Megafraudadora do INSS é condenada a devolver R$ 200 milhões
A Advocacia-Geral da União (AGU) divulgou nesta quinta-feira que a advogada Jorgina de Freitas, considerada a maior fraudadora da história do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), foi condenada a devolver R$ 200 milhões aos cofres públicos referentes ao pagamento de ação acidentária fraudulenta. A decisão foi proferida pela 27ª Vara Federal do Rio de Janeiro, que também condenou o contador Carlos Alberto Mello dos Santos e manteve o bloqueio dos bens de todos os envolvidos para leilão.
A fraude consistia em desviar mais de 50% de toda a arrecadação do INSS à época e repassá-la ao segurado Assis dos Santos. Os cálculos eram feitos sempre da mesma forma, segundo a AGU: o contador transformava o benefício da condenação em salários mínimos na data do acidente, adequando-o à data em que efetuou os cálculos e procedendo à correção monetária deste valor, já atualizado, aos índices da época.
A indenização foi paga em fevereiro de 1991, sendo que o autor havia falecido em 23 de maio de 1986. Segundo a AGU, Jorgina de Freitas alegou que ficou com o montante porque Assis teria outros filhos e ela "não saberia a quem entregar o dinheiro".
Jorgina foi condenada a 14 anos de prisão em 1992, mas fugiu para a Costa Rica, onde ficou até 1997. Ele foi recapturada pela Justiça brasileira em 2008 e está presa desde então. Recentemente, o Supremo Tribunal Federal (STF) negou recurso da advogada para apelar da sentença.
Desde a descoberta das fraudes pelos procuradores do INSS, foram devolvidos aos cofres públicos mais de R$ 69 milhões. O valor total do desvio seria maior que R$ 500 milhões
charge de Angeli, para a Folha de SP
Quase 20 anos após o crime ocorrido, a Justiça brasileira se pronuncia!
E a pena financeira é inferior ao valor estimado do desvio.
È, no Brasil o crime compensa!


