quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Conto do Vigário: 2 versões.

Segundo os pesquisadores existem duas correntes para a origem do conto-do-vigário, onde tem como tema principal um golpe de esperteza e um vigário. A versão brasileira e a lusitana. Leia e escolha a sua:




- Versão Brasileira:
Uma das histórias mais conhecidas, e defendida pela pesquisadora Denise Lotufo, teria como palco uma disputa entre dois vigários em Ouro Preto, ainda no século XVIII. De acordo com Denise, tudo começou com a disputa entre os vigários das paróquias de Pilar e da Conceição pela mesma imagem de Nossa Senhora.
Um dos vigários teria proposto que amarrassem a santa num burro que estava solto na rua. Pelo plano, o animal seria solto entre as duas igrejas. A paróquia que o burro tomasse a direção ficaria com a imagem. O animal foi para a igreja de Pilar, que acabou ganhando a disputa.
Mais tarde teria sido descoberto que, o burro era do vigário dessa igreja. Segundo a pesquisadora, essa é uma das possíveis origens da palavra vigarista.
O livro Os Vigários Mineiros no Século XIII, de Lourdes Aurora Campos de Carvalho, e Ditos e Provérbios do Brasil, do já falecido Luís da Câmara Cascudo, também apresentam uma versão semelhante.

- Versão Lusitana:
Segundo a série literária Contos e Lendas de Portugal, da pesquisadora Natércia Rocha, um golpe aplicado no século XIX foi o responsável pela má fama dos vigários.
Alguns malandros chegavam a cidades desconhecidas e se apresentavam como emissários do vigário. O grupo afirmava que tinham uma grande quantia de dinheiro numa mala que estava bem pesada e que precisaria guardá-la para continuar viajando. Mas, como garantia, solicitavam aos moradores da cidade uma quantia de dinheiro para viajarem tranqüilos.
E assim desapareciam. Quando a população abria a maleta descobria um monte de bugigangas sem valor. E assim, a fama do vigária era manchada.


via Terra


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