Sócios estrangeiros da Petrobras nos trabalhos de pesquisa da Bacia de Santos surpreenderam o mercado, aqui dentro e lá fora, em relatório que reestima os recentes achados de óleo no Campo Tupi, entre 12 bilhões e 30 bilhões de barris.
No anúncio oficial, em novembro de 2007, a estimativa da estatal contentou-se com 9 bilhões, no máximo. Ora, se nós rebaixarmos essa reestimativa dos parceiros ingleses e portugueses de 30 bilhões para 25 bilhões de barris, já estaremos duplicando as reservas brasileiras já comprovadas, da ordem de 12,2 bilhões de barris.
Nesse caso, o Brasil subiria do 17º para o 10º lugar no ranking das maiores reservas do mundo. Com 37 bilhões, ficaria à frente dos EUA, por exemplo, hoje com 30 bilhões. Que tal?
Pelo sim, pelo não, o valor de mercado da Petrobras, no seu estoque de ações a preços do dia, pode alcançar os R$ 250 bilhões agora em fevereiro - o que lhe daria, igualmente, o 10º lugar entre todas as petroleiras do planeta.
A maior delas, em valor de mercado, é a Petrochina, cotada em US$ 724 bilhões. Bateu a Exxon-Mobil, de US$ 512 bilhões. Detalhe curioso: com as promessas de Tupi, as reservas do Brasil já seriam mais que o dobro das reservas da China, da ordem de 16 bilhões de barris.
No ranking das reservas, a liderança é uma covardia: a da Arábia Saudita, com 265 bilhões de barris, maioria de óleo leve, óleo nobre - barril custando apenas US$ 4 na boca do poço e valendo nada menos de US$ 90 na Bolsa de Londres.
Um sonho de Midas, o rei
