charge retirada do BlogãodoZéPor André Carvalho
btreina@yahoo.com.br
O verbo presidencial
Pós reforma ortográfica e discurso na Academia Brasileira de Letras, o “Doutor Honoris Causa” pela Universidade Federal da Bahia Sr. Luiz Inácio Lula da Silva, vem prestando farta contribuição à causa do desenvolvimento e expansão da língua mãe, inovando, construindo e popularizando expressões antes restritas aos palácios que habita e trabalha, ao ambiente sindical e aos guetos mais desassistidos. Não chega a ser um PAC, mas é significativa a obra do nosso presidente nessa área do conhecimento, ou desconhecimento, não sei bem!
Em discurso proferido ou escarrado no dia cinco p.p., em algum lugar desse mundão que freqüenta com rara ligeireza, Lula trouxe à baila o verbo “sifu”, que me parece de “quinta conjugação”, classificado como mais que irregular e defectivo, assim como tudo em seu governo. “Eu mifu, tu sifu, nós nusfu”. Entretanto, sua excelência não deve conjugar o verbo na primeira pessoa do singular, nem na primeira pessoa do plural quando estiver se referindo à sua família.
Do alto de sua popularidade, bebendo e comendo o que quer e mais alguma coisa, abarrotado de pensões e aposentadorias vitalícias, uma para cada um dos seus personagens, o presidente está muitíssimo bem e ainda encontra quem lhe sorria, mesmo que um sorriso falso, em auditórios e palanques de naipes variados. Ao presidente não cabe o “mifu”.
Sua família goza, sem rugas ou dobras, de enorme saúde fisionômica, dupla cidadania para a possibilidade de uma vida mais digna em terras européias, robusto sucesso empresarial no segmento dos contatos, e uma caixa forte sem logomarca, de fazer inveja ao Tio Patinhas. À família presidencial não cabe o “nusfu”..
Comigo e contigo a coisa é diferente. Verbo é ação! Proponho, então, uma ação. Vai a qualquer hospital público em busca de atendimento médico e por certo sairás de lá conjugando o verbo presidencial na primeira pessoa do singular: eu ”mifu”. Ao vizinho de infortúnio, jogado nos corredores das emergências, cabe dizer na segunda pessoa também do singular: tu “sifu”. À vítima da violência urbana que, sem vida, ocupa uma maca imunda e mal cheirosa, de novo o verbo palaciano, agora na terceira pessoa do singular: ele “sifu”. Como são inúmeros os hospitais, os sofredores e os mortos, o justo é conjugar-se o verbo na primeira, segunda e terceira pessoas do plural: “nós nusfu, vós sifu, eles sifu”!!!
Por onde quer que analisemos – a nação, o estado, e a população – veremos que “nusfu”. Saúde, educação, saneamento, infra-estrutura, justiça, economia, segurança pública, ética, probidade e o governo, em sua maior amplitude, merecem a origem do novo verbo do Lula.
Para amenizar os efeitos da fala presidencial só mesmo indo às compras, como implora o mais novo gerente de vendas da história deste país. Estou indo! Comprarei um protetor auricular para proteger meus ouvidos de grosserias e asneiras sem fim. Comprarei também um estoque de soníferos para repor o sono perdido nestes anos de governo petista, ou, num ato intempestivo, uma passagem de ida para o Afeganistão, com embarque imediato e retorno pós 2011.
Pra vocês que ficam não há saída: estão todos “fu”, fora as exceções conhecidas.
btreina@yahoo.com.br
O verbo presidencial
Pós reforma ortográfica e discurso na Academia Brasileira de Letras, o “Doutor Honoris Causa” pela Universidade Federal da Bahia Sr. Luiz Inácio Lula da Silva, vem prestando farta contribuição à causa do desenvolvimento e expansão da língua mãe, inovando, construindo e popularizando expressões antes restritas aos palácios que habita e trabalha, ao ambiente sindical e aos guetos mais desassistidos. Não chega a ser um PAC, mas é significativa a obra do nosso presidente nessa área do conhecimento, ou desconhecimento, não sei bem!
Em discurso proferido ou escarrado no dia cinco p.p., em algum lugar desse mundão que freqüenta com rara ligeireza, Lula trouxe à baila o verbo “sifu”, que me parece de “quinta conjugação”, classificado como mais que irregular e defectivo, assim como tudo em seu governo. “Eu mifu, tu sifu, nós nusfu”. Entretanto, sua excelência não deve conjugar o verbo na primeira pessoa do singular, nem na primeira pessoa do plural quando estiver se referindo à sua família.
Do alto de sua popularidade, bebendo e comendo o que quer e mais alguma coisa, abarrotado de pensões e aposentadorias vitalícias, uma para cada um dos seus personagens, o presidente está muitíssimo bem e ainda encontra quem lhe sorria, mesmo que um sorriso falso, em auditórios e palanques de naipes variados. Ao presidente não cabe o “mifu”.
Sua família goza, sem rugas ou dobras, de enorme saúde fisionômica, dupla cidadania para a possibilidade de uma vida mais digna em terras européias, robusto sucesso empresarial no segmento dos contatos, e uma caixa forte sem logomarca, de fazer inveja ao Tio Patinhas. À família presidencial não cabe o “nusfu”..
Comigo e contigo a coisa é diferente. Verbo é ação! Proponho, então, uma ação. Vai a qualquer hospital público em busca de atendimento médico e por certo sairás de lá conjugando o verbo presidencial na primeira pessoa do singular: eu ”mifu”. Ao vizinho de infortúnio, jogado nos corredores das emergências, cabe dizer na segunda pessoa também do singular: tu “sifu”. À vítima da violência urbana que, sem vida, ocupa uma maca imunda e mal cheirosa, de novo o verbo palaciano, agora na terceira pessoa do singular: ele “sifu”. Como são inúmeros os hospitais, os sofredores e os mortos, o justo é conjugar-se o verbo na primeira, segunda e terceira pessoas do plural: “nós nusfu, vós sifu, eles sifu”!!!
Por onde quer que analisemos – a nação, o estado, e a população – veremos que “nusfu”. Saúde, educação, saneamento, infra-estrutura, justiça, economia, segurança pública, ética, probidade e o governo, em sua maior amplitude, merecem a origem do novo verbo do Lula.
Para amenizar os efeitos da fala presidencial só mesmo indo às compras, como implora o mais novo gerente de vendas da história deste país. Estou indo! Comprarei um protetor auricular para proteger meus ouvidos de grosserias e asneiras sem fim. Comprarei também um estoque de soníferos para repor o sono perdido nestes anos de governo petista, ou, num ato intempestivo, uma passagem de ida para o Afeganistão, com embarque imediato e retorno pós 2011.
Pra vocês que ficam não há saída: estão todos “fu”, fora as exceções conhecidas.
