Escrito por Lineu Barretto (*)
- especialmente para o Pilórdia
O Futebol na Europa
Para um brasileiro é penoso afirmar o que vou afirmar, mas o melhor futebol da atualidade está aqui na Europa. Pode parecer heresia para com o nosso futebol ou esnobismo por está, momentaneamente, aqui na Espanha. Quando falo de o melhor futebol, não estou falando de seleções nacionais, porque, na realidade, uma boa parte dos jogadores que atuam aqui são brasileiros, argentinos, uruguaios, entre outros paises da america latina, e africanos. Estou falando de clubes de futebol e, em particular, da Inglaterra, Espanha, Itália e Alemanha, nessa ordem. Porque os dos demais paises já não possuem a mesma capacidade competitiva que possuem os dessas quatro potências futebolísticas. Aqui os clubes, antes de mais nada, são verdadeiras empresas com alta rentabilidade. Tudo que eles fazem é visando a lucratividade do negócio. Enquanto nossos dirigentes estão se preocupando com seus projetos políticos, usando o clube como plataforma, ou em obter vantagens pessoais com as “negociações” dos atletas, que são revelados a cada ano, no Campeonato Brasileiro ou na Copa São Paulo, os dirigentes daqui da Europa, procuram estar bem informados dessas revelações para comprá-las barato, lapidar esses atletas, torná-los famosos para depois vender por 10 a 20 vezes o valor comprado. Nesse último domingo (01/03) assisti a melhor partida do campeonato espanhol dessa temporada: Atletico de Madrid x Barcelona. O jogo terminou 4 a 3 para o Atletico, mas poderia ter sido o inverso, pois, como dizem aqui, dava igual. Um jogo franco, agressivo, vibrante, desses que você não quer levantar da cadeira nem para “desbeber a cerveja”, como eu gosto de dizer. O Barcelona, que estava à frente do Real Madrid com 12 pontos, agora só tem 4 de frente. Isso está reativando a competitividade do campeonato.
Para um brasileiro é penoso afirmar o que vou afirmar, mas o melhor futebol da atualidade está aqui na Europa. Pode parecer heresia para com o nosso futebol ou esnobismo por está, momentaneamente, aqui na Espanha. Quando falo de o melhor futebol, não estou falando de seleções nacionais, porque, na realidade, uma boa parte dos jogadores que atuam aqui são brasileiros, argentinos, uruguaios, entre outros paises da america latina, e africanos. Estou falando de clubes de futebol e, em particular, da Inglaterra, Espanha, Itália e Alemanha, nessa ordem. Porque os dos demais paises já não possuem a mesma capacidade competitiva que possuem os dessas quatro potências futebolísticas. Aqui os clubes, antes de mais nada, são verdadeiras empresas com alta rentabilidade. Tudo que eles fazem é visando a lucratividade do negócio. Enquanto nossos dirigentes estão se preocupando com seus projetos políticos, usando o clube como plataforma, ou em obter vantagens pessoais com as “negociações” dos atletas, que são revelados a cada ano, no Campeonato Brasileiro ou na Copa São Paulo, os dirigentes daqui da Europa, procuram estar bem informados dessas revelações para comprá-las barato, lapidar esses atletas, torná-los famosos para depois vender por 10 a 20 vezes o valor comprado. Nesse último domingo (01/03) assisti a melhor partida do campeonato espanhol dessa temporada: Atletico de Madrid x Barcelona. O jogo terminou 4 a 3 para o Atletico, mas poderia ter sido o inverso, pois, como dizem aqui, dava igual. Um jogo franco, agressivo, vibrante, desses que você não quer levantar da cadeira nem para “desbeber a cerveja”, como eu gosto de dizer. O Barcelona, que estava à frente do Real Madrid com 12 pontos, agora só tem 4 de frente. Isso está reativando a competitividade do campeonato.
Uma coisa que eu acho interessante, no futebol europeu, é que os dirigentesDeixo uma reflexão para vocês, para que debatam nas rodadas de cervejas, quando forem assistir ao nosso clássico baiano, será que os dirigentes brasileiros, para não citar nomes, seriam civilizados o bastante para adotarem uma prática dessa, ou será que só se reuniriam para discutir como dividiriam a renda da partida, caso a desviassem... (*) Lineu Barretto é baiano de Salvador e atualmente reside em Salamanca/Espanha onde faz doutorado em Economía de la Empresa, na Universidad de Salamanca.
daqui têm um ritual de, no dia da competição, convidar o dirigente visitante
para almoçar e depois assistem lado a lado o jogo. Isso, eu creio, é uma forma
de conter os ânimos das torcidas, pois demonstra um clima de cortesia.
