domingo, 6 de setembro de 2009

Collor, o Imortal das Alagoas!

"Duela a quem duela"


Tres presidentes e uma paixão
José Sarney é imortal desde 1980. Em setembro do ano passado, Lula assinou o acordo ortográfico na Academia Brasileira de Letras e informou no meio do discurso que, entre todos os romancistas, Machado de Assis é o preferido. Nesta quarta-feira, Fernando Colllor ganhou uma vaga na Academia Alagoana de Letras ─ e a imortalidade regional.

Talvez tenha sido enfim localizado o traço comum que conseguiu cauterizar feridas, revogar ressentimentos e transformar três ferozes desafetos em amigos de infância: a paixão pela literatura.




Collor, o acadêmico e o lado bom da coisa
Vocês me obrigam a cada coisa!
Pedem que eu comente a eleição de Fernando Collor para a Academia Alagoana de Letras, mesmo sem ter escrito livro nenhum.
Vocês precisam aprender a ver o mundo pelo lado bom. Poderia ser pior? Sim! Ele poderia ter escrito um livro!




Os imortais
Muita gente reclama da indicação do ex-presidente Fernando Collor para a Academia Alagoana de Letras, sem que ele jamais tenha escrito um livro. Como disse o blogueiro Reinaldo Azevedo, poderia ser pior: ele poderia tê-lo escrito.
Mas essa história de membros da Academia sem grande intimidade com a literatura é uma tradição. O ditador Getúlio Vargas se elegeu para a Academia Brasileira de Letras com a coletânea de seus discursos – que, a propósito, não eram escritos por ele.
O general Lyra Tavares, membro da Junta Militar que governou o Brasil após o derrame do presidente Costa e Silva, também chegou lá – mas ele, pelo menos, tinha publicado poemas, com o sugestivo pseudônimo Adelita (Aurélio de Lyra Tavares). Sem obra literária de peso, tornaram-se imortais.