terça-feira, 14 de agosto de 2007

TAM veta reverso travado.



As normas de segurança costumam ser escritas em vermelho. Vermelho de sangue. Que o diga a TAM. O clarão da explosão de Congonhas ainda ardia nos olhos do brasileiro quando os gestores da empresa, em entrevista, informaram, fronte alta, que o Airbus encontrava-se em perfeita ordem.

Dias depois, o país tomaria conhecimento de um detalhe sonegado pela empresa: o reverso da turbina direita do avião, danificado quatro dias antes do maior acidente da aviação brasileira, fora travado. Normal, disse, de novo, a TAM. O manual do fabricante autoriza.

Nesta terça-feira (14), o diretor de Segurança da TAM, Marco Aurélio Castro, informou, com 199 cadáveres de atraso, que a companhia aérea proibiu os seus pilotos de pousar em Congonhas com o reverso travado. Fez mais: está adquirindo um equipamento que emitirá um sinal adicional quando as manetes das turbinas forem manuseadas de forma errônea.

Ora, ora, ora! O passageiro entrou no enredo da TAM tarde demais. Primeiro, a empresa. Depois, o avião. Na seqüência, o fabricante. A clientela entrou na história como figurante, uma espécie de etc. num roteiro macabro.
Blog de Josias de Souza