cartum do dukeProduçao do Migalhas
Oi As folhas do editorial da Folha de S.Paulo falam sem refolhos sobre desfolhamento político e jurídico que se deu para a criação da nova telefônica :
"O governo Lula fez o que já se esperava. Atendeu aos interesses de uma das empresas que mais doaram recursos para a campanha presidencial de 2006, a Andrade Gutierrez, e criou um virtual oligopólio nos serviços de telefonia em todos os Estados do país, com exceção de São Paulo. (...)
Havia a lei. Foi alterada. Era preciso dinheiro público. Foi concedido. Surgiram focos de resistência entre os membros da agência que regula o setor, a Anatel. Nomeou-se uma personalidade sem experiência na área para aprovar a fusão. O Tribunal de Contas da União estranhou o negócio. Opiniões foram mudadas - em questão de 24 horas. (...)
Fecha-se, assim, o ciclo de uma espetacular sucessão de casuísmos, acomodações de interesses e jogadas clandestinas."
Ninguém duvide, há uma crise se instalando. Ela ainda não chegou a olhos vistos no Brasil, porque nossa economia não estava tão internacionalizada. Ademais, pegou o mundo no fim do ano, quando algumas coisas já estavam compradas e pagas.
Janeiro, infelizmente, será de outra forma. As montadoras serão obrigadas a um corte no quadro de funcionários. As empresas fornecedoras farão o mesmo (algumas já fizeram ou estão fazendo), e a cadeia irá se alastrar.
Só há, aparentemente, uma saída para o governo fazer a roda girar : heroicamente, reduzir (em algumas alíquotas, até zerar) o imposto de renda pago pela pessoa física. Só com esse montante a mais no bolso é que vai haver consumo. Não adianta aumentar a oferta de crédito se o trabalhador não tem como comprar. Mas isso tudo a equipe econômica já sabe. Se faz de outro jeito, é porque tem interesses a ajeitar.
E pior que ver a coisa indo pro brejo, é acompanhar a combalida burra do BNDES sendo aberta para tudo quanto é absurdo e a ministra Dilma falar em gastar bilhões no pré-sal. Tenha dó.
Oi As folhas do editorial da Folha de S.Paulo falam sem refolhos sobre desfolhamento político e jurídico que se deu para a criação da nova telefônica :
"O governo Lula fez o que já se esperava. Atendeu aos interesses de uma das empresas que mais doaram recursos para a campanha presidencial de 2006, a Andrade Gutierrez, e criou um virtual oligopólio nos serviços de telefonia em todos os Estados do país, com exceção de São Paulo. (...)
Havia a lei. Foi alterada. Era preciso dinheiro público. Foi concedido. Surgiram focos de resistência entre os membros da agência que regula o setor, a Anatel. Nomeou-se uma personalidade sem experiência na área para aprovar a fusão. O Tribunal de Contas da União estranhou o negócio. Opiniões foram mudadas - em questão de 24 horas. (...)
Fecha-se, assim, o ciclo de uma espetacular sucessão de casuísmos, acomodações de interesses e jogadas clandestinas."
Ninguém duvide, há uma crise se instalando. Ela ainda não chegou a olhos vistos no Brasil, porque nossa economia não estava tão internacionalizada. Ademais, pegou o mundo no fim do ano, quando algumas coisas já estavam compradas e pagas.
Janeiro, infelizmente, será de outra forma. As montadoras serão obrigadas a um corte no quadro de funcionários. As empresas fornecedoras farão o mesmo (algumas já fizeram ou estão fazendo), e a cadeia irá se alastrar.
Só há, aparentemente, uma saída para o governo fazer a roda girar : heroicamente, reduzir (em algumas alíquotas, até zerar) o imposto de renda pago pela pessoa física. Só com esse montante a mais no bolso é que vai haver consumo. Não adianta aumentar a oferta de crédito se o trabalhador não tem como comprar. Mas isso tudo a equipe econômica já sabe. Se faz de outro jeito, é porque tem interesses a ajeitar.
E pior que ver a coisa indo pro brejo, é acompanhar a combalida burra do BNDES sendo aberta para tudo quanto é absurdo e a ministra Dilma falar em gastar bilhões no pré-sal. Tenha dó.
