Lula é um presidente monotemático. No momento, as sondas de sua retórica encontram-se enfiadas nas profundezas.
Ele dorme com o pré-sal, acorda com a Petrobras, toma óleo no café, mastiga o modelo de partilha no almoço e janta a oposição.
O presidente se repete com límpido impudor. Não tem escrúpulos de usar, mil vezes, a mesma metáfora.
O pré-sal, Lula repisa à exaustão, é um “bilhete premiado”, o “passaporte para o futuro”, a “segunda independência do Brasil”.
Na noite de domingo, véspera do feriado de 7 de Setembro, Lula invadirá os lares brasileiros numa cadeia de rádio e TV.
Gravou o pronunciamento nesta sexta (4). Aborda três temas. Num trecho, Lula venta pré-sal. Noutro, chove pré-sal. Mais adiante, relampeja pré-sal.
Uma coisa muito repetida costuma perder a solenidade. É precisamente o que deseja Lula: transformar o pré-sal num assunto de mesa de botequim.
A massificação é tão intensa que, em dado momento, mesmo o brasileiro mais humilde vê-se compelido a exclamar:
“Ah, o pré-sal! Que maraviha! O país está salvo! A nação se redime! O Brasil será outro Brasil!”
O óleo só jorrará em escala comercial depois de 2015, quiça 2020. Mas o trololó ininterrupto de Lula acomoda o futuro a um palmo do nariz.
Sem discurso próprio, a oposição é escrava da agenda de Lula. Corre atrás do lero-lero do presidente como cachorro raivoso que persegue o automóvel.
Os rivais de Lula, por incompetentes, descem à crônica política como cães que ladram enquanto a caravana passa.
Ele dorme com o pré-sal, acorda com a Petrobras, toma óleo no café, mastiga o modelo de partilha no almoço e janta a oposição.
O presidente se repete com límpido impudor. Não tem escrúpulos de usar, mil vezes, a mesma metáfora.
O pré-sal, Lula repisa à exaustão, é um “bilhete premiado”, o “passaporte para o futuro”, a “segunda independência do Brasil”.
Na noite de domingo, véspera do feriado de 7 de Setembro, Lula invadirá os lares brasileiros numa cadeia de rádio e TV.
Gravou o pronunciamento nesta sexta (4). Aborda três temas. Num trecho, Lula venta pré-sal. Noutro, chove pré-sal. Mais adiante, relampeja pré-sal.
Uma coisa muito repetida costuma perder a solenidade. É precisamente o que deseja Lula: transformar o pré-sal num assunto de mesa de botequim.
A massificação é tão intensa que, em dado momento, mesmo o brasileiro mais humilde vê-se compelido a exclamar:
“Ah, o pré-sal! Que maraviha! O país está salvo! A nação se redime! O Brasil será outro Brasil!”
O óleo só jorrará em escala comercial depois de 2015, quiça 2020. Mas o trololó ininterrupto de Lula acomoda o futuro a um palmo do nariz.
Sem discurso próprio, a oposição é escrava da agenda de Lula. Corre atrás do lero-lero do presidente como cachorro raivoso que persegue o automóvel.
Os rivais de Lula, por incompetentes, descem à crônica política como cães que ladram enquanto a caravana passa.
