charge do duke Por Francisco Petros e José Marcio Mendonça
Sarney, um mal do Brasil
José Sarney é daqueles males que permeiam a arena política brasileira das mais sofridas mazelas. Prócer do regime militar, presidente do partido que deu sustentação à ditadura, acabou compondo a chapa da Nova República e tomou conta do pedaço depois da morte de Tancredo.
Sarney, um mal do Brasil
José Sarney é daqueles males que permeiam a arena política brasileira das mais sofridas mazelas. Prócer do regime militar, presidente do partido que deu sustentação à ditadura, acabou compondo a chapa da Nova República e tomou conta do pedaço depois da morte de Tancredo.
Fez um plano de estabilização que se perdeu na sua ambição de permanecer popular e não impor um ajuste fiscal necessário. Deixou o país na hiperinflação. Recolheu-se ao Senado via o Estado do Amapá eleito por um partido que já foi liderado por Ulysses Guimarães. Voltou a ser cortejado por FHC e presidiu o Senado mais duas vezes, uma delas agora.
É o hábil rei da barganha política junto com o grupelho de Temer, Renan e Cia. limitada. Membro da ABL, onde participa de conversas regadas a chá e a rechonchudos bolinhos.
Seus livros ? De qualidade literária duvidosa e cansativos versos e parágrafos. Agora está a nomear e exonerar secretamente (pode ?) netos e parentes. Meu Deus ! O homem tem vigor para tudo... Sarney é a cara do Congresso do país. Infelizmente. Tristemente. O que há de pior no país.
A última estatística oficiosa indicava, no fim da semana passada, que já passavam dos quinhentos os atos secretos expedidos no Senado nos últimos anos. Depois deste último fim de semana, já se falava em mais de mil.
A última estatística oficiosa indicava, no fim da semana passada, que já passavam dos quinhentos os atos secretos expedidos no Senado nos últimos anos. Depois deste último fim de semana, já se falava em mais de mil.
E quem conhece as entranhas da Casa presidida por Sarney diz que ainda não se viu nada. As "bisbilhotices" da imprensa ainda não chegaram à gráfica do Senado e nem ao Prodasen, o serviço de processamento de dados da Casa.
E que serve também à Câmara. Aliás, ainda não se descobriu nenhum caso de "ato secreto" na casa dos deputados. Será que os senadores não transferiram essa "tecnologia" aos colegas deputados ?
