A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que 30% da população mundial sofra ao menos uma vez por ano de intoxicação alimentar. São quase 2 bilhões de pessoas. Uma parte delas, diz o estudo, passa mal por um descuido básico: elas ignoram o prazo de validade dos alimentos.
"As pessoas vão parar no hospital porque ingeriram remédio vencido ou comida velha, mas na maioria das vezes nem se dão conta de que a origem do mal-estar é essa", diz o toxicologista Anthony Wong, do Hospital das Clínicas, SP. Wong e outros especialistas consultados por VEJA fizeram uma lista dos produtos que, após o vencimento do prazo de validade, mais costumam resultar em visitas ao pronto-socorro. ÁGUA MINERAL - Prazo de validade: oito meses (com gás) e um ano (sem gás).
Por que evitar o produto depois disso: a água pode estar contaminada por bactérias. Às vezes, elas causam problemas gastrointestinais, como a diarréia. Em casos bem mais raros, prejudicam o sistema nervoso. O que determina a validade da água, afinal, é a duração da embalagem – e não a da bebida. Depois da data-limite, a garrafa de vidro pode ficar menos vedada e a de plástico está mais sujeita a sofrer ranhuras praticamente imperceptíveis.
Parece detalhe, mas é justamente por meio de tais brechas minúsculas que as bactérias eventualmente conseguem infiltrar-se, infestar o líquido e causar danos à saúde de quem o consome. Outro aviso: depois de vencida, a água perde pelo menos 10% do gás.
REFRIGERANTE - Prazo de validade: em lata, três meses (as versões diet e light) e seis meses (a tradicional).
Em garrafas pet, dura a metade do tempo. Por que evitar o produto depois disso: primeiro, porque a embalagem pode estar danificada, o que facilita a proliferação de bactérias na bebida. Segundo, pela possibilidade de o açúcar contido no refrigerante ter fermentado. Em ambos os casos, o mais comum é a ocorrência de diarréia.
É bom saber ainda que o líquido terá perdido até 15% do gás e iniciado um processo de oxidação que lhe rouba parte do aroma e do sabor. Em suma, o refrigerante estará insosso. As versões diet e light vêm com validade ainda mais curta por causa do aspartame: ele não só perde sua capacidade de adoçar como deixa gosto amargo na bebida.
PÃO DE FORMA - Prazo de validade: de oito a doze dias.
Por que evitar o produto depois disso: os estudos indicam que ele pode causar toda sorte de danos à saúde – de diarréia a (bem mais raros) problemas no sistema nervoso. A razão: o pão vencido está mais vulnerável à proliferação de fungos, aqueles que deixam sobre a superfície do alimento manchas esverdeadas e costumam infestá-lo de toxinas nocivas.
Há ainda prejuízos ao paladar: o pão fica mais seco e seu gosto, puxado para o amargo.
Parece detalhe, mas é justamente por meio de tais brechas minúsculas que as bactérias eventualmente conseguem infiltrar-se, infestar o líquido e causar danos à saúde de quem o consome. Outro aviso: depois de vencida, a água perde pelo menos 10% do gás.
REFRIGERANTE - Prazo de validade: em lata, três meses (as versões diet e light) e seis meses (a tradicional).
Em garrafas pet, dura a metade do tempo. Por que evitar o produto depois disso: primeiro, porque a embalagem pode estar danificada, o que facilita a proliferação de bactérias na bebida. Segundo, pela possibilidade de o açúcar contido no refrigerante ter fermentado. Em ambos os casos, o mais comum é a ocorrência de diarréia.
É bom saber ainda que o líquido terá perdido até 15% do gás e iniciado um processo de oxidação que lhe rouba parte do aroma e do sabor. Em suma, o refrigerante estará insosso. As versões diet e light vêm com validade ainda mais curta por causa do aspartame: ele não só perde sua capacidade de adoçar como deixa gosto amargo na bebida.
PÃO DE FORMA - Prazo de validade: de oito a doze dias.
Por que evitar o produto depois disso: os estudos indicam que ele pode causar toda sorte de danos à saúde – de diarréia a (bem mais raros) problemas no sistema nervoso. A razão: o pão vencido está mais vulnerável à proliferação de fungos, aqueles que deixam sobre a superfície do alimento manchas esverdeadas e costumam infestá-lo de toxinas nocivas.
Há ainda prejuízos ao paladar: o pão fica mais seco e seu gosto, puxado para o amargo.
