por Andres Viriato (*),
Quem entende um pouco de política baiana certamente não arrisca um centavo na solidez da aliança PMDB-PT, manhosamente alinhavada pelo ambicioso carreirista político Geddel Vieira Lima, no rastro de seu ingresso na linha de frente do governo Lula. O que Geddel está plantando com suas andanças pelo interior baiano, sob pretexto de percorrer as cabeceiras do rio São Francisco? E o que pretende com seu assédio ao prefeito João Henrique, de quem arrancou importantes cargos na gestão municipal?
Quem entende um pouco de política baiana certamente não arrisca um centavo na solidez da aliança PMDB-PT, manhosamente alinhavada pelo ambicioso carreirista político Geddel Vieira Lima, no rastro de seu ingresso na linha de frente do governo Lula. O que Geddel está plantando com suas andanças pelo interior baiano, sob pretexto de percorrer as cabeceiras do rio São Francisco? E o que pretende com seu assédio ao prefeito João Henrique, de quem arrancou importantes cargos na gestão municipal?
Não é segredo para os entendidos - aqui no sentido pedagógico - que a grande ambição do Sr. Geddel, pra começar, é o Palácio de Ondina, cuja ladeira de acesso sempre lhe foi íngreme e intransponível. E como nunca teve chances reais em todas as sondagens e pesquisas a que já se submeteu, vê, agora que detém importante cajado político, a rara oportunidade de fazer saldo positivo em sua balança eleitoral, a partir da manipulação das atribuições e prerrogativas quer lhe concede o Ministério da Integração Regional.
Certo, mas Geddel é apenas um cara-pálida na imensa oca de caciques petistas.Vem aí o primeiro teste, as eleições municipais de 2008, e o PMDB - leia-se, Geddel - sem qualquer novo candidato de expressão, vai ter que decidir entre apoiar a reeleição de João Henrique, de seu partido, ou o insistente Nelson Pellegrino, que tapou os ouvidos ao apoio de Lula a JH e já disse que quem conhece as mumunhas da política baiana é ele, o próprio. Claro, qualquer que seja o apoio de Geddel será negociado com vistas a 2010. Ou não?
E como ficaria 2010? O grande adversário, que seria o DEM, ex-PFL, agora é cinzas, tanto quanto o insosso PSDB; Jaques Wagner sonha com um palácio mais amplo e mais distante, e todos sabem que é o nome preferido do presidente Lula, e não há, no PT, outro nome que empolgue nos palanques. Resta, então, o medíocre PMDB, inteiramente manipulado por Geddel, que na hora certa apresentará seu próprio nome, com a expectativa de preencher seu tempo de horário político com as obras que espera realizar pelo interior baiano até o fim de sua gestão.
Como se vê, não há, no cardápio político, nada que estimule o apetite do chamado eleitor consciente. Esta é a Bahia política do momento.
NEPOTE É O PAPA
NEPOTE É O PAPA
Nepotismo é termo originário do latim nepote, que significava "sobrinho do Papa", sempre recomendado pelos pontífices a um empreguinho na cúria, outro na diocese, e lá se vai... Agora, não satisfeito com os milhares de parasitas já empregados nos oásis federais, o Presidente Lula propõe criar mais 35 mil cargos de confiança em seu governo, para uma despesa anual superior a R$3,5 bilhões. Está claro para onde vão os impostos que nós pagamos, e a decência na vida pública que se lixe. (*) Andres Viriato é jornalista.
