segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Post nº 5.000.

Exatamente isso. Este é o post de nº 5.000 e é gratificante afirmar que nessas 5.000 postagens, este blog sempre procurou identificar a autoria de um texto ou matéria, e sua respectiva fonte, citando o nome e o link do site ou blog de origem.

E já que este post é tão especial, nada mais justo que seja um artigo do jornalista baiano Antonio Luís Almada que assim retorna 'a nossa equipe de colaboradores, ele que desde o nascedouro do Pilórdia escreve, inicialmente sob o pseudônimo Andres Viriato e posteriormente com o seu próprio nome. Obrigado Almada. Obrigado a voces, pilordianos. Mas vamos ao que interessa, ao artigo.


2012 vem aí
Como vai ser 2010 meu coração brasieiro já está cansado de saber, daí estar agora preocupado com 2014. Não, não é por causa da Copa do Mundo no Brasil, mas pela expectativa de saber qual sobrevivente pós 2012 será ungido à presidência da República.

E não me perguntem se sou dos que acreditam no fim do mundo ou em funestas previsões semelhantes, apenas estou usando minhas defesas mentais, firme em acreditar que não será pertinente, às portas da mudança de ano, desejar feliz Dilma Roussef a todos vocês.

Nem mesmo o pré-sal, o biocombustível, tanta Amazônia e nossas invejáveis reservas de tudo que é ouro renovam minha esperança de fitar com ufanismo a pátria amada idolatrada.

Já tenho como certo e indiscutível que o problema do Brasil é um só: o brasileiro. E que esse problema não se resolve com o voto, como não vai se resolver com nenhum Araguaia ou secessão parecida. Sou eu, é você, é o cara e, também, toda a diretoria do Esporte Clube Bahia.

Estou brincando? Juntando alhos com bugalhos, como vêm fazendo há dezenas de anos o Executivo, o Legislativo, o Judiciário e a maioria de nossos homens públicos? Há 38 anos como jornalista, tenho lido e repetido matérias, leads e manchetes semelhantes, a ponto de ninguém mais se indignar com o que se tornou "café pequeno" na vida política de nosso país.

Não vejo mais luz no fim do túnel simplesmente porque é praticamente impossível uma varredura impiedosa na vida pública, espécie de solução final para assepssia moral, e porque o voto é viciado, encomendado e inútil.

Daí, estou torcendo por 2012, pelo "meu" 2012, pois cada um imagina suas tsunamis, terremotos e maremotos de acordo com seus cinzéis e cavaletes mentais.Tanto que estou muito animado para comprar jornais numa banca sem vendedor, viajar num ônibus sem cobrador e contrair crédito sem apresentar CPF ou carteira de identidade.

Tenho certeza de que meus filhos, meus netos e meus sobreviventes não vão continuar pagando a conta. Nem se preocupar com os noticiários do dia-a-dia, porque, acreditem, político brasileiro é tão nocivo ao cérebro e ao coração quanto o cigarro que ainda fumo.

E aí, podem acreditar, o pós-2012 vai tirar todos nós da merda.

Antônio Luís Almada é jornalista.