Que presidente nós queremos?
Depois que vi matéria de página no Wall Street Journal considerando o Brasil não potência do futuro, mas de tomorrow, confesso que senti medo. Meu primeiro questionamento foi: que quadro político temos para sustentar esse status quo e alavancar tamanho desenvolvimento com o equilíbrio e a visão que devem ter o administrador de uma grande potência? Com o quadro atual neste ano de eleição, entre pessimista e esperançoso vendo meu passe ao time dos realistas.
O que esperar de Dilma e Serra?
Imagem via Dia de Fúria
Imagino Dilma, aplicando o projeto de poder do PT, envergando um cáqui, charuto na boca, boininha a la Che, transbordando a ira dos seus olhos embrutecidos sobre a nação que pensa, escudada no bando paramilitar do MST e nos milhões de pelegos - de imprensa e de sindicatos - que o PT coonestou desde o início do atual governo.
Imagino também Serra, aplicando o projeto elitista e colaboracionista (!) do PSDB, entregando na bandeja as maiores fontes de riqueza de nosso país, desempregando milhões de trabalhadores e sustentando, por obra e graça de uma promessa de campanha, essa aberração de esmola que representa o Bolsa Família.
Que país temos hoje? Pode-se dizer que avançamos no social apenas porque a ascensão das classes C e D provocou um pico de consumo jamais visto no Brasil? A miséria veste Prada? Como escolher entre morrer na fila dos hospitais, de assalto a caminho de casa, ou de indignação grave ao ver diariamente as imbecilidades de um presidente que nada preside, nada sabe, nada viu e ainda troca figurinhas com o que há de mais espúrio na política nacional e mundial?!
Até quando vamos esperar pelas reformas que fariam do Brasil uma nação realmente desenvolvida? Por um presidente que realmente trabalhe e tenha a coragem de peitar esse desonrado Congresso nacional e promover as mudanças necessárias para manter a paridade entre o econômico e o social? Foice e martelo, bico de tucano e outros emblemas inúteis já nada representam na política mundial.
Capitalismo, comunismo, socialismo, todos os sistemas fracassaram simplesmente pela falta de homens, da estirpe de Mandela, por exemplo.
Mas parece que o quadro já está definido, as escolhas estão postas. Serão as que nós precisamos? Que presidente nós queremos?
(*) Antônio Luís Almada é jornalista. Publica seus artigos no jornal A Tarde/Ba e neste blog.

