quarta-feira, 28 de janeiro de 2015
O talento secreto de Athena
Coleção Magos da Fotografia
XLI - Bill Gekas
O fotógrafo australiano Bill Gekas inspirou-se em retratos de Rembrant, Vermeer, Rafael e outros para compor impressionante ensaio.
Bill Gekas gostaria de recriar as obras desses grandes pintores mas não sabia como. Foi quando ele teve a ideia de colocar sua filha de 6 anos no trabalho.
Fazer com que uma criança pareça natural em um cenário do século 18 foi difícil no início. Ele usou uma variedade de adereços para criar um clima simples de uma época modesta.
Mas o que fez toda a diferença e revelou um talento,
foi sua filha Athena.
Fontes BBC / designergh
A dor de já não ser, e a vergonha de já ter sido
Por Elton Simões.
Publicado no Blog do Noblat em 26JAN2015
Publicado no Blog do Noblat em 26JAN2015
A dor de já não ser, e a vergonha de já ter sido
A gente gosta de estar em primeiro. Até demais. Muito melhor que o recomendado ou desejável. Encontrar um representante da pátria verde e amarela é na maior parte das vezes, para um estrangeiro, ser confrontado com enormes volumes de estatísticas e ranking a respeito de um local que é, ou foi um dia, o maior ou o melhor em varias áreas.
Para o estrangeiro, boa parte do discurso não faz muito sentido. Deste ponto de vista, as informações soam como um elenco de curiosidades cuidadosamente colecionado por um povo com algum tipo de obsessão por informações obscuras.
Não que as informações estejam erradas. Longe disso. São, normalmente, verdadeiras. Uma verdade que é sempre apresentada como regra, mas, na realidade, trata-se apenas de uma lista de exceções que criam ilusão onde a pátria verde amarela sempre ganha.
Arte de DUKE
Ilusão apenas. Não vem sequer travestida de realidade. E, para a ilusão desaparecer, basta um passeio por um supermercado, loja, ou mesmo assistir televisão em outros países. Encontrar a bandeira verde e amarela, um “made in Brazil”, ou citação positiva do país é tarefa árdua de resultado positivo improvável.
A Branddirectory não lista marcas brasileiras entre as 50 mais valiosas do mundo. De acordo com a Interbrand, a bandeira verde e amarela não aparece no ranking das 100 mais valiosas. Nem de acordo com a BrandZ. As fontes são varias. As metodologias diversas. Mas os resultados são os mesmos. Sempre consistentes e implacáveis.
Arte de AMORIM
A The Economist coloca o Brasil na 43ª posição (outro ranking!) quando o critério é ambiente de negócios. Fica atrás, entre outros, do Chile, Malásia, Qatar, Estônia, México, Bahrain, Chipre, Latvia e Lituânia.
No fundo, a realidade apenas espelha o comportamento de um país que tomou o isolamento como decisão estratégica. Que ficou a margem do moderno ou da modernização. Que viveu a ilusão de que poderia fechar suas fronteiras e se dar ao luxo de não se integrar a cadeia global de produção.
Apostar no isolamento é e continua sendo erro. Mas acima de tudo, é uma impossibilidade. Em um mundo cada vez mais integrado, o isolamento não leva a nada, exceto andar para trás. E ser forcado a melhorar a autoestima através do garimpo de estatísticas a varejo.
Condenados a reviver em perpetuidade a dor de já não ser, e a vergonha de já ter sido.
terça-feira, 27 de janeiro de 2015
Marta Suplicy detona Dilma Rousseff
Em artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo nesta terça-feira, a ex-ministra da Cultura afirmou que se o governo tivesse adotado uma política de transparência na condução da área econômica, o país não estaria vivendo "esta situação de descalabro" que faz a "vaca engasgar de tanto tossir" - em uma clara referência ao jargão de Dilma durante a campanha eleitoral de que não mexeria nos direitos trabalhistas "nem que a vaca tussa".
Esta é a segunda vez em menos de um mês que Marta tece críticas ao governo Dilma. Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo há algumas semanas, ela afirmou que "ou o PT muda, ou acaba".
No texto publicado hoje, a senadora afirma que o Partido dos Trabalhadores vive uma "situação complexa" pois "prometeu, durante a campanha, um futuro sem agruras, omitiu-se na apresentação de um projeto de nação ao país, mas agora está atarantado sob sérias denúncias de corrupção".
Marta também argumenta que os militantes da sigla pararam de apoiar as decisões do governo Dilma - entre elas, a escolha de Joaquim Levy para ocupar o Ministério da Fazenda. "O simpatizante do PT não entende o porquê. Se tudo ia bem, era necessário alguém para implementar ajustes e medidas tão duras e negadas na campanha?", questiona.
Segundo ela, se a presidente tivesse optado pela transparência, "não estaríamos agora tendo de viver o aumento desmedido das tarifas, a volta do desemprego, a diminuição de direitos trabalhistas, a inflação, o aumento consecutivo dos juros, a falta de investimentos e o aumento de impostos, fazendo a vaca engasgar de tanto tossir".
Marta afirma que o povo brasileiro acompanha "atônito um estado de total ausência de transparência, absoluta incoerência entre a fala e o fazer, o que leva à falta de credibilidade e confiança".
A senadora conclui o texto com mais uma alfinetada: "A peça se desenrola com enredo atrapalhado e incompreensível. O diretor sumiu".
Esta não foi a primeira vez que a ex-ministra da Cultura critica a condução de Dilma na economia. Quando deixou a pasta, Marta afirmou que a presidente deveria escolher uma equipe capaz de resgatar a credibilidade do governo.
A senadora também não escondeu seu descontentamento com a nomeação de Juca Ferreira para sucedê-la na Cultura e, recentemente, enviou documentos à Controladoria-Geral da União (CGU) que denunciariam supostas irregularidades da gestão do petista na pasta entre 2008 e 2010.
Nas últimas semanas, o PT estaria tentando um acordo para que Marta não deixasse a sigla. O teor do texto publicado hoje é um sinal claro de que as supostas negociações não tiveram o resultado esperado pelo grupo político. Entenda por que Marta estão tão descontente com o partido que ajudou a conduzir ao poder.
Cidades de uma só cor
Coleção Casas Singulares
Cidades de uma só cor
1.Júzcar/Espanha - É uma cidade de 200 habitantes na província de Málaga, parte da comunidade autônoma de Andaluzia, no sul da Espanha. Na primavera de 2011, as construções da cidade foram pintados de azul pela Sony para celebrar a estréia do filme dos Smurfs.
Em dezembro de 2011, a Sony Pictures se ofereceu para repintar a cidade. Os cidadãos votaram para que as paredes da cidade se mantivessem azuis, já que aproximadamente 80.000 turistas a visitaram durante os 6 meses que se seguiram após a mudança de cor. A cidade recebia normalmente 300 turistas por ano.
2. Izamal - México - Cidade no estado mexicano de Yucatán, 72 km ao leste da capital do estado, Mérida. É conhecida em Yucatán como “A Cidade Amarela”.
3.Jaipur, India - Conhecida como “cidade rosa”, capital do estado do deserto de Rajasthan, apresenta uma arquitetura de arenito rosa. A cidade parece ainda mais surreal com elefantes, camelos e vacas passeando por entre os edifícios rosas.
Em 1863, Japur vestiu-se de “rosa” para receber o príncipe Albert, marido da Rainha Vitória. A cor se tornou parte integrante da cidade, que veio a ser conhecida como ”A Cidade rosa”.
4.Ilha Grega Míkonos - É um dos mais populares destinos turísticos entre as ilhas gregas. Possui belas praias e excelentes recursos para turismo. Míkonos, que significa "ilha branca", em grego. Faz parte do arquipélago das Cíclades, um grupo de ilhas do Mar Egeu. Tem uma área de 86 km² e uma altitude máxima de 364 m. É composta principalmente de rocha de granito.
5. Collonges-la-Rouge - França - É um grande atrativo e é muito popular entre os que a visitam, quase todas as casas foram construídas com a areia local, que é vermelha. É um dos lugares mais visitados em Limousin – região central da França.
O sistema gera corrupção. Temos que mudar o sistema!
Por David Coimbra
Publicado em seu blog em 18JAN2015
Os bons maridos de Esparta
Publicado em seu blog em 18JAN2015
Os bons maridos de Esparta
O espartano casado, se encontrasse um rapagão belo e imponente, oferecia-lhe a sua mulher, para que reproduzissem. Era a eugenia: o“ aperfeiçoamento” da raça por meio da seleção genética.
Licurgo, o grande legislador, caçoava dos que hesitavam em partilhar as esposas, dizendo que eles se importavam mais com a reprodução de seus cães e cavalos do que com a de suas mulheres.
A intenção dos espartanos era formar uma casta de guerreiros.
Há uma passagem da Batalha das Termópilas em que o rei Leônidas, marchando à frente de seus 300 soldados, encontra o pelotão de 7 mil aliados de outras cidades.
O comandante dos aliados olha para aquele punhado de homens e se espanta, sabendo que o inimigo persa conta com um exército de centenas de milhares de combatentes.
– Mas você só trouxe esses soldados?!? – pergunta, incrédulo.
Ao que Leônidas aponta para um dos aliados:
– Qual é a sua profissão?
– Eu sou moleiro.
– E você – prossegue Leônidas, indicando outro.
– Camponês.
– Você?
– Ferreiro.
E assim por diante.
Por fim, Leônidas volta-se para os seus 300 homens e grita:
– Espartanos! Qual é a sua profissão?
Os 300 batem com as lanças nos escudos de ferro e urram, em uníssono:
– HO- HAAAA!!!
Leônidas sorri para o comandante aliado:
– Como vê, trouxe mais soldados do que você.
Imagino a mesma cena no Congresso brasileiro.
Você espeta o dedo no peito de um deputado:
– O senhor! Qual é a sua profissão?
– Advogado.
– E o senhor aí, de óculos, qual a sua profissão?
– Médico.
– E o senhor?
– Jornalista.
– Ex- palhaço de circo.
– Pastor evangélico.
Não existem políticos profissionais no Brasil. Ninguém é político de nascença ou faz curso de político. Os políticos somos nós, o povo inteiro.
Será, então, que somos um povo de ladrões, como indica o comportamento dos nossos representantes? Será hereditário? A corrupção corre nas nossas veias, vermelha e quente? Não pode ser.
Porque, se um dia houve o espartano geneticamente falando, não se pode dizer o mesmo do brasileiro. O brasileiro é índio e negro, é alemão e japonês, é italiano e português, e é tudo isso miscigenado.
Então, como explicar o vezo de desonestidade do brasileiro?
Tive uma pista para a solução do mistério ao ler Uma Jornada, relato que o ex- primeiro- ministro britânico Tony Blair fez de seu governo.
Em dado momento, Blair conta que “ o sistema britânico é essencialmente dirigido por funcionários públicos de carreira até nos altos escalões. Os assessores especiais são poucos e não muito frequentes (…).
Quando, após alguns anos de governo, acumulei cerca de 70, algumas pessoas consideraram que isso era um ultraje constitucional”.
O primeiro- ministro acumulou 70 assessores e os ingleses consideraram esse número um ultraje.
Quantas dezenas de milhares de funcionários foram nomeados pelos presidentes brasileiros nos últimos anos? Quase tantos, talvez, quantos os soldados do exército persa que enfrentou Leônidas.
Eis a origem do mal: não são os políticos.
É o sistema.
É o sistema que gera a corrupção.
É o sistema que precisa mudar.
segunda-feira, 26 de janeiro de 2015
Falando de ministros e contínuos ...
Por Meraldo Zisman
Publicado na coluna do Brickman em 19JAN2015
Ministros e contínuos
Publicado na coluna do Brickman em 19JAN2015
Ministros e contínuos
Fico surpreso com o comportamento midiático sobre a escolha e a posse do ministério do atual mandato presidencial, martelando os nossos sentimentos e inteligência, impiedosamente — argumentum ad nauseam (argumentação até provocar náusea), como se fôssemos todos idiotas. Como se tais ministros tivessem realmente algum Poder.
Nessas horas procuro abrandar esse desgosto passeando pelos textos do jornalista Nelson Rodrigues (1912-1980), oficial do mesmo ofício desses seus colegas que tentam impingir fatos camuflados à maioria de nós, quando o seu dever seria esclarecer ainda mais o público. Cada vez gosto mais dos profissionais do jornalismo do passado, quando existia mais seriedade e menos recursos tecnológicos. Afirmaria até que, com os avanços da informática, é cada dia mais premente a necessidade de contarmos com jornalistas bons e honestos. Urgente.
Volto a Nelson Rodrigues, quando escreve:
Nos tempos de Getúlio Vargas, um dos seus ministros explodiu: — "Sou um ministro de Estado e não um amanuense!" Era um amanuense e não um ministro de Estado. O ministro que ele imaginava ser não existia. O que existia de concreto no tal ministro era o amanuense. Ou nem isso.
Em verdade, o ministro é, acima de tudo, um contínuo (empregado de repartições públicas ou estabelecimentos que leva e traz papéis, transmite recados e faz outros pequenos serviços, segundo diz o dicionário Aurélio sobre este verbete, na sua última edição).
As pessoas se esquecem de que homens e mulheres não nasceram para serem grandes. Um mínimo de grandeza já os desumaniza. Por exemplo: — um Ministro. Não é nada, dirão. Mas o fato de ser ministro já o empalha. É como se tivesse algodão por dentro e não entranhas vivas.
Por isso digo: ou o Ministro é um Benjamin Disraeli (1804-1881), um Otto von Bismarck (1815-1898) ou um Winston Churchill (1874-1965) e o demonstra, ou não passa de um contínuo. No caso das mulheres, o mesmo acontece. A ministra teria de ser uma Margareth Thatcher (1924-2013) ou uma Golda Meir (1898-1978), para ficar apenas com estas duas, por razões sentimentais. A régua que permite separar os verdadeiros ministros ou ministras obedece à mesma norma.
Para provar isto digo:
— Não existe ninguém mais vago, mais irrelevante do que um ex-ministro. Concordo com que dizia o Nelson, em parte: um ministro não passa de um contínuo de luxo com direito a água-gelada, cafezinho, casaca e carro-oficial.
Digo que, em parte, as coisas mudaram, recentemente. Foi-se o tempo em que a casaca bastava... O que funciona agora é a demissão, para aquele ou aquela que não cumpra as ordens de quem os nomeou. O que vale é quem foi eleito e não nomeado. Ministro é como executivo de uma grande empresa. Pode ser demitido e perde todas as mordomias. Fica desempregado.
Os comerciais mais incríveis de 2014
Os comerciais mais criativos do último ano no mundo da publicidade. O Gunn Report é uma publicação anual que detalha as campanhas de imprensa e publicidade televisiva de maior sucesso do ano. Para isso listou as ações que tinham ganhado tanto o Leão de Ouro em Criatividade no Festival de Cannes quanto o Ouro no Effie. Essas marcas promoveram ações originais e ainda conquistaram resultados extraordinários. O Brasil aparece duas vezes no ranking.
I - "Os últimos desejos da Kombi", da Volkswagen
Com o anúncio de que a clássica Kombi não seria mais produzida, a campanha transformou o icônico carro em um herói (quer dizer, heroína).
Feito pela AlmapBBDO.
II - Bebês dançarinos, da Evian
Criada pela BETC Paris
III - Enterro do Bentley
da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos
A campanha foi uma das mais comentadas no Brasil. O conde e bon vivant Chiquinho Scarpa anunciou para toda a imprensa que iria enterrar o seu precioso Bentley, no quintal de casa. Todos os jornais e emissoras compraram a história.
No dia do tal enterro, com a mídia reunida, Chiquinho revelou que existem pessoas que enterram coisas bem mais valiosas que o seu carrão, seus órgãos.
Criado pela Leo Burnett Tailor Made.
Para ver as 12 campanhas selecionadas clique em DesignGH
Fantasmas esculpidos
EsculturArte
Fontes Zupi / Ufunk
LV - Ellen Jewett
A artista canadense Ellen Jewett projeta animais mitológicos que existiam apenas em sua imaginação e os esculpe.
Ela cria através de suas observações às sutilezas da vida, transformando suas esculturas em narrativas cheias de emoção e movimento. Talvez “movimento” seja a palavra chave para os animais de Ellen, pois cada um parece estar congelado em uma cena, criando espontaneidade e vida.
Palavras de Ellen Jewett:
"Cada escultura é feita à mão e pintada sem mais ferramentas do que dedos e pincel. Em virtude deste processo primordial, cada criação é única e produzido de forma fluida e intuitiva.
O processo começa com uma armadura de metal sobre o qual é colocada uma camada de argila. A pintura é feita com acrílico ou tinta à óleo e os olhos embutidos são de vidro ou acrílico. Ao concluir a peça inteira é vitificado para intensificar a cor e força. "
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