domingo, 24 de janeiro de 2010

Traduzindo o Baianês! - XIV

O Pilórdia  "explica" o dialeto Baianês como ele é falado no dia-a-dia. E vamos logo que o sol está de rachar. Misturaê!



Especial Traduzindo o Baianês
capítulo XIV



Jeane, a baiana de acarajé mais bonita da Bahia!


O Baianês na escola

Uniforme escolar é farda. Na Bahia, o que chamamos de lapiseira é o apontador de lápis, e a lapiseira propriamente dita  chamamos de grafite. E se quiser comprar o grafite, os bastões, vá na papelaria e peça pontas-de-grafite. Êita, confusão danada, né não?

Pasta de papelão nós chamamos de classificador. Se quiser fazer uma pergunta ou saber a questão da prova tem de dizer quesito. Aquele barulho feito com o giz no quadro-negro (lousa) - sim, ainda existe -  a gente chama de gastura. E se o "minino" colar na prova, nós dizemos que ele pescou. E se faltar a aula sem aviso, dizemos, filar.

O Baianês na padaria

Pão de 50 gr chama-se  cacetinho. Pão de 200 gr chama-se Vara. Pão donzelo é pão sem manteiga. Lanche chamamos de merenda. Bala ou queimado é bombom. Nego bom é doce de banana redondo. Rabanada chamamos de fatia-de-parida. Avoador é biscoito de vento.

O Baianês no tabuleiro da baiana

Acarajé é bolinho de feijão frito. Abará é o bolinho de feijáo cozido.  O bolinho de estudante também chamado de punheta é bolinho de puba. Cocada de Amendoim é pé-de-moleque. Quebra-queixo é puxa-puxa.

Fontes
Expressões e terminologias
- Entreouvidos nas ruas, becos, bares, botecos e cacetes-armados;
- Dicionário de Baianês, de Nivaldo Lariú

Texto de apoio
- de minha autoria (Xíí!)