a belezoca da Receita Federal: recebi no gabinete, não recebi. Ela veio, mas não entrou. Entrou, mas não falou. Falei, mas não disse e por ai vai!

Ah! Ia esquecendo do mestrado e do doutorado que a candidata iniciou, enrolou, abandonou e divulgou como concluídos, para, em seguida, desfeita a farsa, qualificar a inacreditável tentativa de fraude como um ledo engano.

A mãe do PAC e madrasta da verdade, livre da peruca, transita aos tropeços por palanques maranhenses, auditórios europeus e suítes luxuosas anunciando planos de governo por entre sorrisos forçados e manhas do marketing político.

Gostei muito quando ela disse, semana passada, que o outro candidato parece biruta de aeroporto. Dilma é mesmo destrambelhada: falar em aeroporto e em biruta, depois de sete anos de caos dos aloprados petistas é mesmo uma maluquice. O melhor, contudo, aconteceu na inauguração do hospital da mulher na baixada fluminense: lá, “meu ídolo” bradou, referindo-se às mulheres: “a gente não faz facilmente besteira” (…). É a gloria!!!

Meu voto é seu, Dilma. Se eleita, não me faltará assunto.
 
(*) André Carvalho não é jornalista, é "apenas" um cidadão que observa as coisas do dia-a-dia. Um free lancer. Ou segundo sua própria definição: um escrevinhador. Seus sempre saborosos textos circulam pela web via e-mails.