segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

charge do amorim



Por Carlos Brickmann, em sua coluna

1 Calma no Brasil O Plano Nacional de Defesa, apresentado na última quinta pelos ministros Nelson Jobim e Mangabeira Unger, não é para já (nem será como foi anunciado). Não é para já porque não tem qualquer verba prevista no Orçamento. E não será como foi anunciado por prever “parceria com países da América do Sul”.
Ninguém imaginaria, claro, um carro de combate com peças paraguaias ou mísseis bolivianos. A que tipo de parceria se referirá o Plano Nacional de Defesa?


2 O dinheiro que não é De outubro do ano passado até hoje, as Bolsas de Valores perderam US$ 31 trilhões. Mas as fábricas, as plantações, as casas, tudo está onde sempre esteve.
Lembra daquela piada do sujeito que queria vender um cachorrinho por um milhão de reais? Ninguém comprava; mas, um dia, o sujeito apareceu sem o cachorro. Tinha vendido. Por um milhão de reais? Por um milhão de reais, mas não em dinheiro: tinha trocado o cachorro por dois gatos de quinhentos mil.
3 Nhô ruim, nhô pior O deputado federal Frank Aguiar, do PTB paulista, disse ter desistido daquele que seria o maior estelionato eleitoral deste ano: ele pretendia não assumir a vice-prefeitura de São Bernardo do Campo, para a qual foi eleito, manter-se na Câmara Federal, transferir seu título e, daqui a dois anos, candidatar-se ao Senado pelo Piauí.
A notícia, sob muitos aspectos, é boa: embora legal, dificilmente ocorreria algo mais imoral do que entrar numa chapa sem a intenção de assumir, apenas para dar “cheiro de povo” ao candidato principal. A notícia, sob outro aspecto, é ruim: São Bernardo terá mesmo o “cãozinho dos teclados” como vice.